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terça-feira, 30 de julho de 2013

Sobre o ofício do poeta

         O ofício do poeta é um dos mais catastróficos que existem, pois nada é mais penoso que encontrar a rima perfeita e ainda ser estigmatizado por não ser relevante para a sociedade cada vez mais utilitária quanto a nossa.

O poeta é aquele indivíduo que come coxinha vencida na rodoviária, que compra pão amanhecido pra pagar menos e nunca tem um tostão furado. O poeta é o camarada que reutiliza os versos, remenda as rimas para nunca perder um só fio do texto.

Esse mesmo indivíduo é obrigado a encontrar a essência do mais belo da vida e escrever no papel. O poeta deve ser mudo da boca e tísico nos ouvidos. Sim, deve ouvir a todos, reparar no sapato que o engraxate lustrava até a fitinha do cabelo de um singela moça. Não há nada mais tão detalhista quanto o serviço do poeta.

Ainda dizem que o poeta é inútil. Inútil uma ova, somos nós que criamos hinos e canções que reverberam por cantos a fio, somos nós que consolamos corações partidos no final das noites cada vez mais frias, nós que mobilizamos as palavras em formas de versos para criar batalhões de ideias. E ainda dizem que o ofício do poeta é inútil.

O poeta pensa onde outros teriam passado despercebido, ele chora onde outros teriam rido e ele sente com o coração enquanto outros sentem com o bolso. O poeta é sofredor por natureza.


Sim é sofredor, mas alguns se mostram desonestos em nossa prática, aproveitam-se dos versos para brincar com as emoções das pessoas, para ter várias mulheres numa vida desvalida enquanto os verdadeiros sofredores sentem o que devem sentir. Fernando Pessoa disse que “O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que  chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”[1]. Engana-se Pessoa, o poeta realmente sente e ele esconde a sua dor em sua vida cotidiana, mas não esconde quando escreve suas rimas.


Mas uma coisa tem razão ele ao declamar que: “E os que leem o que escreve, / Na dor lida sentem bem, /Não as duas que ele teve, / Mas só as que eles não têm”. O leitor acha que pode se sentir bem com os sentimentos sofridos nos versos e consolo nas estrofes, a rima nunca é tão feliz quanto a intenção do escritor. Na verdade, é um esforço linguístico tentar por todas as ideias no papel.


Verdade seja dita, acho que os poetas não são de todos mentirosos. São até camaradas de valor, veja Lorde Byron morreu na Grécia lutando contra os otomanos pela a independência. E Maiakovsky que não nos deixa mentir, ficou do lado das linhas do Exército Vermelho lutando lado a lado com as palavras e vendo todo aquele horror da guerra que puxou para os seus versos depressivos.


Enfim, o que é o poeta? É um meramente um compilador de palavras? Ou um gênio da argumentação? É um filósofo ecumenicamente transformado em excêntrico ou um simples vagabundo que vive da boemia e de trocar as palavras. Talvez ambos, talvez nenhum dos dois. A verdade é que a escrita deve ser uma arte, ou melhor, é como um carvão, que se moldado a partir das pressões e das temperaturas corretas pode virar um belo diamante.


Os instrumentos que você tem, caro colega poeta, são o papel e a tinta. O papel pode ser qualquer um, até folha de papel velho, mas a tinta não. A caneta deve ser tão delicada quanto sua mente, elegante e leve, de preferência uma tinteiro, de pena tranquila e fluida que pinte de maneira elegante o papel. O problema é quando a tinta suja sua mesa, sua mão e a sua roupa; Bem, você terá que se acostumar com isso.


Para digitar? O computador e o bom teclado defronte a sua cadeira são boa pedida, mas se queres ser preciosista como eu, que tal reintegrar aquela velha máquina de escrever do seu pai que anda meio esquecida no porão. Talvez o refil nem mais funcione direito, ou as teclas digitem-se sozinhas, mas só a energia de se retirar um artefato desses na escuridão representa muito. As suas palavras também, elas são tão fortes que podem ressuscitar pessoas, tirá-las do esquecimento.




