sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cartas de Leningrado (V)

14 de janeiro de 1942
Leningrado, CCCP


         Tenho más notícias, Volódia, meu filho, a sua irmã, Anastacia Vassilievna, morreu ontem de manhã, enquanto cruzávamos o Lagoda... Morreu afogada quando o gelo se partiu, tentei de tudo salvá-la, mas não consegui.

         Sua mãe está em choque, mas vai ficar bem, ela está indo junto com as filhas de Godunov para Kuibichev, se juntar com a irmã dela, que está lá.

         Acho que estou ficando deprimido, as coisas em Leningrado chegaram ao ponto máximo de um show de horrores... Não bastasse os casos de canibalismo, agora na Avenida Nevsky, do lago do Hermitage, estão vendendo partes dos corpos dos parentes. A que ponto chegamos?

       Quando voltava a Leningrado, hoje de tarde, encontrei a polícia interditando o cemitério para impedir que os túmulos fossem assaltados pela multidão de esfomeados... Até o túmulo de Aleksandr Nevsky teve que ser guardado por guardas armados!

      As coisas estão feias, vejo a morte a cada esquina... Combinamos, eu e nossos vizinhos, de ficarmos agora em um só quarto, amontoados, para economizar a pouca lenha que temos e nos proteger da multidão  de mortos-vivos que se abate em Leningrado.

      A inanição começa a trazer alucinações, hoje mesmo eu sonhei que era um tártaro da criméia prestes a sair dançando num espetáculo de maluquices... Saí pela Prospekt (Avenida) dançando feito um doido a gopak enquanto Godunov tentava me levar de volta para casa.

     Encontramos um guarda, mais doido do que eu, se achando governante de Novgorod, e nos ameaçou cortar as nossas cabeças se continuássemos a obstruir o seu caminho... Imagina um guarda bolachão, de meio metro de altura, ordenando nas pessoas famintas como um déspota enlouquecido.

     O Inverno pode ter nos salvado em Moscou, mas em Leningrado, ele está nos matando... Nunca pensei nisso, mas agora eu prefiro morrer a comer mais uma vez carne de cavalo. Nada mais me sobra senão dizer que talvez eu não resista mais a esse frio.

      Fique calmo, Volódia, eu já estou preparado, de tanto ver a morte em cada esquina, eu já estou preparado. A vida é uma ópera, linda e trágica, cada ato traz mais ações na narrativa, mas o fim, o fim é certo; O fim  é a morte!

       Lembra-se de quando fui violinista no (Teatro) Kirov há quatro anos atrás? Bons tempos aqueles, a gente só precisava se preocupar com  o NKVD e nada mais, mas agora, além de temos que nos preocupar com os alemães, temos que nos precoupar com o frio, a fome, o desespero e as multidões de canibais.

        A vida era mais simples naqueles tempos... Me despeço de você, Volódia, meu filho, com um aperto no coração, pois sei que não sobreviverei mais a esse cerco, meu filho. Hoje não só desejo-lhe saúde e muita felicidade, desejo que não se esqueça de quem sempre muito te amou, o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos e os seus queridos vizinhos... Godunov manda lembranças, assim como todos aqui. Cuide-se e seja feliz!

  Cordialmente seu pai,  Vassili Efremenvich


 ...


         Essa foi a última carta de Vassili Efremenvich Korsakov que se tem notícia; Vladimir Vassilevich, seu filho,  foi ferido na Batalha de Kursk em 1943, mas sobreviveu, e depois da guerra, acabou se casando com uma das filhas de Godunov, a mais velha, que não foi narrada nas cartas, mas que tinha 15 anos na época. 
         Godunov sobreviveu ao cerco e contou tudo o que aconteceu com Vassili Efremenvich, que acabou morrendo na travessia do Lagoda, de fome. 
          Vassili Efremenvich ganhou em 1981, em associação a outros heróis do Cerco a Leningrado, a medalha da Ordem de Nevsky e do Trabalho Socialista, pelos seus feitos durante o Cerco de Leningrado)
  
         Слава героям Ленинграда! (Glória aos heróis de Leningrado!)

Andorinha Negra

Voa, andorinha negra, voa!
Voa através do vale do Alazani¹
Traga-me noticias sobre meu irmão que à batalha²  fora
Eu vi a rubra vinha³  no vale do Alazani
Aproximei-me e comecei a colher as uvas
Pensei que não fossem de ninguém
Voa, andorinha negra, voa!
Voa através do vale do Alazani

(Tradução do blogueiro)

¹  Rio Alazani é um grande rio que corta a Cordilheira do Cáucaso, em sua margem são produzidos finos vinhos e canções georgianas.
 ²  Originalmente, campo de batalha
 ³  Originalmente vinha Satatsuri, uma variedade de uva comum na Geórgia


Rio Alazani em foto

Essa canção tradicional georgiana muito antiga, remonta os tempos longíquos no Cáucaso, quando o Cáucaso, ainda se chamava de Ibéria e era um reino independente no período medieval



Qual foi a razão para eu colocar tão canção traduzida do georgiano para o português? (Nota: Eu não sei ler georgiano, tão menos escrever, as línguas caucasianas são as únicas que julgo indecifráveis!)

