quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Convulsões contemporâneas

 A Equação das convulsões contemporâneas é demonstrada por:

Depressão econômica + desemprego generalizado +  desilusão e uma morte = Mistura altamente reativa.

Londres, 5 de agosto de 2011.


A capital britânica



A dita "melhor polícia do mundo", a Scotland Yard (Pode ter certeza que o Sherlock Holmes está se revirando ao pensar nela no caixão), novamente de modo brutal executou a sangue frio um jovem imigrante dos surbúbios de Londres.


A história se repete? Será? Jovem famélicos por justiça e amparo governamental levantam-se nas fileiras estreitas de desempregados, para protestar pela morte de um cidadão inocente; o povo se levantou.

Manifestantes no alto de seus paus e pedras depredando tudo à sua frente.

Mas dúvido que sequer esses jovens, com paus e pedras, camisas no rosto, lembrem-se do brasileiro que ao ser confundido com terrorista acabou morrendo assassinado pela a mesma Scotland Yard, no tube (metrô) londrino. Pobre, Jean Charles, poucos se lembram de você, você que não fez nada e morreu por não fazer nada.
RIP, Jean Charles.

Desde a enclosão da mais recente e aterradora crise de 2008-9, o mundo pedia por mudanças. O mundo, perpetrado pelo neoliberalismo irresponsável do pós-Guerra Fria, encontrou-se no seu limite de espansão no modelo ganancioso dos investidores americanos. Uma bolha imobiliária implodiu e a econômia foi pros ares.

O mercado financeiro é igual um reator nuclear, sua energia (no caso a sua riqueza) é produzida através de constantes acidentes controlados que certamente poderiam apresentar um enorme perigo para o mundo como um todo. A bolsa, como uma usina, é um lugar arriscado, que a qualquer hora pode se acidentar com uma rachadura em seu casco econômico e produzir uma nova Chernobyl ou Fukushima, e é isso que aconteceu em 2008.

A dura e simples realidade
Como em Chernobyl, foi a irresponsbilidade dos administradores que fez desencadear o acidente estratosférico de 2008. Economistas embuídos da pura ignorância de Milton Friedman e Adam Smith concederam créditos a dar a vender sem se importarem em verificar as condições de pagamento, resultado: Calote!

Mas o que tem tudo isso a ver com os distúrbios londrinos de 2011? Eu pergunto: O que não tem a ver? Como a primavera arábe do início do ano, essa foi desencadeada pela a má administração dos recursos, pois findos quase três anos, o mundo antes dito "desenvolvido", ainda se vê cambaleante enquanto os emergentes ascendem com sua máxima força no cenário internacional.

A Inglaterra está no meio de tudo isso:

    O verdadeiro Uncle Sammy
  • Seu maior parceiro comercial, os Estados Unidos, ainda regugitam de dor pela crise em seu país ( e discussões infrutíferas e demagogas de ambos os partidos para os gastos do governo nos próximos três anos).
  • A União Européia, bloco de que os ingleses fazem parte, vê-se corroída pala crise de má-administração em seus países membros (primeiro os de terceira classe: Portugal, Grécia, Irlanda; depois os de segunda: Espanha e Itália) e o Euro se torna uma moeda cambaleante e dificil uso internacional. 
 
  • Uma das maiores taxas de desemprego desde a Grande Depressão, com as forças de trabalho, na maioria jovens, sendo maciçamente demitidas e substituídas por maquinárias e funcionários mais baratos.
  • Não mecha com os velhinhos!
  • Fim dos programas de seguridade social, como o aumento da data de aposentaria (a Grã-Bretanha é um país de velhinhos), redução da Bolsa-Universitária e redução das pensões de modo geral.
  • Uma família real que gasta milhões em um casamento tosco entre um principe cavalar e uma donzela saída dos contos de fada.
Sobre o ultimo tópico, muito me surpreende que os ingleses não tenham se revoltado antes:

Imaginem vocês  trabalhando incessantemente por quarenta horas semanais, lutando a cada dia pra sobreviver, morando em minúsculos flats em bairros periféricos, e todo o dia você seria obrigado a se dar de cara com o casamento em de um príncipe com uma princesa, sabendo que você irá pagar a conta do casamento milionário e que os sustentará pro resto da vida.

Imagine ainda que você ainda tenha que saber que os membros dessa família se veem sorridentes quando se lembram que não são eleitos pelo povo e mesmo assim recebem dinheiro por apenas abrir a cerimônia de abertura do Parlamento.
Eu não ficaria tão feliz assim. Depois de três anos ele  provavelmente estará traindo ela com a primeira puta paga que vir pela frente e ela vai pedir uma pensão milionária. Afinal, quem se importa? São os ingleses mesmo que estão pagando.
Eu já teria me revoltado há muito tempo. Os ingleses tiveram muita paciência com tudo isso e muito mais, porque ainda financiam uma guerra no Inferno na Terra (vide Afeganistão), sabendo que seus irmãos voltarão para casa mortos ou insandescidos com as atitudes contra o talebã.

A primavera árabe já tinha dado provas ao mundo Ocidental; Não adiantam discursos inflamados e inúteis, não adiantam eventos públicos inúteis, como casamentos reais, não adiantam conversas demagogas que levam a lugar nenhum ---- o que importa são as ações!

Os distúrbios de Londres só mostram o que os marxistas falam há anos; o povo mal-tratado, por longos períodos, se revolta e parte para a violência, a Luta de Classes.
Marx avisou.

Assim foi em Atenas, assim foi no Cairo, assim é na Líbia, assim é na Síria, assim agora é em Londres. Isso se expanhará por todo o mundo, coisas assim, com a propagação contínua da internet, expanhar-se-ão mais rápido ainda.

O perigo disso tudo são o grau de violência com que as coisas se desenvolveram. As massas se unem, se formam, mostram o seu lado mais selvagem, a massa não tem mente, só ações. Uma multidão comandada por líderes errados pode trazer desastre, por líderes certos, traz a Revolução!
OMG! O que faremos?


Na Europa, o que ocorre é que as massas estão sendo comandadas por pessoas erradas, terroristas da pior espécie, que apenas fazem arruaça por diversão, sem qualquer engajamento político, e são nessas manifestações de barbárie que pessoas morrem.

Além disso, na Europa, o movimento da estupidez anda marchando a passo de ganso, alastrando-se como uma praga no Velho Mundo. A Extrema Direita européia dá as suas caras agora, começa a se mostrar perversa: quer agora restringir a entrada de imigrantes e acaba alienando jovens desocupados no alto de ideologias ultrapassadas.

Foi culpa da Extrema-Direita, com o seu neonazismo nefasto implícito, que os atentados na Escandinávia aconteceram (quem imaginaria que aquilo aconteceria na Noruega? Logo na Noruega?). 