Sentes cansado de tanto escrever, é deveras cansativo passar horas a fio sentado numa poltrona redigindo um texto. E pior quando você não consegue escrevê-lo, que frustração! Vá, saia um pouco, vá andar um pouco. Leve um bloco com você, sempre tenha um bloco de anotações à mão, anote o que você vê, o que as pessoas falam ou o que você sente. Escreva, somente escreva.





Não consegue escrever de novo? Escreva o trecho umas três vezes e compare... Qual ficou melhor? Nenhuma? Escreva tudo de uma vez então. Rasgue o papel logo de uma vez, seja niilista, você é o seu próprio deus quando está escrevendo, você pode criar tudo na folha, desde a mais linda personagem até o mais macabro dos monstros.





Acabou? Não? Sente-se hostilizado pelos os outros? Por quê? Lembre-se sempre do que disse o grande poeta, Vladimir Maiakovsky:
Grita-se ao poeta:

"Queria te ver numa fábrica!
O que? Versos? Pura bobagem".
Talvez ninguém como nós
ponha tanto coração
no trabalho.
Eu sou uma fábrica.
E se chaminés
me faltam
talvez seja preciso
ainda mais coragem.
Sei.

Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira
é para fazer lenha.
E nós que somos
senão entalhadores a esculpir
a tora da cabeça humana?

Certamente que a pesca é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.

Pescamos gente viva e não peixes.

Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.

Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?

Nós polimos as almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:o poeta ou o técnico
que produz comodidades?

Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.

Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos,
somente juntos remoçaremos o mundo,
fá-lo-emos marchar num ritmo célere.

Diante da vaga de palavras
levantemos um dique!
Mãos à obra!

O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó![2]




Então, qual o papel do poeta? Antes de tudo escrever, escrever o que sente e o que pensa. Refletir sobre o que deve ser a vida e o que quer passar ao seu público. Acha árduo? Você não viu metade.




Não é só escrever que faz o poeta, o poeta tem que exprimir suas próprias emoções e nos seus leitores, tem que escrever fluidamente, tem que passar suas ideias, bem como suas paixões ou decepções. Tem que dar vazão, margem aos sentimentos sinceros, ou as vezes não, às vezes tem-se que mentir, mas não iludir o leitor, como Fernando Pessoa dizia de nós, mas mentir uma realidade bonita que às vezes não exista, não contar diretamente que não existe mais amor no mundo e que nem tudo são flores como a gente queria que fosse... A melancolia a gente esconde para nós mesmos.

Poeta também tem que informar, as vezes tem que ser até ativo, participar mesmo, se engajar nas próprias lutas e sair dos versos. Ir para a Guerra na Grécia (Byron) ou lutar junto ao exército de cavalaria (Isacc Babel) ou uma própria Revolução (Maiakovsky). O poeta tem que viver e  constantemente vivendo. Andar, seguir, perseguir novas histórias.


Tem que ser alerta, um mero detalhe pode fazer a diferença. Um anel no dedo de uma moça pode significar muita coisa, um sapato sujo também. A vida é feita de detalhes e imperfeições, cabe ao poeta imaginar tais singularidades e contá-las, ou as vezes não, as vezes esquecê-las e criá-las de outras formas. A poesia não é algo fácil e não é como a escrita normal, ela nos assola constantemente com a métrica, rimas e musicalidade, e nunca é 100% perfeita. Por isso prefiro mais escrever contos e romances a poesias, não que eu não goste dos últimos, mas penso mais em termos cartesianos que neobarrocos.





Esse é o árduo ofício do poeta. Queres escrever por extenso, prepare-se para escrever em verso. Essa é a essência da música, da arte e da oratória. Aqui, tudo aqui na poesia, essa falange da mente.


[1] PESSOA, Fernando. Autopsicografia. Disponível em: http://www.insite.com.br/art/pessoa/cancioneiro/143.php
[2] MAIAKOVSKY, Vladimir. O poeta proletário. In: Antologia Poética. São Paulo: Editora Max Limond LTDA, 1983.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Terra do Nikkon vs. a tupiniquim


 Japão, 2011
      Um terremoto, um tsunami e um acidente nuclear
      Isso em uma única semana
 
 




Isso tudo em uma semana, um terremoto que acabou com metade das casas, que acabou virando um maremoto, e o maremoto acertou uma usina nuclear de extrema importância e olha só: Um terremoto, um tsunami e um acidente nuclear, isso em uma semana!