Pelo simples fato dessa canção ser tão emblemática que ela cativou por muito tempo a vida de um jovem rapaz na Geórgia, um rapaz cheio de esperanças, que aspirava ser poeta, mas se via preso num seminário, o qual lhe impedia de ler livros ditos "proibidos", como a Origem das Espécies.

Esse jovem rapaz um dia se tornou um ativista, um ativista político, foi expulso do seminário, e no final virou um revolucionário... O nome dele era Koba, mas o Mundo o conhece pelo nome de Stálin.


Por sinal, essa era a canção preferida dele até ele morrer em 1953!

Cartas de Leningrado (IV)

5 de janeiro de 1942
Leningrado, CCCP


              Como vai, Volódia, meu filho? Ficamos sabendo que o pior em Moscou já passou, os alemães estão há 250 quilômetros da capital; Isso é bom, eles aprenderam que o caminho deles em muito se aproxima ao de Napoleão, eles agoram veram sua derrocada tão rápido quanto Napoleão viu a sua... Eu ando lendo um pouco da Guerra Patriótica de 1812, agora percebo que Kutuzov era sim um líder habilidoso! Um dos poucos na época.

         Queira me desculpar, meu filho, por não ter mais arranjado tempo para escrever-lhe cartas, mas as coisas aqui em Leningrado estão piorando... O Inverno bateu com toda a força nesses dias, a neve que antes fora nossa amiga, agora cobra o preço de sua amizade. 

          Os corpos estão agora expostos aos montes numa cobertura branca no meio da Avenida Nevsky, todos estão fracos, mas tão fracos que sequer podem enterrar seus entes queridos... As pessoas a tempos comiam as rações dos animais, a aveia dos cavalos, mas hoje, o que comem é tudo que encontram pela frente, desde madeira podre a ratos nas chaminés.

          Hoje, quando estava caminhando pela Avenida Vladimirsky quando encontrei um colcheiro ao pé de seu cavalo, chorando, ele não queria matar o animal, mas sentia fome... Eu me ofereci para fazer isso, ele aceitou, peguei a machadinha na mão dele e fui para perto do animal.

        O pobre animal estava ali caído, sem reação, agonizando de fome e frio, parecia chorar, aquilo me deu pena, ver um animal assim, desse modo... Tentei ser o mais rápido e conciso no golpe, mas ainda senti que tinha feito o bicho sofrer; O colcheiro, pelo trabalho, me deu um punhado da carne do animal.

          Meu Deus! Nunca imaginei que carne de cavalo fosse tão gostosa! Um pouco dura, sim claro, mas quando a sua mãe preparou, eu tive que repetir. Nós não andamos tendo muitos luxos, meu filho, a sua irmã está adoecendo mais, não acho que ela sobreviva mais que uma semana.

           Estou providenciando para que pelo menos ela seja enterrada dignamente... Não quero que ela fique exposta ao relento, na neve, como os outros; Correm boatos aqui em Leningrado que há casos de canibalismo, estamos muito preocupados com isso, ontem mesmo, ouvimos de nossos vizinhos que duas crianças foram encurraladas por cinco mulheres que além de matá-las, as destroçaram como gazelas.

         Sua mãe e eu estamos preocupados com isso, dormimos agora com uma faca por debaixo do travesseiro, os relatos de violência estão aumentando, e a polícia não anda fazendo muito a sua parte.

        Eu estou agora me alistando para levar os suprimentos para a capital pelo Lagoda, para ver se as coisas melhoram; a travessia não vai ser fácil, mesmo o (lago) Lagoda estando congelado agora, e os alemães dando uma trégua por causa do mal tempo, a travessia parece ser perigosa.

        Alguns começam a chamar a travessia pelo Lagoda de Estrada da Vida, talvez esse seja mesmo o melhor nome que podemos usar, as coisas seriam piores se não tivessemos o Lagoda, a nossa aviação não pode mais enfrentar o intenso nevoeiro que se abateu na cidade, e sequer podemos romper o cerco sem ajuda externa, a saída é pelo Lagoda.

        O problema dessa travessia é que as águas do Lagoda sempre foram traiçoeiras, meu filho, lembra-se de quando fomos patinar no gelo quando você era criança? Pois bem, o gelo pode se romper a qualquer momento, e aí estaremos em apuros. Não quero me envolver com a morte, mas a  morte paira por aqui.
         Vou tentar ver um meio de tirar a sua mãe e as suas irmãs daqui, esse não é um bom lugar para elas! Mesmo sendo já adultas, vou tentar dar um jeito de que saiam daqui. Sabe o nosso vizinho, o velho Klimenti Godunov? Bem, ele também me pediu que levasse a filha dele, recém nascida com a irmãzinha dela de quatro anos; 
          Eu sei que é terrível, meu filho, mas eu não tiro a razão dele, é melhor que elas vivam num orfanato do que morrerem aqui de fome e de frio em Leningrado, com o perigo de servirem de prato para um bando de barangas esfomeadas. Eu concordei, vou levá-las junto comigo, não importando o que aconteça.

          Estamos próximos do Natal Ortodoxo e a única coisa que consigo pedir é uma salvação para essa situação... Eu não vejo como, mas queria que o nosso Exército voltasse forte e guerreiro em Leningrado como sempre fora. Sei que é impossível isso agora, mas não custa nada sonhar!

