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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Rokossovsky

“Na Rússia, eles dizem que eu sou um Polaco, na Polônia, eles me chamam de russo" [1] 
(Rokossovsky sobre si mesmo)
“Eu não tenho nenhum Suvorov, mas Rokossovsky é o meu Bagration “(Stálin)
“Rokossovsky era uma figura imponente, alto, muito bonito e bem vestido, eu entendia que ele era solteiro e era muito admirado por senhoras.” (General Bernard Montgomery)


           Um dos mais emblemáticos generais da União Soviética, tido como um excelente cavalariano de aspecto afável e bastante diplomático, Konstantin Konstantinovich Rokossovsky talvez tenha sido uma das maiores personalidades da Grande Guerra Patriótica (Segunda Guerra Mundial). Nascido no subúrbio de Varsóvia em 21 de dezembro de 1894, Rokossovky descendia de um tronco da baixa nobreza polonesa que desapareceu através dos anos, com a tradição profundamente enraizada num espírito cavalariano, chega ser surpreendente que Ksawery Wojciech Rokossowski, seu pai, tenha se tornado um oficial de ferrovia enquanto sua mãe era professora.

Rokossovsky em foto
        Contudo, Rokossovsky fica órfão aos 14 anos, e se vê obrigado a procurar emprego na Varsóvia que se desenvolvia na época. Primeiramente ele é um estivador numa fábrica, depois a isso trabalha na construção civil como pedreiro aprendiz, cuja atribuição, especula-se tenha sido responsável pela construção de uma ponte em Varsóvia, a ponte Poniatowski.

       Mas é fato que a vida de Rokossovsky não se traduzia pela facilidade, mas pelo seu poder de adaptação. Rokossovsky também traduziu sua capacidade de adaptação ao integrar o Exército Imperial durante a Primeira Guerra Mundial, embora especula-se que ele tenha se envolvido voluntariamente no Regimento de Dragões Kargopol por um deleite nacionalista para ver a Polônia como nação independente  ou no mínimo mais autônoma.


      O fato é que embora Rokossovsky tenha tido uma ficha impecável, recebendo até uma premiação da Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, ele observou de perto o movimento que se iniciava no Front de Guerra, e em 1917, ele acaba integrando  as fileiras do Exército Vermelho;
          De novembro de 1917 a  fevereiro 1918, integrou a unidade de cavalaria Kargopolsky da Guarda Vermelha como Assistente de Chefe de destacamento, participando na repressão de revoltas contra-revolucionárias na região de Vologda, Bóia, Galich e Soligalich. De fevereiro a julho 1918 tomou parte na supressão aos anarquistas de Makno na região de Kharkov, Ucrânia. 

          Em julho de 1918, como membro integrante da mesma unidade partiu para Ecaterimburgo onde participou nas batalhas contra os guardas brancos e os tchecos, ficando lá assentado até agosto de 1918, quando ele é feito comandante do 1° Esquadrão do regimento de cavalaria Volodarski nos Urais.
          Em 07 de março de 1919 juntou-se ao Partido Comunista, possuindo o cartão número  239.

      Rokossovsky integrou a força de Tukhachevsky na guerra contra a Polônia em 1921-22, e observou sua carreira crescer cada vez mais. Em 1923 casou-se com Julia Petrovna Barmina, com quem teve uma filha.
       Em setembro de 1924 a agosto de 1925, toma contato com personalidades como Iemerenko e Zhukov, de quem se tornou amigo, embora constantemente tivessem seus atritos. Participou como instrutor de cavalaria na Mongólia, em Ulaan Bator, sendo instrutor na Academia Frünze, onde ele leu os trabalhos de Tukhachevsky.
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Rokossovsky é o quinto da esquerda para direita na segunda fileira. Nessa foto ele está acompanhado de outros oficiais do Exército Vermelho, incluindo Georgy Zhukov, o primeiro em pé, à direita

        

        Em 1935 foi promovido a coronel, comandando o Quinto Corpo de Cavalaria em Pskov. Mas não conseguiu escapar dos expurgos, foi preso em 1938 acusado de ser agente de espionagem polonês, e sendo torturado e mandado para o Gulag. Voltaria à ativa apenas em 1940 quando Stálin ao perceber o modo que se aproximava a guerra decidiu reabilitar alguns oficiais que foram pegos nos Expurgos.

