quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Canto melancólico


 Após de quase mais de nove meses de silêncio, com dor me esmagando o meu peito, com a tristeza batida na minha vida, eu decidi que agora era o melhor momento para um escandâlo depressivo de um romântico sofrido que nada além de de palavras tenta escrever.

 Só agora entendo que essa gestação de extrema dor, que corta meu peito todos os dias, me faz trazer uma nostalgia a qual não mais poderei ter.  Sofrer de amor é horrível!

Devia eu ter me consumido na vodca — Uma gota de vodca é tão pura quanto uma lágrima — e cortado meus pulsos numa banheira enquanto esperava as vilnas (os belos espirítos que habitam as florestas eslavas), me levavam para uma dança da morte, com muita bebida e paixão. Mas, não, forte serei, não me entregarei ao belo canto que elas ecoam na minha mente, aquelas ruivas donzelas, de feições singelas e paixões sinceras, não! Desatinarei minha dor nessa grave melodia que tenta engolir a minha melancolia.


 Canto melancólico

Tristonho semblante
Jovem rapaz de face tristonha
Escuta-me infeliz com atenção
O que vou dizer é triste

Fostes tu um dia exultante
Hoje com ninguém mais sonha
Pois sente dor no coração
Pois tanto um dia sorriste

Amor, tristonho amor
Com clamor ele chora
Com ira levanta
Sozinho lembra

Cale-se, infeliz!
Não sabes o que um dia fora
Não pensa, não canta
Apenas a dor fibra


Não sabes o que é sentir calor
Tampouco sabes o que é se queimar
Chora agora em meio à bebida

 Pois não sabes o que é ardor
Não sabes o que é teimar
Nessa vida sofrida

Não sabes o que é sentir pavor
Nesse escuro pomar
A onde o diabo vibra

Não sabes o que sentir dor
A dor de tanto amar
Já que tanto deixa contida

Chora na pobre melancolia
A agonia de não amar
Chora agora com ira
Já que nada há como saída

Que grave agonia!
Sem companhia no luar
Sofrer enquanto o relógio gira
Sua felicidade agora caída

Adeus jovem menina
A qual não pode me amar
Já no amor não lutar

Sua feição felina
Imaginava ele no mar
Agora pensava em se matar.

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