O demônio em pessoa, Anders Breivik, o carrasco da Noruega.
Anders Behring Breivik, no dia 22 de julho de 2011, promoveu a maior tragédia da História norueguesa desde a Segunda Guerra Mundial. Esse estúpido terrorista que se autoproclamava um "cruzado contra as hordas islâmicas" foi embuído de material ideológico dos mesmos grupos que hoje se escondem, com medo de serem taxados como fascistas.




A Noruega sangra, mas o perigo não termina. A estupidez nas mentes dos jovens europeus parece se alastrar como um virus no mundo; Os EUA agora vem-se cada vez mais guinados para a direita bushista (que causou toda a merda em que o mundo entrou), Israel cada vez mais se torna mais difícil de se lidar (mesmo eu sendo judeu, eu afirmo isso com convicção), a Espanha e França estão transpirando um direitismo impopular revoltante enquanto na Itália, um homem repugnante como Berlusconi continua de pé noe alto da sua roda de suas orgias e comentários infelizes.

A estupidez, esse é o maior perigo. É contra a estupidez que devemos nos levantar como cruzados da liberdade (eu raramente uso essa palavra por ser muito liberal), porque estupidez no poder é fascismo.



"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Charlie Chaplin
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!" (Charles Chaplin, O Grande Ditador)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A águia das montanhas

          Às margens do vasto rio divisor de continentes, o gigante rio Volga, em uma pequena casa de campo de madeira encrostada nas colinas de uma atual cidade industrial sem grande importância do interior da Rússia, uma família lutava dia a dia pela sobrevivência.

Rio Volga!


       O pai, um homem de caráter elevado e grande capacidade, conseguira com um  enorme esforço um emprego governamental como conselheiro de Estado, valendo a si um título de nobre; esse era Ilya Nikolaievich, chefe da ascendente família que se estabelecera na cidade de Simbirsk. 

        Seu pai, morrera  prematuramente, sem deixar nada ao patriarca daquela família, fazendo com que Ilya Nikolaievich fosse obrigado a trabalhar para custear os estudos de seu irmão, até entrar na Universidade de Kazan, onde licenciou matemática e física.

         Em melhor condição financeira, Ilya Nikolaevich ascendeu e arrebatou o coração de um jovem moça alemã, Maria Aleksandrovna Blank, filha de cirurgião judeu que se converteu ao luteranismo ao comprar suas terras naquela parte do globo. Os Blank eram definitivamente mais culto que o jovem Ilya, sua  jovem namorada sabia ler alemão, cantar e tocar alemão, mas isso não impediu que os dois se casassem em 1863.

         Em 1869, Ilya Nikolaievich é nomeado inspetor de escolas primárias de Simbirsk, sendo logo promovido a diretor por seu magnífico trabalho. Em meio às medidas liberalizantes dos czares Alexandre I e II, Ilya via-se imbuído de caráter liberal em suas atitudes e apoiava o regime que a tão pouco tempo abolira a servidão, sendo conhecido por “o liberal”.
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O "liberal" Ilya Nikolaievich.

“A cidade, construída sobre um alto e íngreme penhasco, eleva-se diretamente da margem rio; dela se descortina uma vista magnífica do Volga, que se estende, largo, pela planície. De lá se pode ver, por uma distância enorme que nada é em comparação com a imensidão do rio, para onde ele vai e de onde ele vem, fluindo lento e plácido pelos campos da Rússia. A cidadezinha, a 900 quilômetros de Moscou e 1500 de São Petersburgo, e que hoje em dia parece um tanto decadente, com seus prédio de tijolos caiados e suas velhas casas ornadas com arabescos de madeira trabalhada[...}” 
       Foi dentre esses prédios decadentes que nasceria uma criança que mudaria o mundo sem se autoproclamar “Messias”.

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Paisagem em Simbirsk

         Volódia nasceu em meio ao local onde “as encostas são cobertas por pomares, com macieiras que dão maçãzinhas verdes e flores que, durante semanas na primavera, tornam Simbirsk, segundo se diz, uma das mais belas cidadezinhas russas[...]”. Volódia  nasceu na primeira primavera em Simbirsk em 22 de abril de 1870 no meio de uma crescente família de três irmãos.


Parte dos fundos da casa da família
        A criança cresceu em uma casa de madeira baixa e amarelada, numa rua provinciana larga, sem meio-fio, meio orientalizada, com um interior tão limpo e tão despido de enfeites e barroquismos quanto possível. A mobília sempre em mogno, da espécie de móvel que você encontra na casa da sua avó.  Na sala, há um piano de cauda antigo, com uma partitura de I puritanni em cima do teclado. Candelabros a óleo, fogareiros russos ladrilhados, pinturas e garboriantes espelhos traziam comodidade àquele lar encrostado entre bétulas e choupos, onde podia-se facilmente desfrutar de uma leitura de Zola, Daudet, Victor Hugo, Goethe, Heine e outros e admirar-se com o tabuleiro de xadrez esplendoroso e os mapas da Rússia em dois hemisférios. No fundo, via-se uma varanda onde fica o pomar, cheio de macieiras, uma das coisas mais agradáveis daquela casa na rua Moskovskaia.


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Volódia quando bebê.
      Volódia cresceu, se tornou uma criança barulhenta, enérgica e por vezes violenta. Tinha cabelos ruivos, malares proeminentes  e os olhos oblíquos dos seus antepassados tártaros, era sarcástisco, por vezes, irônico, mas parecia ser um garoto adorável. Lia e relia romances como uma criança esperando por aventuras: na escola se dava bem, embora fosse travesso, gostava de história e línguas clássicas, ensinando latim  para uma de suas irmãs.




        Estava para entrar na Universidade de Direito de Kazan quando Ilya Nikolaievich subitamente morreu de derrame quando Volótia tinha dezesseis anos, vinha sendo perseguido pela censura da época e seu trabalho se tornara cada vez mais difícil; sem o pai, Volódia deixou de ser a criança alegre que sempre fora e passou a ser mais racional.


        Aleksandr Ilyich, filho de Ilya e consequentemente irmão de Volódia, ingressou para a Universidade de Moscou para ser biólogo, lá era custeado por sua mãe viúva com o dinheiro  que vinha das propriedades da família (Ainda que tenham perdido o chefe da família, eles continuavam a ser aristocratas!), e foi lá também que o garoto começou a se envolver em política.

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Aleksandr Ilych
         A Rússia efervecia em fervor revolucionário já naquela época, o czar Alexandre III era visto com péssimos olhos pelos intelectuais e pelos liberais, que o viam um tirano, e Aleksandr Ilyich acabou ingressando no grupo “A Vontade do Povo” que era totalmente contrário ao czarismo, onde teve grande participação no plano de morte do Czar.


        O plano deu errado, o czar não morreu, mas trouxe graves consequências: Volódia foi expulso da Universidade de Direito de Kazan e seu irmão foi enforcado.





          Volódia deixou de ser Volódia, desistiu de ascender como advogado naquela ordem vingente e mudou de pensamento ao começar a ler Marx e Engels; Volódia passou a ser Vladimir, Vladimir Ilyich Ulianov!