Sorte não é pra japonês mesmo...


 Era para ser o mais próximo de uma cataclisma mundial para o Japão, até o Imperador, numa das mais raras entrevistas que concedeu em toda a sua vida disse: "Me desculpe"


Onze meses se passaram ...

Disso, se tornou isso...



       Isso foi com um povo que só vive numa ilha, rodeada de montanhas, sem nenhum recurso natural, sem grandes riqueza, e em apenas onze meses tudo isso foi feito.







     Brasil, também 2011
     Dois deslizamentos de terra de morros de alta gravidade, enchentes e algo  pelo  caminho
     Isso em um ano


 


Isso em um mês....










Milhares de desabrigados por conta de chuva...

A multidão dos que perderam suas casas, suas privacidades, sua liberdade

Chega o meio do ano de 2011


Uma casa quase para cair

Esse é o retrato de uma enchente

Fim de ano... Início de 2012

Janeiro de 2012, um ano depois dos deslizamentos no Rio, enchentes em Minas Gerais e Rio de Janeiro

Medidas tomadas


Levou quase um ano para construir um muro de contenção desse pra ficar inacabado

     Um muro de contenção foi construído no Rio de Janeiro para aparar a terra que acaba deslizando com as chuvas, levou um ano e ainda está incompleto... Incompleto, até o Muro de Berlim foi feito mais rápido, levou quase um final de semana.

     O Muro construído por Israel para separar-se da Palestina (todo o território, digo de passagem), não demorou nem oito meses!
De novo, deslizamentos de encostas de morro
De novo casas destruídas











De novo, inundações















Ainda de brinde, o que vem?

Um desabamento de três prédios no Centro do Rio...

Nos Estados Unidos foram precisos dois aviões para acabar com dois prédios, no Brasil, aviões sequer são precisos!




Para derrubar um prédio, no Oriente Médio e no Brasil





       Pois então, eu fico me perguntando, se os japoneses conseguiram em 11 meses arrumar a casa, reestruturar tudo, retomar a vida cotidiana, sem terem a seu dispor grandes jazidas de minerais, estarem presos num território diminuto, onde o solo dificilmente produz, cercado de montanhas e desastres naturais... Como o Brasil, levou mais de um ano para não fazer porra nenhuma, tendo um gigantesco território, gigantescos recursos naturais, um solo fértil, sem grandes desastres naturais e ainda se vangloriar de ser a 6° (ou a 5°) economia do Mundo? 

      Vangloriar-se de ser o país sede da Copa de 2014, das Olímpiadas de 2016, se sequer soube construir três diminutos prédios no centro da terceira cidade mais importante do país (Primeiro vem Sampa, depois Brasília e depois o Rio de Janeiro, classificação minha e ponto).

      Não tivemos sequer um terremoto, um tsunami, um acidente nuclear grave (tivemos Goiânia e o Césio 137) em um intervalo de um mês, tampouco em 500 anos desde a colonização portuguesa, e ainda assim temos dificuldade em solucionar problemas cotidianos, em tentar evitá-los...

      Será que tornamo-nos tão preguiçosos e tão omissos que achamos natural agora que uma chuva possa matar milhões de pessoas? 
       Será que os japoneses são melhores que nós? Eu acho que não, afinal, eles não jogam tão bem futebol, não é mesmo, tupininquim?




      Será que isso tem a ver com os altos impostos?

      Claro que isso não tem relação com os impostos, isso é uma jogada de marketing da Direita especuladora, isso tem a ver com a omissão do Estado e do povo para com os seus deveres...


      Nota: A estradinha aí destruída foi arrumada em 48 horas, enquanto a casa, depois de seis meses não tinha sido arrumada em nada. E não houve pedidos de desculpas por nenhum governante por nenhuma ação preventiva ter sido tomada, e para piorar, um dos ministros responsáveis pela contenção de desastres desviou quase toda a verba desse fundo para o seu estado natal (Pernambuco) que sequer estava na História de grandes desastres.


