segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Monstros da minha infância


"Na minha infância, eu acreditava em monstros. 
Achava que mãos iam brotar de baixo da cama. 
As sombras se mexiam.
Eu ouvia passos nos corredores."


O cair da noite me aterrorizava. Quando saía à noite pelo corredor, com medo, meus pais, tolos, diziam que não havia nada. Eram besteiras da minha imaginação. Monstros não existem.
É monstros não existem. Mas o que era então, minha simples imaginação?
Se fosse, tenho medo de mim mesmo, por ter criado na minha mente criaturas tão pitorescas, tão malignas, tão terríveis. Como uma criança podia pensar nisso?
Escondia-me debaixo dos lençóis, achava minha cama segura e quando logo clareasse tudo estaria bem e eu estaria a salvo mais uma vez.
Queria dizer que quando cresci, deixei de acreditar em monstros, mas na verdade não, os monstros estão todo dia e em todo lugar, apenas usam máscaras e se fazem de bonzinhos; Eles mentem, roubam, matam se preciso, não tem escrúpulos e ferem-nos na alma com um singelo comentário. Não há nada mais monstruoso do que o ser humano.

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