sexta-feira, 15 de março de 2013

Tensão no "Extremo Oriente"

         Hoje a Coreia do Norte disparou misseis de curto alcance no mar do Japão de forma que com a crescente tensão que alguns observam a situação no "Extremo Oriente", não poucas pessoas ficaram preocupadas com esse anúncio.


       Em verdade, como já disse anteriormente, essa é mais uma das arrogantes ameaças de Pyongyang para intimidar de alguma forma a comunidade internacional, para onde isso levará é discutível. Para uma nova discussão dos Tratados de Taipeng ou mais um pedido de ajuda humanitária.

       Pyongyang pode ter rasgado o pacto de não-agressão que tinha assinado há quase sessenta anos antes. Se bem que faz todo o sentido agora, parando para pensar. 2013 é o ano que fará sessenta anos do fim da Guerra da Coreia. Pyongyang quer de alguma forma lembrar o conflito, talvez para instar o ódio aos compatriotas ou para manter o regime firme. Não me tinha ocorrido esse raciocínio.


     Em todo o caso, o Big Kim (chefe rechonchudo norte-coreano) parece não entender que o cenário internacional é outro e que mesmo que faça ameaças ao Ocidente é difícil que a coisa se desenvolve mais do que isso.
Big Kim num dos seus afazeres no governo

       Na verdade, parece que ele está tentando mostrar ao seu séquito e às forças armadas, que apesar da pouca idade ele tem força e pulso firme. Talvez para se manter no poder, tendo em vista que a Coreia do Norte vem passando por sucessivas crises em seu sistema e o próprio Kim Jong-Un teve que demitir o seu braço direito nas Forças Armadas para se manter no comando.

       É bem verdade, que para chefe de Estado, Big Kim é muito prematuro ainda para se fazer uma análise acurada, em todo caso, aqueles que tinham esperanças em uma abertura do regime norte-coreano devem estar se arrependendo de tudo que disseram anteriormente.

       
        Ele é uma criança que brinca de chocalho nuclear como muito bem a charge acima mostrou. Como eu disse, Pyongyang não levará a questão muito mais à frente até porque não é interessante aos seus aliados (China e em alguma medida, a própria Rússia) um conflito envolvendo os Estados Unidos, que por sua vez também não estão interessados em uma nova guerra com a sua economia tão desaquecida como agora.

        A teimosia do regime norte-coreano é para mostrar que ainda tem forças e relembrar da Guerra da Coreia de sessenta anos atrás que até hoje se revela indefinida. A solução armada, se for utilizada agora, demonstrará logo que o problema será resolvido de maneira rápida, mas brutal.

         Em todo o caso, hoje mesmo, os norte-coreanos acusaram os americanos de realizarem ataques cibernéticos aos seus sistemas de misseis. Nada como usar as armas do oponente contra o próprio oponente, isso as artes marciais orientais tanto nos ensinaram nos filmes.

         De maneira que a guerra cibernética parece outro meio para se lidar com os impasses internacionais, e um meio infinitamente mais barato do que uma guerra que toma homens e recursos, enquanto Pyongyang, movida também por uma questão ideológica, atacou sites de bancos e governos com os seus hackers, Washington deu o seu troco atacando os sistemas governamentais dos únicos 645 computadores existentes no pequeno país de Distopia.


       O duelo cibernético continuará, só espero que não evolua para outras vias de ação


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