quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O que é socialismo?

         O que é socialismo? Mil versões afirmam de inúmeras maneiras o que é o socialismo, mas darei a minha versão do que acredito que seja o socialismo;

        O socialismo nada mais é do que a distribuição justa (não propriamente igualitária) de todos os meios de produção e todas as riquezas adquiridas em via da acumulação primitiva de capitais, onde o indivíduo que trabalha mais deve receber mais, conforme a tecnicidade de seu próprio ofício.

      O socialismo é a forma pela qual acreditamos na justiça plena de uma sociedade onde acreditamos que é possível que todos os homens tenham as mesmas condições, mas possam trilhar os seus caminhos de diferentes formas.

      O socialismo é o meio em que o homem é valorizado diante do capital, onde a mais-valia é repartida de modo justo, considerando mais-valia produto de um  valor agregado a um produto quando submetido à transformação. Visa-se acabar com a alienação do trabalhador, e dessa maneira acabar com alienação da sociedade.

      O socialismo é, inegavelmente, mais do que uma religião ou uma simples teoria política, o socialismo se traduz como um modo de vida, um estilo de vida e uma maneira de pensar e se portar. O socialismo deve sempre acompanhar os  trilhos dos tempos, se renovar dia e noite, não parar, não estagnar. É o progressismo que move o marxismo.

       Sim Marx deu-nos boas ideias e grandes sugestões, mas não devemos seguir o Manifesto totalmente à risca como o Alcorão, devemos interpretá-lo, segui-lo, mas às vezes também questioná-lo. Não devemos ser tolos ao ponto de movermo-nos apenas pelo ódio. O marxismo é luta, mas uma luta por ideal, a liberdade do homem como ser humano e não como um meio produtivo apenas.

     O socialismo deve ser a parte mais completa de uma democracia, uma democracia do proletariado , naroda democratsy. Ao invés de uma ditadura do proletariado contra o proletariado, o socialismo é um ideal que na prática toma tantas formas que acabam me assustando.

     O socialismo deve se pautar pelo direito, direito à livre expressão, direito à liberdade, direito à própria vida, senão desvirtua-se como virtude e campo de pensamento. Não que eu pense que tudo é resolvido apenas pela maneira de pensar, mas sim pela ação, mas qual ação. É preferível mover uma revolução por meio de palavras e convencimentos do que através do ferro e sangue.

    Não que eu esteja negando o passado de luta e glória do marxismo, não é isso. Mas toda essa sangria desvirtua o que penso ser o socialismo, a parte mais elevada de uma justa sociedade e igualitária. Percebo que é tudo muito confuso e não sei se me fiz entender.

     A questão é o socialismo não deve ter fronteiras, deve ser mundial. O socialismo não deve ser algo forçado, mas algo algumas vezes até negociado. No marxismo é preciso ter carisma e valer-se bem de suas próprias ideias, respeitar costumes culturais e a vida como ela é, mas sempre seguindo para frente.

   Não devemos ser proselitistas, falamos como acreditamos piamente nesse conjunto de ideias  e valores, mas não devemos forçar ninguém a nos ouvir. A revolução só é possível se for uma de dentro para fora, partindo  da transformação do indivíduo para a transformação de toda uma sociedade. Não devemos negar o papel do indivíduo, o indivíduo faz a História, normalmente não como ele a quer, mas ainda assim faz História.

     A Revolução é História. A Revolução parece ser o caminho, mas não a Revolução levada a ferro e fogo. Mas uma revolução feita a partir de palavras, mudanças de pensamento e de ideias. Uma revolução dentro de nós mesmo.

     As revoluções sanguinárias levam a linhas difíceis e a supra ditadura, o socialismo devia ser dissociado de ditaduras, mas os próprios marxistas mais populares tentam valorizar o papel de ditadores e sanguinários: Fidel, Che, Chavez, todos esses devem morrer, filosoficamente eu digo. Eles representam o passado que devemos transcender, devemos evoluir e não regredir nos nossos próprios pensamentos.

    A vida é um constante caminhar, um eterno recomeço, mas um começo que não deve se repetir todo o tempo. Agradeço aos que leram esse ensaio filosófico daquilo que eu próprio acredito. Se sou utópico, com certeza não me vejo assim, mas se sou ditador, com certeza não o quero e nem um dia quererei ser.

    A vida é pulsante demais para se prender a puros dogmas artificiais e burocratas inconsistentes. É nisso que hoje acredito, nessa teoria, nesse desenvolvimento socialmente sustentável, que tanto o próprio Bukharin tentou uma certa época trabalhar. É nisso que acredito, mas respeito quem não acredita nisso.

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