         Agora me despeço de você, Volódia, meu filho, com um aperto no coração, pois não sei quando mais poderei vê-lo, meu filho. Desejo-lhe saúde e muita felicidade. Cuide-se e seja feliz.

                                                                                                Cordialmente seu pai,  Vassili Efremenvich

Cartas de Leningrado (III)

7 de novembro de 1941
Leningrado, CCCP

         
           Como vai, Volódia, meu filho? É seu velho pai, Vassili Efremenvich, eu estou escrevendo para saber notícias de você, e falar sobre o que anda acontecendo aqui.

           Ficamos sabendo pelas bocas dos oficiais que hoje se realizou a Parada Militar do Aniversário da Revolução em Moscou, fico feliz por essa mostra de coragem de nossos soldados, afinal de contas, o Vojd foi extremamente audacioso em realizar um desfile militar na Praça Vermelha com os alemães tão perto!

           Diga-me, meu filho, os alemães estão te causando problemas? 
           Esses porcos não vão descansar até acabar com cada um de nós... São uns monstros! Pior, são os ceifeiros da morte!

          As coisas em Leningrado estão piorando, o frio e a fome estão deixando as pessoas mais e mais doentes... Começam a correr boatos de que as pessoas estão começando a ficar dementes pela fome. Eu não duvidaria disso.

         Próximo ao Hermitage se desenvolveu um mercado negro de comida, algo que foge aos olhos da lei; Mães, crianças, imploram aos vendedores por um pouco de comida, até se prostituem por um pouco de pão; Famílias inteiras começam a trocar seus pertences, jóias de família, bonecas das crianças, por um pedaço de arenque, um pescado qualquer.

         Os que nada têm, como nós, têm que sobreviver com o pouco que nos resta... Agora eles baixaram a nossa cota diária para 125 gramas de pão, 125! Isso não dá para alimentar nem uma mosca!

         Sua irmã está doente, não sabemos o que é ao certo, mas estamos tentando cuidar dela... Hoje fizemos uma sopa com as botas de seu irmão, e nunca pensei que couro fosse tão gostoso!

        As pessoas estão morrendo, meu filho, morrendo de frio e de fome... Não sei como as suas cartas estão chegando, de certo de avião, as comunicações com o resto do país estão fechadas... Estamos presos, sozinhos, em meio aos muros de Leningrado, assolados pela fome e pelo frio.

        Começam a cair as pessoas nas ruas, muitas pelo frio, muitas pela fome, algumas pelo cansaço. Mas quando caem, não têm mais força para se levantar e acabam caída ali, em meio ao frio e nunca mais se levantam. E ficam ali, no meio da rua, sem qualquer apoio, sem qualquer ajuda, pois os outros não tem forças para ajudar.
          Uma multidão de corpos já se enfileira na Avenida Nevsky: Velhos, mulheres, crianças até! Cada uma, cada qual, perece diante ao frio e a fome, e nós, sem muitas forças, não conseguimos os enterrar decentemente, e ficam lá os corpos!

          Eu mesmo estou me sentindo  fadigado, talvez seja o trabalho, talvez a fome, mas não sei se terei forças para tanto... Eu receio que a sua mãe já tenha ficado louca, fica falando sozinha com amigos imaginários de dia, e durante a noite ela começa a azucrinar nossos ouvidos com conversas sem nexo.

        Mas não fora só isso que eu queria dizer, meu filho, eu queria falar, que ontem de manhã, o seu irmão Sacha, morreu ontem no Front, morreu com louvor pelo menos! Os alemães invadiram a trincheira em que estava e jogaram jatos de fogo nos soldados... Uma morte terrível! Eu sei, mas o seu irmão pelo menos morreu levando um daqueles crápulas! O sargento disse que irá procurá uma Ordem de Nevsky para seu irmão, tomará, para que seu sacríficio não seja em vão.

        Eu sei, meu filho, sei que é duro, mas eu vejo todo dia uma morte, uma atrás da outra que eu não sei, parece que estou me acostumando (Deus me livre!). Eu preferia pelo menos morrer no Front ao seu lado do que morrer como perdiz de fome! Eu sou um soldado, eu sou um revolucionário, mereço respeito!

        Agora me despeço de você, Volódia, meu filho, com um aperto no coração, pois não sei quando mais poderei vê-lo, meu filho. Desejo-lhe saúde e muita felicidade. Cuide-se e seja feliz.

                                                                                                Cordialmente seu pai,  Vassili Efremenvich

Cartas de Leningrado (II)

22 de outubro de 1941
Leningrado, CCCP

       

         Como vão as coisas, Volódia, meu filho? Faz muito tempo que não escreve a nós, não é mesmo? Sabemos que as coisas não estão sendo fáceis no Front, mas de vez em quando lembre-se de nós, sentimos saudades!
           
          As coisas aqui em Leningrado estão piorando... Os nazistas continuam a bombardear a cidade, mesmo não tendo mais nada para destruir... O frio está chegando, sentimos que esse Inverno será mais rigoroso do que nos outros anos.

          Hoje ficamos sabendo que definitivamente a nossa linha de abastecimento pelo Lago Lagoda foi completamente fechada; Os alemães estão nos impondo um  cerco medievo de extrema crueldade... Não há mais meios de trazer-se comida, afinal, sem a passagem pelo Lagoda, ficamos totalmente sós nessa luta.