Vladimir Ulianov em foto de passaporte.


          Ulianov estava convicto de que algo precisava mudar, começou a se envolver com política, ingressou num jornal socialista, entrou para o Partido Social Democrata dos Operários Russos e ainda sim conseguia ainda ser humilde e marxista convicto.

       Que grande mudança! O filho de um aristocrata liberal tornou-se um revolucionário que passou a viver na clandestinidade, que passou a ser perseguido, a ser exilado, a ter sua voz sufocada, mas que acabaria mudando o mundo para sempre. Vladimir passou a ser Lênin, o homem que trouxe um sonho para a realidade e acreditou mesmo que poderia vencer.

3a Ленина!


         Essa é a história de Vladimir Ilyich, essa é a história de Lênin, com seus altos e baixos, essa é história que mudou o mundo liderando uma revolução com apenas um pensamento: “Igualdade!”

Sosseló

Por toda esta terra, como um fantasma,
Ele vagava de porta em porta;
Em suas mãos, trazia um alúde
Que tangia suavemente;
Em suas melodias sonhadoras,
Como um raio de sol,
Sentia-se a própria vontade
É o amor celestial.
A voz fazia bater muitos corações
Que se haviam petrificado;
Iluminava muitas mentes
Que haviam mergulhado nas trevas.
Mas em vez de exaltação,
Sempre que a harpa era dedilhada,
A multidão punha diante do pária
Um vaso cheio de veneno...
E lhe diziam: "Bebe, ó maldito,
Este é quinhão que te cabe!
Não queremos a verdade,
Nem essas tuas canções celestiais!"



Mais uma poesia do antigo poeta caucasiano que um dia se tornaria ditador de meio mundo; o homem que abandonou o seminário na minúscula capital encrostada nas montanhas para seguir uma vida de perigos e aventuras, até se tornar líder de uma das maiores nações que existiram na terra, a União Soviética. Esse jovem rapaz, embuído de fervor revolucionário despregou-se de seu nome georgiano para se tornar um homem conhecido dentre todas nações, o "homem de aço", Stálin.

"O homem de aço" quando ainda era um rapaz. (foto da Guerra Civil Russa)

O buldogue de Oxfordshire


Velha Londres na Era Vitoriana!



        Filho da alta aristocracia de um poderoso império dicótomo, um verdadeiro herdeiro da irresponsabilidade da nobreza britânica que via-se apaixonado por política e História antiga.

        Era uma figura desprezível, dessas que você não gostaria de encontrar nas estreitas ruas pedregulhosas da velha Londres vitoriana e que provavelmente não teria qualquer atenção em meio às multidões de trabalhadores e operários descamisados, talvez seja porque ele não fosse um decamisado.


         De casaca escura e cartola de mágico, caminhava pelas ruas de Chelsea com uma bengala  em auxilio ao seu peso estupefante que lhe dificultava a locomoção, dizia-se que aquele ser nunca fizera um único esporte durante a vida, chega até ser impressionante que tivesse com tamanha saúde aos oitenta anos.

         Era uma das figuras mais proeminentes de todo o Império Britânico, lutara tantas guerras quanto pôde, servindo Índia britânica, no Sudão e na Segunda Guerra dos Bôeres, ainda encontrando tempo para brincar de War na Primeira Guerra Mundial.

         Mas aquele homem não era um guerreiro, sequer um senhor da guerra, era um historiador, um jornalista e um daqueles oradores inúteis do Parlamento; glorificava a si como um descendente do 7° Duque de Marlborough, embora ninguém lembrasse dessa figura nas páginas grossas dos livros de História.
Que nostalgia trazia àquele homem lembrar de alguém tão desconhecido!
           Aquele pequeno barrigudo de chapéu engraçado e voz estridente era apaixonado em fumar charutos grosseiramente fabricados em Cuba, beber whisky doze anos logo que acordava e citar trechos de A História do Declínio e Queda do Império Romano de Gibbon, que por sinal ele adorava.

          Cresceria aquele ser em meio aos desastres da Primeira Guerra Mundial, lideraria homens à morte certa em uma fracassada operação nas dunas remotas da Turquia (Campanha de Gallipoli), mas logo se tornaria um dos maiores oradores da história do Reino Unido. 

        Tornou-se membro do Parlamento Britânico e logo se filiou aos conservadores, de quem ele conservava uma imensa paixão: ele odiava os comunistas, odiava os trabalhistas, odiava as feministas, odiava até os liberais!
  

         Seus discursos eram sem dúvida dos mais extensos em toda a história do Parlamento, os discurso tiveram que ter limite de tempo por sua causa. Sabia usar bem as palavras em seu benefício, usava uma lógica e uma erudição louváveis, mas nunca conseguia fugir sequer de uma só polêmica. 


          Enquanto os seus compatriotas se borravam de medo com a ascensão de uma Alemanha forte e militarista, ele foi o único que foi macho prá caramba para bater nos nazistas e xingar Hitler de assassino bastardo comedor incessante da liberdade. Fora tenaz defensor de uma ação direta contra as trangressões grosseiras da Alemanha. se tornando tenaz resistente à estupidez perpetrada em Londres, esse homem, de rosto canino, maxilar grosseiro e barriga sobressalente era Winston Churchill,  the bulldog of Oxfordshire!


Veja a felicidade gritante no semblante do Primeiro Ministro
          Era um homem realmente muito feio, e bastante feroz, mais feroz que um próprio buldogue, ele ficou puto quando descobriu que o então Primeiro Ministro inglês, Chamberlain, estava se borrando de medo do bigodudo de Berlim, e saiu do gabinete britânico para defender a Guerra! (embora, não fosse homem da Guerra)

          O destino disso é lhes tão conhecido, Hitler foi brincar de War na Polônia, dividindo metade do país entre si e os comunas e a Inglaterra e França foram pro fight fatality  achando-se fodonas da Europa. Em menos de um ano, a França tinha tomado uma coça escrota dos chucrutes (sempre toma!) e bombardeiros bimotores Herschell e Junker já bombardeiavam a velha e nebulosa capital britânica.
Um Primeiro Ministro engraçadão!
         À essa altura, já feito Primeiro Ministro do Reino Unido, ele comandaria um enorme esforço de guerra para salvaguardar sua cambaleante nação da fúria total da Luftwaffe alemã. Conduziu um racionamento estupendamente eficiente, uma evacuação maciça de civis para o norte da Escócia e logo investira seus esforços para obter apoio americano na guerra. 

         Quase perdeu. Se Hitler não tivesse sido um capeta filha-da-puta e invadido a Mãe-Russia quando Stálin estava de ressaca, talvez Churchill tivesse perdido.

        "Nunca tantos deveram a tão poucos", na verdade, essa frase de Churchill não exprime bem a realidade da época, a Inglaterra, como nação, só foi salva pelos embates sangrentos do Exército Vermelho com o Wermarcht alemão e a ajuda industrial americana, mas a inversão é totalmente correta: "Nunca tão poucos deveram a muitos". 