       Ainda bem que não tivemos um acidente com nossas usinas nucleares, senão...


Estariamos fudidos...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Reflexões à estupidez

           Eu prometi a mim, tempos atrás, quando resolvi fechar o meu outro blog, Troikamental, não tratar mais de questões do cotidiano e sequer de política, eu realmente estava enojado de tudo aquilo, e prometi a mim mesmo me dedicar às artes e a poesia (Um dia ainda vou ser violinista), mas eu não pude resistir.

          A última semana, no Brasil, e no Mundo, foi marcada por eventos no mínimo estúpidos, então paremos para pensar um pouco...

         1) Retorno do BBB
       
True story!

         A versão brasileira do Big Brother Brasil mostra toda a decadência de uma sociedade corrupta que vem sendo abatida pela estupidez, não que eu decrimine quem assista a isso, mas por favor, Big Brother?

         Para ser sincero, metade dos brasileiros sequer saiba porque o nome Big Brother e qual é a proposta envolvida.

         O Big Brother era originalmente um estudo de psicologia coletiva, em que um grupo de pessoas era isolado, de modo que os estudiosos estudavam as reações dos indivíduos no isolamento por três meses (algo próximo poderia ser estudado no caso dos mineiros no Chile), mas o estudo foi dado como pouco prático e sem grandes resultados, pois talvez se tratasse de uma simples simulação.

        Mas alguém sabe por que Big Brother? Big Brother em inglês (po angliesku, para lembrar o meu polonês), literalmente quer dizer "Grande Irmão", Grande Irmão era a satira de Iossif Stálin na distopia de George Orwell, 1984, onde os cidadãos eram constantemente vigiados por aparelhos semelhantes a televisores em suas próprias casas. Em resumo, o Big Brother é um modelo de ditadura.
Indiretamente a Globo faz propaganda stalinista!

        Mesmo com esse show de horrores que o Big Brother proporciona (deve ser horrível ser vigiado 24 horas por dia por três meses por câmeras em tudo que é canto em uma casa), o Big Brother no Brasil faz sucesso.

        No passado, o Big Brother fez também muito sucesso na Europa, hoje nem tanto, mas  no Brasil a coisa é forte.

       Seria hipocrisia minha dizer que nunca nunca assisti Big Brother, eu já assisti, a primeira Edição brasileira e nada mais. Por quê? Porque não gostei do jeito do programa.

       Mas o Big Brother em si é um programa bizarro, lembrem-se do show de bizarricies que aconteceu:
  1. Na primeira edição, havia um participante estrangeiro no BBB, cujo nome não me lembro, que estava concorrendo a um milhão de reais, só tava ele e o bombadão do Kleber Ban Ban (que sinceramente acho que deve ter algum problema pra ser tão burro como ele parece); Problema: No final do jogo, descobriu-se que o estrangeiro não tinha visto no Brasil, e poderia ser deportado para Angola (país de origem). Ninguém sequer investigou a situação do camarada no Brasil! Como assim?
  2. Em uma das edições do BBB, para o pessoal ganhar numa das provas de resistência (para ganhar um automóvel fudido da FIAT, patrocinadora) em que se devia ficar mais tempo no carro para vencer, o pessoal começou a sabotar a prova e começou a mijar no banco do carro, para os outros saírem, em conclusão, o pessoal que acabou marcando território acabou desistindo e o carro foi para uma terceira pessoa... É a história do cachorrinho sem hidrante.
  3. Um dos participantes teve um AVC no meio de uma das edições e por causa disso foi expulso do BBB.
  4. Recentemente houve um caso de estupro no BBB 12, a mulher tava quase em coma alcoólico quando um camarada (naquela coisa de C* de bêbada não tem dono) foi pra cima da moça e consumou o ato, no final, o cara se fudeu, e foi expulso do BBB por isso e agora está respondendo um processo por estupro. Mas tem mais, logo depois a mulher disse que não foi estuprada, disse que tava querendo muito aquilo (considerando que ela tava quase em coma na hora e por pouco não se configura necrofilia), e que queria inocentar o estuprador, e o estuprador acabou usando a clássica desculpa de que "foi expulso só por ser negro".
Bem caro, "brother" (ainda falando sobre o último tópico), cuidado para não ir em cana, porque senão:



Verissímo tá certo em falar mal do Big Brother.