         E para piorar, os finlandeses entraram nessa guerra maldita! Malditos! Pagarão por isso!

         As coisas na fábrica de tanques estão ficando mais pesadas, falta sazonalmente energia para produzirmos os nossos tanques... Não sabem eles que não há como soldar metal sem energia! Não, não culpemos eles, a culpa é dos alemães, eles vem atacando a nossa central de energia sem piedade.

         Malditos, se querem nos matar, pelos menos se dignem a nos enfrentar na cidade, ao invés de fazerem isso!

         Tivemos novamente outro racionamento de comida, agora, só temos uma fatia de pão para o dia inteiro... Pelo menos se tivesse um pouco de vodka! Mas nada, só temos isso para passar o dia.

          Para piorar, roubaram o cartão de refeição de sua irmã, eu sei, eu sei, isso é terrível! Como puderam fazer isso? Em todo caso, estamos dando de comer a ela com o pouco que temos. 

           As coisas não estão fáceis, meu filho, tanto para nós, como para você! Como vão as coisas em Moscou? Estão difíceis?

           Correm boatos de uma evasão aos Urais, isso procede?

           Eu espero que não, eu espero que não abandonem nossa querida capital, já basta Leningrado, Moscou não... O que essas bestas fariam se encontrassem Moscou desprotegida? Moscou é o coração da Mãe-Pátria! Moscou é alma do nosso povo! Se perdemos Moscou perdemos tudo!

           Sabemos que as coisas vão piorar daqui em diante, o frio já adoece as crianças, e faz tremer os velhos, não demorará muito para que as pessoas caíam duras no chão pelo frio ou pela fome. 

           Nas ruas, enquanto vemos cair a neve do céu, encontramos as pessoas mais magras, com semblantes mais cadavéricos, pálidos diante ao frio, envoltos em panos surrados, debatendo-se contra o tempo, enquanto arrastam trenós pela cidade.

           Não demorará muito para as pessoas trocarem as suas coisas por comida, na verdade, isso já está acontecendo... A polícia tenta reprimir esse comportamento, a especulação deve ser punida, mas tudo fica mais difícil quando se tem a fome!

           Saiba Volódia, mesmo que as coisas estejam ruins aqui em Leningrado, nos sempre vamos o amá-lo, mesmo estando distante de nós, pois sabemos que você irá lutar com tudo que puder para extirpar esses crápulas insensíveis.

            Me despeço de você, meu Vladimir Vassilevich, meu querido filho, com um aperto no coração, pois talvez essa seja uma das últimas cartas que chegarão a você. Desejo-lhe saúde e muita felicidade. Cuide-se e seja feliz.

                                                                                                Cordialmente seu pai,  Vassili Efremenvich

Cartas de Leningrado

10 de outubro de 1941
Leningrado, CCCP
            

         Hoje ficamos sabendo que a ofensiva alemã a nossa querida cidade viu-se encurralada com a tenaz resistência de nosso glorioso exército, Volódia, meu filho.
        Isso nos enche de esperanças, nos traz a remota esperança que o nosso exército irá esmagar de uma vez por todas os inimigos fascista da nossa querida Leningrado...
        Hoje, os alemães bombardearam o Instituto Smolny com a sua força aérea assassina, mas os nossos gaviões da Aviação Vermelha reagiram de volta... Todos na cidade foram mobilizados, nós, trabalhadores, somos levados às fábricas para trabalhar por mais tempo, mas eu nem ligo, sei que é pelo bem de nossa pátria.

       Volódia, o que me preocupa são os tanques alemães em torno de nossa cidade, eles nos cercaram, não podemos mais usar a ferrovia para Moscou, estamos ficando sós!

       Os mais renomados artistas e cientistas saíram de avião da cidade para Moscou, só ficaram Shostakovich e o comissário Jdanov na cidade. Sabe, meu filho, eu vi o comissário hoje, ele parece ser uma pessoa legal, meio estressada, mas legal, pena que em seu hálito apercebe-se o cheiro de álcool... Certamente o cerco não lhe deve estar fazendo bem, mas todos nós confiamos fielmente no seu posto de governante de nossa cidade.

        Como vão as coisas aí em Moscou? Já está preparando-se para lutar, meu filho? Ficamos sabendo pela rádio alemã que se iniciará em breve um ataque à Capital... Você não tem medo, meu filho? Afinal, você é um capitão do Exército Vermelho.

       Tem razão, não há o que se temer, o Vojd nos liderará à vitória final, o general Zhukov é sapiente, e saberá como defender a capital.

      Mas estamos muito preocupados aqui em Leningrado, o Inverno se aproxima, e tão logo cobrará o seu preço... Falta-nos comida, sabemos disso! Mas o comissário Jdanov prometeu que o racionamento de comida é unicamente temporário.

       Temporário uma ova, afinal de contas sabemos que isso será difícil! Estamos sem luz já há algumas semanas, a central de abastecimentos da cidade fora bombardeada num ataque furtivo hoje de manhã pela Luftwaffe e estamos reduzidos a comer duas fatias de pão preto por dia. Pão velho!