        Ao final da guerra, a Grã-Bretanha estava falida, quase na bancarrota, tinha uma divída estratosférica ao capital americano, e muitos de seus cidadãos permaneciam vivos graças aos 22 milhões de soviéticos que morreram naquela partida de War.

Verdades sobre Churchill

O passado obscuro do Primeiro Ministro (foto dele com uma Tommy Gun)
1) Churchill era conservador até a última potência, ele só aceitou fazer uma aliança com Stálin porque não tinha outro jeito.

2) Churchill nunca foi um líder militar eficiente, o seu desempenho no comando das tropas britânicas na Guerra de Boeres e na Primeira Guerra foi extremamente tosco e grotesco, todos lembram do desastre de Gallipoli quando falam de Churchill.

3) Há quem diga que Churchill era favor da dita higiene racial, mesmo ele sendo anti-nazista ferrenho, na época essa coisas existiam mesmo nas pessoas mais louváveis. (estupidez exite em qualquer época)


4) Em toda a Segunda Guerra Mundial, Churchill nunca conseguiu ter sequer uma única noite de sono bem dormida.
Presidente Charles De Gaulle em foto

 

5) Churchill não gostava de franceses até conhecer Charles De Gaulle.

 

 

 

 

6) A amizade de Roosevelt e Churchill é mera especulação. Roosevelt sempre foi muito diplomático, mas ele não gostava muito do jeito de Churchill, ele o considerava muito macivo. De fato, por incrível que parece FDR gostava mais de Stálin.


7) Churchill sempre foi muito odiado em Moscou, não importasse o que fosse, ninguém na URSS gostava de Churchill. Churchill tinha sido um dos interventores estrangeiros na ocupação da Rússia Soviética na Revolução Russa  e Stálin sempre o lembrava disso (A corte do Czar Vermelho. Sebag Montefiore). Ele era uma das pessoas que mais irritavam Stálin, pois além de ser conservador, ele tocava em feridas abertas: como a questão da anexação da Polônia Oriental pela URSS, a questão dos Gulags, os desdobramentos da coletivização e de vez em quando dava uns ataques histéricos do nada. (Nos desdobramentos anteriores a Batalha de Stalingrado, a mais sangrenta de toda a história das guerras, Churchill veio a Moscou para falar a Stálin que não podia dar muita ajuda, que ele teria que se virar, e ficou puto quando Stálin reagiu visivelmente nervoso a sua conversa melosa e sem resultados práticos, quase deixou Moscou sem resolver questões importantes de guerra.


8) Churchill era um highlander oculto, afinal como alguém que se vangloriava de nunca ter feito esportes, que bebia um coquetel de whiskys pela manhã e fumava quase uma caixa inteira de charutos cubanos por dia teria sobrevivido quase os noventa anos?

 

Os Três Grandes em Yalta, Stálin e Roosevelt estavam prestes a dividir a Europa e notem o modo como Churchill está retraído, ele estava bastante desconfortável por ser deixado de lado nas negociações e ver que Europa estaria dividida. Não foi a toa que Churchill odiou Yalta!
9) Foi Churchill que criou o termo Cortina de Ferro, ele previu que Stálin estava objetando uma área de influência na Europa Oriental e tentou alertar isso; tentou vender metade a Polônia para salvar a independência de metade da Europa e não deu certo.


10) Churchill foi uma das pessoas que mais atrasaram a deflagração do Dia D, ele não acreditava que suas forças estivessem prontas e capaz que ele deixaria os vermelhos e os chucrutes se matando mais até colocar suas tropas na França. Stálin chegou a pedir ajuda militar a Churchill até dentro da URSS, que ele fez questão de esquecer logo depois, em razão da Barbarossa, e desde 1942 batia na tecla para uma Segunda Frente que acabou sendo deflgrada no Norte da África (Operação Tocha), para sua raiva condensada, depois na Itália e Churchill chegou até a sugerir uma Operação militar nos Balcãs (Iugoslávia). Esse tipo de comportamento sempre irritara Stálin.


12) Churchill amava o seu charutão como a um filho, não podia ficar sem um na boca por mais de um dia. 


O eterno companheiro


11) Churchill era famoso por aforismos memoráveis, como quando o General Montgomery, comandante em chefe das forças britânicas na Segunda Guerra, um general mediano e sem muitas táticas inovadoras, disse: "Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói"(Mentira!) e Churchill respondeu: 
"Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele."

13) Churchill, embora digam que foi um humanista, ele foi o carinha que ordenou o bombardeio maciço da cidade alemã de Dresden que arrasou por inteiro alvos civis e toda a cidade que um dia fora a "Florença do Norte".

14) Muitos se esquecem, mas foram as forças de Churchill que suprimiram por muito tempo os levantes coloniais da Índia liderados por Mahatma Gandhi. 

O embate do buldogue e do Et de Varginha, imagina quem venceu!
Nota mais importante: 


        Churchill era um chato! Não só um chato por suas atitudes, mas um chato por ser um chato, sorte que esse chato conseguiu salvar seu país da destuição total da Segunda Guerra Mundial.


"The only thing we have to fear is the fear itself..."

      Em meio a uma crise econômica catastrófica de grandes dimensões mundiais, com o frio, a fome e o desespero batendo à porta do cidadão comum, com a violência corroendo o mundo em um composto fervil de cáustica enfurecida, surge uma voz fraca e inspiradora no meio do centro do maior poder do mundo.

      Escoltado por uma legião de guardas gregorianos, em paletós mal costurados e chapéus de mafiosos, uma figura semi-cadavérica, cambaleante em meio a tantos, seguia escoltada, em direção a uma multidão ansiosa por mudanças, e em cima da bancada do Capitólio, jurava a uma bandeira da liberdade e da democracia, tão ofuscadas naqueles tempos difíceis.
Oh! Meu Deus! O que devemos fazer? (OMG! What we have to do?)


        Milhões de pessoas passavam fome, todos os bancos haviam caído na bancarrota, e as perspectivas eram das mais sombrias para a indústria e a agricultura. Mas o velho cadavérico não deixou tremer suas cadeiras, não pensou nas irresponsabilidades de seus antecessores e apenas olhava para frente com uma visão de profeta.

          Sabia que não seria fácil, sabia que não fora à toa que saíra do seu estado natal para ter tamanha projeção internacional, mas sequer aquele homem tremeu ao olhar desesperado de investidores inconsequentes e trabalhadores famélicos; aquele homem iria entrar para a história.

        Ele ajudou os americanos a recuperarem a fé, levando esperança com sua promessa de ação rápida e vigorosa, afirmando em seu discurso de posse: "A única coisa que devemos temer é o medo".

       Era a voz da esperança, o cavaleiro da vontade, ele o ex-governador de New York, ligado aos aristocratas e banqueiros da Costa Leste que mudaria o mundo com um novo e ambicioso plano, o New Deal, esse era Franklin Delano Roosevelt.


