Dizem que apenas os olhos podem ser lidos e que as flores podem ser sentidas. Novos matizes se desenrolam pela singularidades da própria situação que conto.
Contam-me que o sabor dos versos não encontrará o calor dos seus lábios, e o meu amor desaparece nessa chama tímida que se apaga nesse redomoinho de palavras.
Hoje a pena da minha caneta chora vagarosos prantos de tinta por não sentir mais o modo descuidado e totalmente desengonçado que você escrevia na ponta do papel. Deve ter achado engraçado o modo como você escrevia ao contrário de maneira tão incerta que parecia até um pouco bonito. Meu amor é tão frágil quanto essa ponta de irídio que no mais sofrido ilídio do palco principal dessa ciranda finge brincar com você. Por quê?
Sinta-se acariciada pela delicadeza de minhas palavras porque elas são mesmo para você.
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