      O pior de tudo nem é isso, o pior de tudo é quem recebe mais comida são os soldados, depois os trabalhadores, e quem não trabalha nada recebe... Sabemos que a coisa vai ficar feia no Inverno, vai ter gente que morrerá de fome, mas sabemos que é por nossa pátria, e defenderemos cada pedaço de Leningrado com as nossas mãos.

       Seu irmão Sacha se inscreveu no Exército, vai ficar na divisão anti-aérea, nos enche ele de orgulho por isso, eu mesmo, senão tivesse sido recusado, estaria agora acabando com as bestas fascistas no Front, onde já se viu! Eu não estou velho! Tenho só 76 anos! Ainda sei empunhar um rifle!

      Mas claro, eles não lembram de nós assim, afinal de contas, se esquecem que lutei pela Revolução naquele glorioso 7 de novembro! E pensar que foi aqui! Em Leningrado!

      Desculpe-me a letra tremida meu filho, pois foi que escrevi em meio à luz de velas, e receio que agora deva terminar minha carta, as velas estão acabando! Sobre sua mãe, ela está bem, meio angustiada, mas bem, sua irmã está um pouco nervosa, mas nada demais, e está trabalhando bem na Fábrica de Armas Putilov, seu pai, o qual escreve, sente muitas saudades de você, meu Volódia, escreva pra mim de vez em quando, mesmo trabalhando doze horas por dia na fábrica de tanques, eu terei o maior prazer em ler uma carta sua.

      Agora me despeço, meu filho. Cuide-se e seja feliz.


                                                                                         Cordialmente seu pai,  Vassili Efremenvich

Nota de reabertura

          Por motivos expressos nas últimas duas postagens no ano passado, eu tinha realmente desistido com o projeto do blog Além do Bem e do Mal, em virtude de ter ficado estafado com o gigantesco número de trabalho que a mim era empregado.

         Em verdade, hoje, eu percebi que não posso mais viver sem esse blog, e mesmo tendo agora outro blog o alvorecermatutino.blogspot.com, esse blog é parte de mim, é uma parte integrante da divilgação de minha idéias, hipóteses ou mesmo alienações de meia noite.

         Aos anteriores leitores, peço desculpas, agi de forma precipitada e compreenderei senão quiserem mais ler as minhas ideias, afinal, minhas ações foram guiadas pelo impulso e mesmo pelo impulso devemos arcar com a responsabilidade.

         A União Soviética morreu... Cuba tá mais morta do que nunca... Coréia do Norte, bem parece um lugarzinho não muito legal de se visitar nem no verão nem no Inverno. China, bem, vocês sabem, China é comunista quando um dia desaparecer com essa ideia de potência capitalista exploradora do próprio povo.

        Então, o que nos sobra de modelo socialista? Não muito, a não ser a lembrança do que um dia foi a CCCP ou mesmo o que um dia já foi a Iugoslávia de Tito, e nisso me proponho a esclarecer, mesmo tendo desaparecido atualmente um modelo de socialismo real, aplicável nos conceitos marxistas-leninistas, a simples ideia, a supra força máxima que nos impulsiona em nossas ações, perdura.

        Um dia, acreditei eu, poderia fazer um blog que discutisse política e atualidades de modo imparcial e direto, bem, hoje vejo que isso é impossível em virtude de não ser possível que alguém seja imparcial, nunca alguém será imparcial a não ser que seja desinformado.

        A Desinformção é uma coisa tristonha, pois, em minha opinião, a desinformação é plantada para alienar individuos laboriosos de uma sociedade onde a disparidade social ainda é fundamentada pela exploração palpável e visível.

       Desinformação também é produto da dita Imprensa Marrom, ou Yellow Journalism, como quiser chamar, que inevitavelmente é financiado por uma grande corporação ou um magnata, ou mesmo pela pequeno-burguesia direitista (Como a Revista Veja); Um dia pensei em ser jornalista, mas hoje, nem jornaleiro quero ser, pois a imprensa se vende muito fácil aos interesses de uma economia de Mercado e o ativismo de reportagem imparcial é minado pela própria demagogia e a própria corrupção do indivíduo.

        Pareço um idealista ao expressar de tal maneira as minhas ideias, pois em verdade, eu também sou idealista, eu acredito no poder das ideias para a transformação das coisas, por isso sou marxista. Acredito que a moral e os vestígios de religião que atormentam-me hoje, são amarras de uma sociedade obsoleta que tenta ao máximo se fundamentar pelos costumes, afinal, não fundamenta-se por popularidade. Em razão disso, declaro também ter abandonado a minha proposta religiosa, mas sigo com meus costumes e hábitos judaicos, e sigo acreditando em D'us.

        D'us não é essa figura infaticida que a Igreja e o catolicismo prega, ele não é totalmente vingativo tal como no Antigo Testamento é mostrado, Adonai é justo à sua maneira, mas os homens normalmente não o são, e eu mesmo me atrevo dizer, que mesmo sendo Deus, esse pode ser um erro dele, deixar os homens conduzirem suas atrocidades sem grandes punições pelo resto da vida.

      Não acredito no catolicismo, repudio padres, pastores, por considerá-los um bando de aproveitadores e corrompidos por uma ordem totalmente corrupta e consequentemente suas ações de pedofilia acabam sendo resultado da devassidão que ronda as instituições religiosas.