2)Luíza
Menos Luiza, que está no Canadá...


     O show de bizarrices não acaba por aí, um camarada sem grande importância estava fazendo um comercial de uma empreiteira no Nordeste, um comercial tosco, reunindo toda a família para falar do apartamento popular que a família iria comprar quando solta:

"Estamos aqui, toda a minha família, reunidos, menos Luíza que está no Canadá"

        Virou hit da internet, os jovens começaram a falar sobre isso, os músicos (músicos bons, como Lenine) começaram a falar sobre isso, até os apresentadores da ESPN, do Telecine e dos jornais começaram a falar isso.

         Até que Luíza voltou do Canadá.

        Por que será que ela voltou?

1) Não aguentou o Justin Bieber cantando Baby yeh!
2) Não gostou do Zé Colmeia e Catatau.
3) Conheceu um lenhador com quem teve um relacionamento complicado
4) Um guarda da polícia montada não gostou dela fazendo gestos libidinosos em seu cavalo.
Sim, fui eu que tirei Luiza do Canadá



Não gostei do que você fez com o meu cavalo, Luiza!

Sim, Luíza, veja a minha sequoia!


Sim, nós já fomos mais inteligentes!




3) Titanic (O retorno: 2012)
"OH! Jack isso é tão romântico!"


       Logo após 100 anos do naufrágio do gigante navio a vapor quando o Leonardo Di Caprio começou a fazer altas aventuras de uma galerinha da pesada num iceberg, um outro navio afundou, na costa da Itália;

Por que será?

1) O navio encontrou um iceberg nas águas quentes do Sul da Itália; Pô aquecimento global é isso aí, culpa a La Niña.
2) Tinha um show do Restart e o pessoal decidiu fazer suícidio coletivo.
3) O capitão, muito inteligente, mandou passar por um atol cheio de recifes para saudar um miguxo próximo;
4) Mais verossímil: O capitão estava numa orgia bissexual com a tripulação e por isso ninguém ouviu o casco se rompendo.

      E vem a classe média brasileira, que tava no navio e diz que passou momentos de terror a bordo do navio e compara isso com a Segunda Guerra Mundial! Ah! Por favor, vida de classe média é sempre tão difícil assim? (Sarcasmo) Vai trabalhar no Quanza então bando de burguês desacostumado!

4) Megaupload fechado

This is the end! My only is a friend is the End!
NOOOOOOOO!!! (Nerd)
This S.O.P.A, we don't take NOOOs here! (SOPA)
          72 minutos de silêncio e adquira já a sua conta premium (Megaupload)
OH! Shit, me prenderam logo quando era líder mundial no Modern Warfare 3! (Dono do Megaupload)
Vocês levaram o nosso guia espiritual! Pagarão por isso (Anonymous) 
Pessoal do Anonymous, essa última não foi pessoal


Bem a S.O.P.A sempre estraga a minha vida desde criança, quando minha mãe fazia sopa de cebola (que ódio).

Em todo caso, devido a constantes pressões do Steve Spielberg (que não anda mais vendendo filmes como antigamente, talvez por não estar mais fazendo filmes bons), e de gravadoras em geral, o Congresso Norte-americano decidiu por em pauta um pacote "anti-pirataria" que agora responsabilizava o compartilhamento de imagens e músicas como pirataria, dai, eles fecharam o Megaupload, o que deixou todos o nerds sem grana, como eu, irados, e mobilizou o Anonymous em uma nova cruzada contra o Estado (ISSO, meus parabéns!).

Mas por que o Megaupload foi fechado?