       Era uma fígura proeminente antes mesmo de ter nascido, era sobrinho logo de cara do presidente Theodore Roosevelt (Teddy) e parente distante de James Monroe; Era rico, sim ele era um homem muito rico, mas nem por isso era odiável, afinal talvez tenha sido a pessoa mais amável de seu tempo. Sabia de sua limitações, mal conseguia andar dez metros sozinho sem que lhe trouxessem uma cadeira de rodas ou uma escolta - maldita, poliomelite! Que doença nefasta limitou os movimentos de um filho tão pródigo de sua terra mãe.

          Roosevelt era um homem de ação, sabia que não podia perder tempo, acatou quase todas as ideias absurdas de um economista alcoolatra e bissexual, de nome engraçado, Mayrand Keynes, e teve a astucia de trazer assistência aos mais pobres e mais reponsabilidade aos ricos. Esse era um homem de visão.

        Foi então que Roosevelt respondeu com impostos mais elevados sobre os ricos, controles sobre os bancos e empresas de utilidade pública, um enorme programa de ajuda para os desempregados e um novo programa de reformas: o seguro social.

Ao trabalho! Ao trabalho, minha gente! Não há tempo pra descansar! (Pôster do New Deal)


          Não fora a toa que  foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e 1944, sendo o presidente que governou por mais tempo os EUA.

           Ele, em menos de dois anos de mandato, já era um dos homens mais admirados e respeitados de todo o mundo, por sua força de vontade e perseverância.

       Mesmo com um fôlego retumbante no quadro internacional, a tirania e a opressão se alastraram como uma praga na Europa, como no resto do mundo, e logo um "engraçadinho" de chapinha emo de lado e bigodinho pitoresco (parecia mais um cover de Chaplin do que um governante), ascendeu como um assombro nas antigas planícies germânicas do  ressurgido Império Alemão. Seu nome era Hitler, e ele se tornaria o crápula que causaria cerca de 33 milhões de mortes em todo o mundo.
Esse olhar para o mundo não enganava ninguém! Chaplin avisou!

           Roosevelt era um amante da paz, à sua maneira é claro, deixou bem claro que não desejava o envolvimento do seu país em mais um joguinho de War e sabia que Hitler não era confiável; nunca pessoas tão diferentes nasceram em épocas tão semelhantes!

         Ele  ficava estupefato com o avanço de passo de ganso de soldados gritando "Sieg Heil!" em províncias e territórios antes tão pacíficos e tão insignificantes, mas ficava mais assombrado com as conceções estúpidas que os ingleses e franceses faziam a um herdeiro legítimo de Gêngis Khan. Hitler tomara a Áustria, com sua valsa e as loirinhas de cabelos trançados, tomara a Boêmia e os Sudetos, com sua cerveja e seus vilarejos impronunciáveis e agora avançava em direção ao leste, em busca da vodca e de destruição.

           Roosevelt era ágil, apesar do que digam, embora tivesse poderes limitados; não poderia envolver-se em assuntos externos sem apoio dos congressistas, mas em todo caso enviou uma carta apaixonada ao Führer da Alemanha pedindo que não houvessem violações territoriais em determinados pontos da Europa e da Ásia para salvaguardar a paz mundial.

         Hitler, como sempre um estúpido egograta, troçou da carta de paz aos seus compatriotas fanáticos, mas vozes ecoantes na Europa afirmavam com força a iniciativa do presidente, como Viatcheslav Molotov, Comissário do Povo de Relações Exteriores da URSS, que disse: "Nós, cidadãos da União Soviética, a fim de salvaguardar a paz apoiamos a iniciativa do senhor quanto às questões territoriais da Europa".

        O esforço de FDR foi em vão, os alemães, sempre tão insanos em questões militares, iniciaram uma nova partida de War na Polônia com os ingleses e franceses, era o início da Segunda Guerra Mundial.

Isso não ia dar certo, Omsk e Vladivostok acabaram vencendo!



          Fora FDR quem mobilizara um exército e uma marinha estupefantes, fora FDR que que reestruturara um país consumido pelas cinzas como a uma fênix, fora FDR que trouxe a vitória aos EUA na Segunda Guerra Mundial, sem FDR os EUA nem de perto seriam o que são hoje. Americanos, yankees imperialistas, relembrem o gigante dentre voz que lhes trouxe a glória por um século em meio às grandes nações.

         Tragam flores ao descansante líder enquanto relembram os tempos difíceis em que seus avós eram consumidos. Lembrem-se de Franklin Roosevelt, o homem que mudou o mundo com tão pouco em tão pouco tempo.
RIP, my dear president! You inspire us with your courage.




domingo, 7 de agosto de 2011

À lua

Move incansável
Não inclina tua cabeça
Dispersa a névoa das nuvens
A Providência do Senhor é grande

Sorri gentil para a terra
Estendida abaixo de ti;
Canta à geleira um acalanto
Que desce suave dos céus.

Tem certeza que depois de
Derrubado ao chão, um homem oprimido
Luta de novo para subir a montanha pura,
Quando exaltado pela experança.

Então, adorável lua, como antes,
Brilha através das nuvens;
Na abóbada celeste, suavemente,
Faz teus raios brilharem

Mas eu abrirei minha veste
E mostrarei meu peito à Lua
De braços abertos, reverenciarei
Aquela que ilumina a terra!

Sofridos sao esses versos de um jovem poeta descansante em meio a noite fria das estepes escarpadas da Ásia, solitário era o autor desses versos, tendo a si em companhia apenas suas convicções num futuro melhor. Quem diria que um filho de sapateiro que quase chegou a ser padre, tornar-se-ia um poeta?

Mas não só um poeta, esse jovem rapaz tornar-se-ia muito mais que isso, tornar-se-ia um revolucionário, um líder, um fanático em uma crença quase utópica e mesmo assim sofria dentre os outros as dores do abandono, da rejeição e da morte.

Tornar-se-ia cru, uma casca em meio ao outros, obcecado pelos pronunciamentos ecoantes de uma voz agudamente forte e enérgica de um profeta sem túnica, de cabeça calva e bigode engraçado, esse jovem poeta um dia se tornaria um líder.



Deportado para os mais funestos cantos da Terra, sozinho, em meio ao frio de cortar-te os pés, o jovem escritor via com maior ódio a opressão de um sistema ultrapassado e dicótomo como o que existia nas pradarias da Europa Oriental.

Ele se tornaria uma pessoa fanática, devota a uma concepção semi-ortodoxa na luta por algo que poucos falavam na época. Foi preso várias vezes, fugiu outras tantas, mas sempre devoto a uma voz ecoante em meio a Europa, o marxismo.

Poeta, um dia, jornalista em outro, o jovem redator de poesias apaixonadas um dia acabou se tornando redator de um dos maiores jornais de que se tem notícia, um dos mais conhecidos e populares do mundo e que até hoje perdura sob sua égide fraquejante no ciberespaço, o Pravda (A Verdade).