      Desacreditei no judaísmo, em virtude de muito membros do judaísmo tentarem justificar as ações genocidas de Israel com  trechos da Torá, ao comparar os arábes aos filisteus e que Israel protegia os judeus nessa real "Cruzada"; Israel é um governo, e todo governo não protege inteiramente seus cidadãos, mas apenas os que são favorecidos, sou judeu, mas se um dia for perseguido, Israel certamente não me ofereçar asilo, pois Israel não é meu lar, não é meu país.
  
     Quanto ao islamismo, embora não tenha grandes problemas e não veja pela ótica deturpada americana, considero também o islamismo complicado, pois fundamenta-se em princípios semelhantes a de Israel na luta na Palestina, associado uma ótica um pouco deturpada de que os judeus são representantes do "imperalismo europeu", nota: Judeus não são europeus, são do Oriente Médio também.

     O hinduísmo eu tenho um problema por causa justamente de seus costumes, como o Sistema de Castas e o número ímpar de deuses e festas aos seus deuses, mas tento respeitar na medida do possível.

      O budismo, o budismo, como Nietzsche mesmo diz "não promete nada, mas dá muito", enquanto o cristianismo "muito promete, mas nada dá". O problema do budismo nem chega a ser um problema, afinal, é uma religião pacifista, uma das poucas realmente pacifistas que você vai encontrar no Mundo, mas é muito conservadora e isso chega a ser um problema, além disso que o seu extremo pacifismo acaba sendo frustrado com a própria violência do Mundo.

       É por isso que não mais acredito nas religiões e só seguirei meus preceitos, de acordo com a minha interpretação das leituras do judaísmo e nota: Jesus não existe para mim como guia, e se você vier tentar me converter, você vai apanhar e apanhar muito! Foi nessa ideia de converter que o cristianismo matou meio Mundo durante a dita Modernidade.

       Em todo caso, o retorno do blog foi promulgado depois de um mês de indecisões e outras coisas mais... Fico grato aos leitores que ainda se dispuserem a ler meu blog, sei que não é fácil, mas sou do mesmo jeito grato.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Reflexões à estupidez

           Eu prometi a mim, tempos atrás, quando resolvi fechar o meu outro blog, Troikamental, não tratar mais de questões do cotidiano e sequer de política, eu realmente estava enojado de tudo aquilo, e prometi a mim mesmo me dedicar às artes e a poesia (Um dia ainda vou ser violinista), mas eu não pude resistir.

          A última semana, no Brasil, e no Mundo, foi marcada por eventos no mínimo estúpidos, então paremos para pensar um pouco...

         1) Retorno do BBB
       
True story!

         A versão brasileira do Big Brother Brasil mostra toda a decadência de uma sociedade corrupta que vem sendo abatida pela estupidez, não que eu decrimine quem assista a isso, mas por favor, Big Brother?

         Para ser sincero, metade dos brasileiros sequer saiba porque o nome Big Brother e qual é a proposta envolvida.

         O Big Brother era originalmente um estudo de psicologia coletiva, em que um grupo de pessoas era isolado, de modo que os estudiosos estudavam as reações dos indivíduos no isolamento por três meses (algo próximo poderia ser estudado no caso dos mineiros no Chile), mas o estudo foi dado como pouco prático e sem grandes resultados, pois talvez se tratasse de uma simples simulação.

        Mas alguém sabe por que Big Brother? Big Brother em inglês (po angliesku, para lembrar o meu polonês), literalmente quer dizer "Grande Irmão", Grande Irmão era a satira de Iossif Stálin na distopia de George Orwell, 1984, onde os cidadãos eram constantemente vigiados por aparelhos semelhantes a televisores em suas próprias casas. Em resumo, o Big Brother é um modelo de ditadura.
Indiretamente a Globo faz propaganda stalinista!

        Mesmo com esse show de horrores que o Big Brother proporciona (deve ser horrível ser vigiado 24 horas por dia por três meses por câmeras em tudo que é canto em uma casa), o Big Brother no Brasil faz sucesso.

        No passado, o Big Brother fez também muito sucesso na Europa, hoje nem tanto, mas  no Brasil a coisa é forte.

       Seria hipocrisia minha dizer que nunca nunca assisti Big Brother, eu já assisti, a primeira Edição brasileira e nada mais. Por quê? Porque não gostei do jeito do programa.