  1. O Exército Americano ficou puto por saber que o dono do Megaupload era o número 1 no Call of Duty Modern Warfare 3 e mandou prendê-lo por ser melhor que seus soldados;
  2. Os republicanos acharam isso uma proposta comunista que vinha se alastrando entre os jovens e "tinha que acabar com isso".
  3. Só porque era nerd, ele não podia ter dinheiro.
  4. Obama se lançou como cantor e não queria perder dinheiro nos seus direitos autorais.
Por falar nisso....

5) OBAMA ROCKS


Obama cantando Mike Jackson, cuidado com a Sopa Obama, ela pode entornar

Vejam o que a Sopa fez com a Mafalda!
Pobre Mafalda


Primeiro foi o Yeltsin dançando bêbado como uma galinha


Depois foi o Ahmadenejad (sei lá como se escreve, o carinha lá do Irã) tentando brincar de Capitão Atómo

O herói da infância do Ahmadenejad


Depois o Lulinha dizendo que não sabia de nada
"Eu não sei de nada. Eu não vejo nada"


Depois o Medvedev, presidente da Rússia, dançando American Boy no Kremlin



Agora o Obaminha se lança como cantor solo!

Taí, bem que Medvedev e Obama podiam fazer uma parceria Rússia/ EUA numa dupla sertaneja em que o Medvedev dançava e o Obama cantava os melhores sucessos de Michel Teló!


6) Michel Teló
Parece o Garibaldo da Vila Sésamo!

"Nossa... Nossa... Assim você me mata." O vovô disse desse jeito para uma velhinha na cama e morreu desse jeito (Netinho inocente)
"Aí, aí, se eu te pego, aí, aí, se eu te pego" (Minha mãe quando eu quebrei o vaso caríssimo da família)
 "Como uma bosta dessa faz sucesso? "(Datena)
"Michel teló... Por muito tempo vocês estrangeiros mandaram bostas para o Brasil, agora nós jogamos isso de volta pelo ventilador" (Brasileiro ufanista fundamentalista)

Acho que nem preciso dizer o que acho sobre isso.

 É, nós já fomos mais inteligentes!

7) Nós já fomos mais inteligentes
Sim, nós já fomos


          Indignado com essa corrente de absurdos que se abateu sobre o Brasil, o jornalista Carlos Nascimento, renomado por ter sido apresentador de telejornal na Globo, no inicio do telejornal da noite/madrugada do SBT (outro canal de TV) proclamou as seguintes palavras:


"Ou os problemas do Brasil foram todos solucionados, ou nos tornamos perfeitos idiotas. Ficamos debatendo um estupro num programa de TV que os dois participantes negam, e uma pessoa que sequer conhecemos se tornou famosa unicamente por ter o nome citado na TV. Luíza voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes"

         Eu não discordo do Carlos Nascimento, o pior é que ele está certo, como duas coisas fúteis puderam tomar tamanhas proporções?

        A questão é que o pessoal na internet começou a trucidar o Carlos Nascimento por esse comentário, o mesmo pessoal, coincidentemente que vive falando sobre Luíza e sobre o estupro do Big Brother e que ficou puto com o Nascimento, achando ele um nariz em pé e arrogante.

       Bem eu tenho experiência em arrogância, afinal sou um, e digo que não vejo arrogância nisso, realmente, nós já fomos mais inteligentes!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Diferenças entre Ditadura e Democracia



          O que difere uma Democracia de uma Ditadura?

O que difere o buldogue inglês do montanhês cheio de varíola? Além da ideologia, da língua e do país.

         Essa questão parece ser fácil, mas não é... O que é uma Ditadura?

          Ditadura é um sistema de governo em que o cidadão não pode votar em seu governante sequer para se representar?