Foi no Pravda que o jovem garoto colocava títulos e matérias enviadas de seu patrono ideológico clandestinamente das montanhas pontiagudas da gélida Suíça, ali em quase dois mil quilômetros separado de seu mestre estava alguém tão simplório tentando convocar as massas para a revolta popular, o nome dessa criatura singela era Koba.

Koba era uma criatura de hábitos, lia muito para uma só pessoa, quase um livro por dia!, recitava poesias, dançava com bailarinas vulgares, tinha paixões inesperadas, mas sempre convicto na sua concepção de uma sociedade melhor. Nunca escutava os outros, seguia sempre o seu caminho, odiava que interferissem em seus pensamentos, mesmo que estivesse com um olhar suplicante por comentários.

Era uma pessoa tímida, não sabia falar direito a língua com uma voz que fosse a melódica de um trovador circaucásico, tinha medo de falar em público e quase nunca se arriscava a falar à multidões, mas isso um dia mudaria.

Em meio ao deseperado passo de ganso dos guerreiros no solo frágil europeu, sob a égide de mudanças, surge uma juventude suplicante por paz, terra e pão, e embuídos por fervor revolucionário acabam acatando as iluminantes palavras de um homem que mudaria o mundo, Lenin.

É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos: acredite neles.
"Em toda a revolução, há um sonhador", lembro-me dessas palavras como ecos de uma alma juvenil em meio a discussões acalaloradas, pois bem, naqueles tempos pareciam os sonhos terem espaço onde o mundo se consumia no pesadelo da sangria da guerra.


Em meio ao sonho de uma sociedade justa, sem opressão e sem loucuras assassinas, surgem vozes ecoantes para o fim do cambaleante império dos Romanov, que vinham sendo rapidamente depostos do comando daquela nova Rússia que formaria, era o início da Revolução Russa.

O jovem poeta transformado em jornalista internacionalista continuava a se encobrir-se em meio à chama revolucionária, expondo as suas idéias num jornal clandestino em uma tipografia suburbana, quase não tinha expressão naquela época, o rapaz, e via-se sempre subjulgado por oradores melhores que si em discursos acalorados, como Trotsky, Kamenev e até Martov.

Em meio ao calor revolucionário que surgira na insurreição de Petrogrado (São Petersburgo), naquele inverno de 1917, a voz de Lenin coordenava astutamente os movimentos do Conselho Revolucionário do Povo rumo à escalada revolucionária e atrás de Lênin, vinham homens em auxilio ao seu ambicioso plano de metas, um deles era o jovem Koba, agora ressurgido das cinzas como Stálin, o "homem de Aço".

Discussões surgiram dentro do grupo intrépido de transformadores da História, muitos acabaram se odiando, e como não poderia ser diferente, dois nêmesis diante de si viram o ódio face a face, era o início da rivalidade entre Trotsky e Stálin.
Tava na cara que isso não ia dar certo!


















Trotsky rejeitava "o pequeno montanhês bexiguento" que era o jovem Stálin; ele era arrogante, sim ele era arrogante, presunçoso, egocêntrico e outros adjetivos, mas era um dos homens que Lênin precisava para cativar o amor das massas, com seus discursos sempre bem elaborados, aquele jovem garoto de cabelos ovinos conduzia os homens e mulheres de Petrogrado rumo à mudança na História.

Já Stálin era uma pessoa diferente, odiava a arrogância de Trotsky, sabia que os dois não se dariam certo, mesmo  quando tentara uma única vez estabelecer conversa com aquele ex-aristocrata rural da Ucrânia de voz engraçada; os dois não se aturavam e não se confiavam.

Em meio às baluartes de aço formadas pelos batalhões famélicos por justiça, os dois, o "bexiguento da Geórgia"(Stálin) e o "carneirinho judeu"(Trotsky) trabalharam juntos, embora cada um no seu canto, para estabelecer o mais audacioso plano de Lênin, a União Soviética, a matriz de uma nova terra que se formaria até se tornar a Internacional de Marx.

Todos sabem o que aconteceu nos eventos seguintes, os bolcheviques venceram, mas Lenin acabou sendo acometido por uma misteriosa doença e toda essa história de amor e ódio acabaria em uma só realidade: Um se tornaria um Senhor da Guerra com as mãos tão imundas de sangue que nem mesmo toda a água dos mares de Netuno a limpará por mil anos, enquanto o outro acabaria com uma picareta na cabeça de enfeite.

"The game is over, Trotsky" До свидания, баранины.( Adeus, carneirinho!)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Encouraçado Potemkin



         Ao mar aberto um gigante cruzador traçava as águas escuras do Mar Negro rumo à Terra Natal, podia-se ver de longe o longo rastro de fumaça expelida pelas caldeiras, mas não se podia perceber a chama revolucionária, até o momento do motim.

            A história que está sendo contada é emocionante: em 1905, marinheiros de um navio do Czar rebelam-se contra a tirania de seus comandantes e assumem o controle do Potemkin. A população de Odessa, uma cidade portuária na Crimeia, Ucrânia, apóia a revolta. As forças repressoras do regime czarista esmagam o movimento com violência desmedida.
O encouraçado Potemkin cruzando o Mar Negro

         Essa é a história do Levante do Encouraçado Potemkin de 1905 que até hoje é lembrada pelos russos com nostalgia. Em 1905, a Rússia czarista estava em guerra no Extremo Oriente contra o ascendente Japão na tão chamada Guerra Russo-Japonesa, e a frota do mar Negro fora realocada para lutar em favor do Czar no Pacífico, dentre os cruzadores de guerra figurava o mais importante da Rússia, o Encouraçado Potemkin.



         O encouraçado Potemkin era um cruzador de guerra com couraça que fora encomendado pelo Czar Nicolau II à Grã-Bretanha para mostrar a força do Império Russo, demorou quase dois anos para ser construído e quando terminou de se construído logo foi mandado para a guerra.

         Por que essa história é tão especial? Um levante de marinheiros não é nada demais devem pensar. Mas esse levante foi acompanhado de uma série de argumentos revolucionários que ocorreram em 1905. O czarismo já dava mostras de fragilidade, a corrupção e a incompetência de alguns no regime dominavam uma população iletrada de famélicos que todo o dia morriam diante ao frio. Enquanto isso, os Romanov tinham a 11° maior fortuna da época, sem se importarem com o tão sofrido povo russo que era mandado como bala de canhão contra os japoneses. Em março de 1905, um grupo de manifestantes pacificamente fez uma série de pedidos em frente ao Palácio Imperial em São Petersburgo, pediam por paz, por pão, por apoio ao Czar, mas foram recebidos a bala pelos soldados imperiais.


O verdadeiro Afanasy Matushenko
Esse evento que um dia seria chamado de Domingo Sangrento marcaria por inteiro o ano de 1905; houveram greves, motins, manifestações, terrorismos, tudo mostrando a força com que o povo exigia reformas no czarismo, é nesse contexto que surge a Revolução de 1905, o "ensaio revolucionário".