       Mas o Big Brother em si é um programa bizarro, lembrem-se do show de bizarricies que aconteceu:
  1. Na primeira edição, havia um participante estrangeiro no BBB, cujo nome não me lembro, que estava concorrendo a um milhão de reais, só tava ele e o bombadão do Kleber Ban Ban (que sinceramente acho que deve ter algum problema pra ser tão burro como ele parece); Problema: No final do jogo, descobriu-se que o estrangeiro não tinha visto no Brasil, e poderia ser deportado para Angola (país de origem). Ninguém sequer investigou a situação do camarada no Brasil! Como assim?
  2. Em uma das edições do BBB, para o pessoal ganhar numa das provas de resistência (para ganhar um automóvel fudido da FIAT, patrocinadora) em que se devia ficar mais tempo no carro para vencer, o pessoal começou a sabotar a prova e começou a mijar no banco do carro, para os outros saírem, em conclusão, o pessoal que acabou marcando território acabou desistindo e o carro foi para uma terceira pessoa... É a história do cachorrinho sem hidrante.
  3. Um dos participantes teve um AVC no meio de uma das edições e por causa disso foi expulso do BBB.
  4. Recentemente houve um caso de estupro no BBB 12, a mulher tava quase em coma alcoólico quando um camarada (naquela coisa de C* de bêbada não tem dono) foi pra cima da moça e consumou o ato, no final, o cara se fudeu, e foi expulso do BBB por isso e agora está respondendo um processo por estupro. Mas tem mais, logo depois a mulher disse que não foi estuprada, disse que tava querendo muito aquilo (considerando que ela tava quase em coma na hora e por pouco não se configura necrofilia), e que queria inocentar o estuprador, e o estuprador acabou usando a clássica desculpa de que "foi expulso só por ser negro".
Bem caro, "brother" (ainda falando sobre o último tópico), cuidado para não ir em cana, porque senão:



Verissímo tá certo em falar mal do Big Brother.


2)Luíza
Menos Luiza, que está no Canadá...


     O show de bizarrices não acaba por aí, um camarada sem grande importância estava fazendo um comercial de uma empreiteira no Nordeste, um comercial tosco, reunindo toda a família para falar do apartamento popular que a família iria comprar quando solta:

"Estamos aqui, toda a minha família, reunidos, menos Luíza que está no Canadá"

        Virou hit da internet, os jovens começaram a falar sobre isso, os músicos (músicos bons, como Lenine) começaram a falar sobre isso, até os apresentadores da ESPN, do Telecine e dos jornais começaram a falar isso.

         Até que Luíza voltou do Canadá.

        Por que será que ela voltou?

1) Não aguentou o Justin Bieber cantando Baby yeh!
2) Não gostou do Zé Colmeia e Catatau.
3) Conheceu um lenhador com quem teve um relacionamento complicado
4) Um guarda da polícia montada não gostou dela fazendo gestos libidinosos em seu cavalo.
Sim, fui eu que tirei Luiza do Canadá



Não gostei do que você fez com o meu cavalo, Luiza!

Sim, Luíza, veja a minha sequoia!


Sim, nós já fomos mais inteligentes!




3) Titanic (O retorno: 2012)
"OH! Jack isso é tão romântico!"


       Logo após 100 anos do naufrágio do gigante navio a vapor quando o Leonardo Di Caprio começou a fazer altas aventuras de uma galerinha da pesada num iceberg, um outro navio afundou, na costa da Itália;

Por que será?

1) O navio encontrou um iceberg nas águas quentes do Sul da Itália; Pô aquecimento global é isso aí, culpa a La Niña.
2) Tinha um show do Restart e o pessoal decidiu fazer suícidio coletivo.
3) O capitão, muito inteligente, mandou passar por um atol cheio de recifes para saudar um miguxo próximo;
4) Mais verossímil: O capitão estava numa orgia bissexual com a tripulação e por isso ninguém ouviu o casco se rompendo.

      E vem a classe média brasileira, que tava no navio e diz que passou momentos de terror a bordo do navio e compara isso com a Segunda Guerra Mundial! Ah! Por favor, vida de classe média é sempre tão difícil assim? (Sarcasmo) Vai trabalhar no Quanza então bando de burguês desacostumado!

4) Megaupload fechado

This is the end! My only is a friend is the End!
NOOOOOOOO!!! (Nerd)
This S.O.P.A, we don't take NOOOs here! (SOPA)
          72 minutos de silêncio e adquira já a sua conta premium (Megaupload)
OH! Shit, me prenderam logo quando era líder mundial no Modern Warfare 3! (Dono do Megaupload)
Vocês levaram o nosso guia espiritual! Pagarão por isso (Anonymous) 
Pessoal do Anonymous, essa última não foi pessoal


Bem a S.O.P.A sempre estraga a minha vida desde criança, quando minha mãe fazia sopa de cebola (que ódio).

Em todo caso, devido a constantes pressões do Steve Spielberg (que não anda mais vendendo filmes como antigamente, talvez por não estar mais fazendo filmes bons), e de gravadoras em geral, o Congresso Norte-americano decidiu por em pauta um pacote "anti-pirataria" que agora responsabilizava o compartilhamento de imagens e músicas como pirataria, dai, eles fecharam o Megaupload, o que deixou todos o nerds sem grana, como eu, irados, e mobilizou o Anonymous em uma nova cruzada contra o Estado (ISSO, meus parabéns!).

Mas por que o Megaupload foi fechado?

  1. O Exército Americano ficou puto por saber que o dono do Megaupload era o número 1 no Call of Duty Modern Warfare 3 e mandou prendê-lo por ser melhor que seus soldados;
  2. Os republicanos acharam isso uma proposta comunista que vinha se alastrando entre os jovens e "tinha que acabar com isso".
  3. Só porque era nerd, ele não podia ter dinheiro.
  4. Obama se lançou como cantor e não queria perder dinheiro nos seus direitos autorais.
Por falar nisso....