          Mas se for assim? Então o sistema britânico de governo cai em desgraça quanto a isso... Afinal, há na Inglaterra alguém que eleja o Primeiro-Ministro que não seja o Parlamento? Não é voto direto.
Na Inglaterra é o Parlamento que tem força para escolher o Primeiro-Ministro


         "Mas é que o sistema é diferente, os cidadãos podem escolher os seus deputados para representá-los", mas se isso for mostra de Democracia, então a União Soviética era uma Democracia! (Muitos pensam que não haviam eleições na União Soviética, isso é um erro comum, os cidadãos, filiados ao Partido, ou não, muitas vezes, decidiam quais candidatos a representantes no sistema legislativo eram mais viáveis a si, é claro que os candidatos tinham que ser filiados ao Partido Comunista. Desses representantes, surgia uma eleição dentre os delegados e a partir dela se escolhia quem comandaria o Alto Escalão Soviético)

          Percebem o quanto que tenho dificuldade para explicar o que é Democracia de Ditadura...

          "Ditadura é um Estado repressivo que visa reduzir os direitos dos homens através da força, da tortura", se for assim, os Estados Unidos na Era Bush eram uma Ditadura (sabemos, que não era).
Será?

         "Ditadura é um governo que se baseia num período maior que um mandato e que não tem perspectivas de passar o poder à oposição". Se for assim, a era FDR nos Estados Unidos seria encarada como Ditadura (afinal, Roosevelt foi eleito em quatro mandatos consecultivos).

FDR discursando em cartum ("Eles perguntaram por isso... e eles terão isso!")

        "O estabelecimento de uma ditadura  se dá via um golpe de estado enquanto a democracia se baseia em eleições gerais", essa concepção é mais falha, pois devemos recordar que Hitler, mesmo tendo tentado dar o Golpe de Estado no Pusch de Munique por volta dos anos de 1920, ele só ascendeu o seu poder na Alemanha através das linhas democráticas que se estabeleceram na República de Weimar.

Logo da campanha de Adolfinho, que viado!


         "A ditadura se baseia na repressão à liberdade de expressão". Não é o que vemos hoje ocorrer nas numerosas repúblicas da Europa agora? Uma extensa repressão, com o uso de forças policiais e das Forças Militares para conterem os manifestantes enraivecidos, não é isso que se viu na Ocupação de Wall Street?

          "Democracias são sistemas que possuem legislações trabalhistas e que possuem proibições ao Trabalho Escravo". Ditaduras socialista também têm isso, e se formos sermos bem literais, se considerarmos essa ótica, a Grécia Antiga não era uma Democracia, assim como os Estados Unidos antes de Lincoln.

         "Democracias visam respeitar o bem do indivíduo por si só". Onde? As democracias não são assim. Essa é a concepção semi-simplista e totalmente ingênua, o bem do indivíduo é sempre levado em consideração por último diante ao bem coletivo. Eu posso não querer me alistar nas Forças Armadas, ou mesmo a votar, mas quanto a isso não sou respeitado, pois sou obrigado pelo Estado a fazer isso.

         Percebem como é difícil...

         "Ditaduras matam, democracias julgam", nem sempre, democracias também matam sumariamente indivíduos para se manterem no poder.

          "Ditaduras são excludentes, democracias são amplas", uma palavra: Apartheid.

           Eu queria realmente pensar como Abraham Lincoln:  
Democracy: government of the people, by the people, for the people
("A democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo")

           Mas não é assim, a democracia é governo dos dominadores sobre os dominados, é um logo que tenta esconder as imperfeições da sociedade burguesa que tanto propaga que todos os homens são iguais, mas pouco faz quanto a isso.


         Mas vejo mais como Saint-John Perse:


"A democracia, mais do que qualquer outro regime, exige o exercício da autoridade".
(La Démocratie, plus qu’aucun autre régime, exige l’exercice de l’autorité)

           Autoridade essa que demanda poder, poder esse que por vezes é dado por violência... Agora, o que é Democracia?


            Um tipo-ideal, uma abstração que pouco se fez para conclui-la. A real democracia só virá quando os homens passarem a ter os mesmos direitos e deveres, terem as mesmas condições de ensino, saúde e trabalhistas, terem total direito ao voto e o total respeito às suas crenças, filosofias e seus direitos.


          É por isso que acredito numa democracia socialista, ao contrário do modelo falho da social-democracia, a qual não deva se embasar primariamente na força e repressão, mas na tentantiva da maior compreensão dos indivíduos entre si nessa sociedade a qual vivemos.

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...