A tentativa de ocupar a Manchúria (China) que determinou o início da Guerra Russo-japonesa, representou um desastre para a já combalida economia russa. Nesse contexto é que encontramos as grandes manifestações da época, como o "Domingo Sangrento", a formação dos sovietes e a revolta dos marinheiros no porto de Odessa.






           Após uma torturante viagem ao redor do mundo para chegar a um porto na China, após uma desastrosa batalha que fora a Batalha de Tsushima, em que os russos perderam,  os marinheiros voltavam para casa com ideias marxistas alimentadas pelos discursos frenéticos de dois marujos, Afanasy Matyushenko e Grigory Vakulinchuk, tiveram ainda que aturar doenças tropicais e uma refeição putrefe de carne estragada.

        Além disso, os marujos ainda eram castigados fisicamente por coisas que hoje seriam impensáveis, como por olhar feio um oficial, por não prestar continência a um superior, por não prestar atenção nas ordens dos superiores em uma primeira vez. Para isso, havia um carrasco na tripulação que realizava os castigos físicos, o Imediato Gilliarovsky, o Primeiro Oficial do Navio.

        Dizia-se que enquanto os marujos comiam carne infestada de verminoses e larvas, o capitão, chamado Golikov, havia desviado o dinheiro da alimentação do navio para construir uma luxuosa casa próximo a um porto conhecido (Sebastopol), isso irritava os marujos.

         Os marujos começaram a recusar a comer a comida dada pelo navio, faziam uma espécie de mercado negro de comida (a comida dada aos marujos era cobrada de seus próprios salários) e logo vieram medidas punitivas para quem não comesse o grude dado aos marujos. Essa revolta parece em muito com a Revolta da Chibata em 1910, talvez tenha a inspirado, em todo o caso o estopim dela ferveu quando o Imediato do navio assassinou um dos líderes do movimento a sangue frio, Vakulinchuk, estava iniciado o Levante do Potemkin.

  
Vakulinchuk em poôster comemorativo



Os marinheiros após lutas sangrentas no navio, tomaram o poder do encouraçado e fuzilaram os seus superiores e decidiram levar sua luta rumo às cidades portuárias da Rússia, como Odessa. Esse fanatismo quase ingênuo era quase uma marca daqueles anos pré-Revolução Russa, mas logo o navio conseguiu atracar em Odessa tendo o apoio quase total da população.








         Contudo, não demorou muito para que as forças  repressivas do czarismo começassem a reprimir desmedidamente os cidadãos que apoiaram o levante e os próprios marinheiros. Os cossacos, uma unidade paramilitar do czarismo, munidos de rifles Mosin Nagant começaram a atirar na indefesa população de Odessa, numa escadaria, numa cena que é lembrada até hoje (Tanto que a escadaria existe até hoje, A Escadaria Potemkinskaia) no cinema.

               O levante do Encouraçado Potemkin acabou sendo sufocado, o navio acabou sendo tomado em uma batalha contra a Esquadra do Mar Negro, muitos marujos conseguiram fugir para a Romênia (um deles conseguiu se encontrar até com Lênin em Londres), mas o líderes acabaram sendo mortos pelo czarismo.
Aí Eisenstein com o seu irmão gêmeo em foto.

           Por que eu estou contando essa história? Por que ela é o enredo principal de um filme que reconhecido como um dos pilares do cinema mundial, e que particularmente é um dos meus favoritos, o Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein.

         Eisenstein filmou a película em 1925, em comemoração aos eventos da Revolução de 1905 (já havia acontecido a Revolução Russa), e obviamente o filme é um tanto carregado de material ideológico, em todo caso, ele é um marco por ter trazido cenas que são plagiadas até hoje, como a Cena da Escadaria nos Intocáveis, orquestrações impressionantes e focos cinematográficos inovadores.

Ficheiro:Odessastepsbaby.jpg
Cena do Encouraçado Potemkin.
        A cena marcante do filme inteiro é e sempre será a cena da escadaria de Odessa, em que um carrinho de bebê desliza em meio ao tiroteio da carnificina na Escadaria


        O filme ao mesmo tempo que é um filme politicamente engajado, também é um filme que emociona, que traz tristeza e ainda trás uma mensagem de esperança e luta.


      Se um dia vocês tiverem a chance de assistirem ao filme, mesmo que seja um trecho, assistam, mesmo os efeitos ainda serem rudimentares, é melhor que assistir o lixo comercial que é o Transformers. O Encouraçado Potemkin  mudou o mundo do cinema, assim como mudaram Cidadão Kane, Laranja Mecânica e Charles Chaplin. O Encouraçado Potemkin é baseado num plano-sequência que ficou famoso como Efeito Kuleshov, um quadro de um objeto, somado com outro quadro, forma uma ideia. Exemplo: Arma + Corpo = Morte. E assim vai. O pioneirismo soviético no mundo do cinema nos mostra que existe uma infinidade de cinemas fora de Hollywood e cabe a nós ter o conhecimento do que nos realmente agrada.

       Para saber mais sobre o evento histórico do  Levante do Potemkin, procurem o livro chamado O Encouraçado Potemkin, de Neal Bascomb, para assistirem o filme na integra, procurem com sorte, pois já faz mais de quatro anos que venho procurando ele para comprar. (Na verdade comprei há dois anos atrás, a postagem era de 2011)


Aí o filme completo...


terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Poder de Gutenberg - Reflexões da mídia

      Desde a invenção da imprensa no século XV, a imprensa se tornou o objeto da livre expressão do homem de  modo a expor opiniões acerca dos fatos; Tornando-se mais poderosa que o homem.
      Quem diria que os antepassados dos jornalistas, aqueles ativistas liberais cheios de clamor revolucionário e legalista, com suas penas e canetas tinteiro, se tornariam os jornalistas de hoje em dia.

Um tanto coloquial, mas tem o seu charme

      Faz muito tempo em que a imprensa de Gutenberg fora fabricada no meio do que um dia fora o Sacro-Império Germânico e o uso de tal o objeto não apenas auxiliou a expansão do protestantismo na Europa Ocidental, como também auxiliou a criação da censura.

       Parece absurdo, talvez seja mesmo, mas neu faço uma indagação: A imprensa de hoje às vezes não exagera em determinados assuntos? Ele não bestifica alguns e aliena outros? Existe imprensa imparcial?

       Mesmo com a censura, a imprensa continuou a ter um enorme poder, a final Galileu teve suas ideias propagadas a partir da enorme propagação, de mão em mão, de inúmeros imprensos anexados em caixotes junto com as traduções biblícas para as línguas nacionais, sobre a terra, sobre o mar.
 