5) OBAMA ROCKS


Obama cantando Mike Jackson, cuidado com a Sopa Obama, ela pode entornar

Vejam o que a Sopa fez com a Mafalda!
Pobre Mafalda


Primeiro foi o Yeltsin dançando bêbado como uma galinha


Depois foi o Ahmadenejad (sei lá como se escreve, o carinha lá do Irã) tentando brincar de Capitão Atómo

O herói da infância do Ahmadenejad


Depois o Lulinha dizendo que não sabia de nada
"Eu não sei de nada. Eu não vejo nada"


Depois o Medvedev, presidente da Rússia, dançando American Boy no Kremlin



Agora o Obaminha se lança como cantor solo!

Taí, bem que Medvedev e Obama podiam fazer uma parceria Rússia/ EUA numa dupla sertaneja em que o Medvedev dançava e o Obama cantava os melhores sucessos de Michel Teló!


6) Michel Teló
Parece o Garibaldo da Vila Sésamo!

"Nossa... Nossa... Assim você me mata." O vovô disse desse jeito para uma velhinha na cama e morreu desse jeito (Netinho inocente)
"Aí, aí, se eu te pego, aí, aí, se eu te pego" (Minha mãe quando eu quebrei o vaso caríssimo da família)
 "Como uma bosta dessa faz sucesso? "(Datena)
"Michel teló... Por muito tempo vocês estrangeiros mandaram bostas para o Brasil, agora nós jogamos isso de volta pelo ventilador" (Brasileiro ufanista fundamentalista)

Acho que nem preciso dizer o que acho sobre isso.

 É, nós já fomos mais inteligentes!

7) Nós já fomos mais inteligentes
Sim, nós já fomos


          Indignado com essa corrente de absurdos que se abateu sobre o Brasil, o jornalista Carlos Nascimento, renomado por ter sido apresentador de telejornal na Globo, no inicio do telejornal da noite/madrugada do SBT (outro canal de TV) proclamou as seguintes palavras:


"Ou os problemas do Brasil foram todos solucionados, ou nos tornamos perfeitos idiotas. Ficamos debatendo um estupro num programa de TV que os dois participantes negam, e uma pessoa que sequer conhecemos se tornou famosa unicamente por ter o nome citado na TV. Luíza voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes"

         Eu não discordo do Carlos Nascimento, o pior é que ele está certo, como duas coisas fúteis puderam tomar tamanhas proporções?

        A questão é que o pessoal na internet começou a trucidar o Carlos Nascimento por esse comentário, o mesmo pessoal, coincidentemente que vive falando sobre Luíza e sobre o estupro do Big Brother e que ficou puto com o Nascimento, achando ele um nariz em pé e arrogante.

       Bem eu tenho experiência em arrogância, afinal sou um, e digo que não vejo arrogância nisso, realmente, nós já fomos mais inteligentes!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Baikal

Ao sul do Norte
Esconde a sorte
Pois longe do frio
Frio de Morte

Mora ali a água
Límpida e cheia
Cheia de amor
Cheia de alegria

Ali assenta a via
Naquele mundo
Da Europa, Ásia
Da Ásia, Europa

Longe do frio
Frio de longe
Vive o lago
Maximo lago

Baikal de nome
Russo de sobrenome
Não tem prenome
Senão vida!

Baikal, Baikal
Vive bem sem sal
Pois lá descansa
O amoroso casal

Baikal, Baikal
Dizem ser lago
Dizem ser um afago
Inteiro é amado

Baikal, Baikal.
Voz nacional
De sorriso largo
Rússia abraça

Baikal, Baikal
Rima racional
De clamor gago
Canto rimado!

Baikal, Baikal
Sem sal
Voz racional
Rima nacional

O que é afinal?
"Apenas um descanso
para o doce casal"

Baikal, Baikal

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Diana

Formosa Diana
Chorosa alma
É a minha
A que tanto te ama

Nessa triste semana
Triste e cotidiana
Regi, doce Diana!


Olhos de cigana
Olhai  minha triste fama
De estar na lama

Olhai pela persiana
A feição meridiana
Dessa face mediana

Deusa Diana
Musa Diana
Doce Diana


Nessa triste semana
Triste e cotidiana
Regi, doce Diana!

O amor emana
Com face tirana
Regi, doce Diana!

Trazei à alma sana
A face insana
A loucura
O amor

Trazei à insana
A mente sna
A cultura
O clamor


Deusa Diana
Musa Diana
Doce Diana


Nessa triste semana
Triste e cotidiana
Regi, doce Diana!

Na triste gincana
Rubros tufos emana
Boa aquela semana!

Sem rima, sem chama
Termina o poema
À doce Diana...


Nessa triste semana
Triste e cotidiana
Regi, doce Diana!

Isabela

Formosa donzela
És tu aquela
Dona da querela
Senhora da mazela

Minha Isabela
És a mais bela
Ninfa que sela
Tal triste coração

Aqui espera
O que tanto ela
No meu coração fizera
Meu amor ainda é dela

Oh! Isabela
Triste dor
A qual o tempo não zera

Lembro como amar era
Nessa paixão sincera
A noite se encerra

Meu coração se incinera
És tu, minha Isabela
A paixão que serra
Esse tristonho coração

Isabela, minha Isabela
Minha querida, minha amada
Minha doce Isabela
Meu coração ainda bate
Pela das musas mais bela.

Isabela, a mais bela!

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

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