       É, houve um tempo em que a imprensa não foi onipotente, acreditem ou não, a imprensa, a mecanografia quero dizer, foi proibida na Inglaterra até meados do século XVII, quando o cidadão inglês passou a ter direitos a ler tablóides (direntemente dos nefastos tablóides ingleses atuais, naquela época, os jornais serviam para informar coisas importantes, como os acontecimentos da Guerra das Duas Rosas e outras coisas)

        Eu me lembro da primeira vez em que li Marx e acreditem ou não, não foi o Manifesto Comunista, que só fui ler com treze anos, nem o Capital (que até hoje só li o primeiro volume), mas sim A Liberdade de Imprensa, em que ele profetizava que o maior crime do que o uso criminoso da caneta é a repressão contra esta; Suprimir a  imprensa era atentar contra os preceitos morais ocidentais estabelecidos há anos.


Esse bom velhinho não é Papai Noel, nem o Papai Smurf, é Karl Marx!

        Para os retrógrados isso parece uma incongruência, afinal Marx não seria a  favor da Ditadura do Proletáriado? Marx era. Marx era muitas coisas, mas nunca profetizou a supressão da imprensa, de certo A Liberdade de Imprensa era um trabalho que vinha dos tempos em que Karl Marx ainda era um redator de um pequeno jornal pequeno-burguês do interior da Baviera, mas mostra no que naquela época já havia a importância da liberdade de imprensa.


 Mesmo eu sendo um ativista socialista, marxista-leninista em alguns casos, eu mesmo reconheço que qualquer tentativa de transformar o "Quarto Poder" no Pravda, além imoral é repugnante e ridículo.
     Mas eu fico assombrado com a transformação assustadora da imprensa burguesa e o aparente declínio de suas atividades jornalísticas.


     Com as revoluções do século XVIII e XIX na Europa,  a caneta foi mais letal que o mosquete; Por minúscula que fosse a crítica, reis caiam  e longas dinastias desabavam para dar lugar às democracias liberais, era esse o contexto da ascensão da imprensa liberal  no mundo dito "civilizado", eu odeio esse termo. Essa era a época em que se acreditava que a boa propagação de notícias com críticas ocasionais, sem qualquer barreira, seria um modo de iluminar as mentes dos cidadãos.
Não há nada que me de mais medo que uma multidão de reportéres.


 Era assim no ínicio e "Deus viu que isso era bom e assim terminou o primeiro dia" (Gênesis) é essa a história que nos contam, mas será que isso realmente aconteceu?

Eu sei lá, afinal eu não sou Deus e seu eu fosse Deus, eu iria jogar um raio no primeiro  um maluco com uma taratula em cima da boca que dissesse: "Deus está morto". (Calma, Serpov,  eu ainda gosto de Friedrich)

O medo dos governantes do século XIX, embuídos de seu liberalismo fanático,  fez com que a imprensa fosse novamente censurada. 
Mas a imprensa não pode ser calada por muito tempo, ela denunciou as injustiças, como "J'accuse" de Zola , e propôs novas teorias políticas, o socialismo marxista. 


Bateu-se muito em qualquer um que se viu a reportar qualquer coisa aqui quanto no exterior, a imprensa em si foi:

Calada...
Liberdade de imprensa à la Médici















Vendida...

Isso é o que eu chamo de "Imprensa Verde"
    








Emburescida...
Olha só o penteado da maripousa! Se fosse eu mandava rapar!



Bota emburescida nisso.

Não me importo com o novo cabelo do Justin Bieber(se eu fosse o pai dessa coisa eu a mandava para uma instalação do governo ultra-secreta para passar as férias), não quero saber a porra do novo namorado da Geysi Arruda (arruda é bom pra macumba, porra!), nem se o quanto de cocotinha o Obama fez antes de aprovarem o orçamento americanisk.
O olhar atento de um jornalista marrom.

É essa coisa amorfa e nojenta que eles chamam de yellow journalism (coisa de gringo), e que no  Brasil é chamada de Imprensa Marrom, talvez tenha esse o nome por só ter merda nas notícias.


Se há uma coisa que mais odeio que mais odeio do que programa de auditórios, programa político (Ey-ey-ey-mael, um democrata cristão!), e reality show é a Imprensa Marrom e olha que meus argumentos são fortes.




Sinceramente, alguém se importa com o destino do Agnaldo Timotéo, com o do Justin Bieber (que é um protótipo arque-esteoritpizado de travesti transsexualizado em corpo de gnomo loiro com voz de mulher), Selena Gomez (quem!?) e  Katy Pery, não peraí, eu acho a Kate gostosa, então me importo com ela, afinal ela kissed a girl.
Afinal ela é gostosa em todo lugar!











Mas pra tudo isso existe uma única expressão para desabafar os nossos sentimentos mais ocultos sobre os mais determinados temas. Ele, Zaratuza da Xurupita, inventou essa expressão ao deparar-se com os mais difíceis enredos engendrados pela sociedade pequeno-burguesa na sua vida no seu cafofo suburbano: "Foda-se!"

Assim falou Zaratuza! Não se importem com essa merda de imprensa demagoga e pervertida, não ocupem o seu tempo em assistir a Anna Hickmann falar com os mais grotescos personagens dos mais infinitos recantos dos cafuundós do Judas, importa-se em ver suas pernas (que pernas!) que é melhor. Em vez de assistir Leo (quem!?) traçar sua patroa na novela das oito, vá fazer uma coisa mais produtiva como jogar Mario Bros., ou Call of Duty Black Ops ( O quê!? Viktor Reznov era uma alucinação de Mason! NÃO!!!! Eu passei trinta níveis com esse cara trucidando os infelizes no Call of Duty 5 e nessa porra), melhor não, vá ler um livro, ouvir uma música, sair com aquela sua vizinha gostosa (sair com prima não, prima é família)
.

Nem tudo o que passa na mídia é ruim, sejamos francos, afinal se não fosse a mídia não teríamos Dois Homens e Meio (Two and a half men), o quê! Eles vão matar o Charlie!, o Indiana Jones (pam! pam! pam para ram pam ! pam param!), os Beatles (She love you, yeah, yeah!), Chaplin (...!) e outras cousas boas. O que eu estou enfatizando é alienação que a mídia pode provocar, o fato das pessoas só verem o que querem ver e não a realidade, as pessoas que são tão alienadas que dão Boa noite ao William Bonner, no Jornal Nacional. Assistir Tv é bom, mas é burrificante!
Isso que é mídia séria! (Imagem extraída do JN)



Eu nem sei porque eu estou escrevendo sobre a televisão, afinal o ponto já não é mais esse, agora é o ciberespaço ("saiberespaçu"), isso é pro pessoal que fica vinte hora no Orkut (Orkut!? Orkut está morto. Nietzsche) e vinte horas no Facebook ("A rede social", que filme alienado).
"He is dead, Jim." Doutor McCoy para Capitão Kirk sobre o Orkut.

A vida é mais que cento e cinquenta caracteres, vá namorar, vá ao cinema, vá estudar, ler, brincar, sorrir, vá viver!.





Esse momento foi patriocinado pelas empresas Go Live corporation, não filiada a Microsoft, qualquer direito autoral é gratuito a menos que me dê algum dinheiro.

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...