       Stálin ao encontrar Konstantin Rokossovsky numa reunião, talvez percebendo que Rokossovsky estava sem suas unhas, chegou a perguntar se ele havia sido torturado:

   
  "Sim, camarada Stálin"
 "Há sabujos demais nesse país", suspirou Stálin.
             Com o advento da guerra, Rokossovsky se tornou um dos mais importantes generais da União Soviética. Responsável pela brigada de blindados durante a Batalha de Moscou, bem como as árduas operações em Stalingrado, Kursk e na Bielorrússia
Rokossovsky liderando o 16° Exército de Blindados na Batalha de Moscou
Rokossovsky no Front de Moscou


     Rokossovsky também foi responsável pelo polêmico papel dos soviéticos durante a Batalha de Varsóvia, quando os polacos dos Armia Krajowa  se levantaram contra o domínio nazista na cidade e foram praticamente massacrados pelo Wermarcht e a SS, mesmo tendo um apoio desesperado de aviões ingleses e americanos em recursos e armamentos.







                                          Atuação de Rokossovsky na Defesa de Moscou

         Mas isso não é uma biografia esquemática, de Rokossovsky; Em verdade, Rokossovsky foi mais do que um general, ele era uma pessoa afável que sabia tratar os seus subordinados, entendia bem os fundamentos das técnicas de blindados como Blitzkrieg, valorizava os soldados bem mais que Zhukov, tentando minimizar as perdas em guerra; A questão que se abateu em Varsóvia foi que o levante do Armia Krajowa surgiu antes da chegada dos soviéticos para se contrapor à chegada dos soviéticos, era um grito desesperado de alguns setores da sociedade polonesa que via a chegada dos russos como algo ruim; Rokossovsky não podia cruzar o Vístula com seus homens cansados pela marcha com o alto custo de vidas humanas para o Exército Vermelho, isso ele próprio escrevera nos relatórios oficiais, quando questionado posteriormente;


Konstantin Rokossovsky and other officers inspected captured German equipment, Russia, 10 Dec 1941
Rokossovsky, segundo à esquerda, junto com demais oficiais soviéticos inspecionando o equipamento alemão capturado em 10 de dezembro de 1941, na Batalha de Moscou

       Entretanto, Rokossovsky soube bem se manter humilde diante as galhardias da vitória. Enquanto Zhukov tomava os louros como o "Conquistador de Berlim" o que foi visto de forma desagradável pelo Vojd, que interpretou isso como algo que ofuscava a sua fama e como um bonapartismo; Rokossovsky, apesar da honra em ter presidido a Parada da Vitória de 1945, manteve-se cauteloso com a vitória. Aceitou o pedido de Molotov e outros líderes do Partido para que voltasse à Polônia, como um novo organizador do Estado Polonês, comunista agora. E isso ele fez e foi muito mal visto na historiografia por isso, visto pelos poloneses como um capacho dos russos, Rokossovsky podia ser Ministro da Defesa Polonês (tal como Zhukov posteriormente foi com Krushiov, pela URSS), mas mesmo o seu alto escalão não podia esconder os ódios nutridos por alguns poloneses sobre sua figura.

       Especula-se que Rokossovsky foi insensível ao Levante de Varsóvia de 1944, que foi conivente com a matança de compatriotas pelos nazistas; mas isso chega a ser até um pouco criminosos, o Exército Vermelho não tinha condições de avançar sem grandes baixas. Em todo caso, devido a pressões internas, principalmente depois do ano de 1956, quando Gomulka assumiu o PC Polonês e destituiu o stalinista Bierut do cargo de Secretário Geral do Partido Comunista Polonês; Rokossovsky se opôs a isso e caiu em desgraça, e acabou voltando para a União Soviética onde veio a morrer no ano de 1968.
Rokossovky planejando as operações do Front, circa 1943


Rokossovsky atendendo uma ligação sobre o Front, próximo a ele está o General Koniev








         
Rokossovsky discutindo estratégias na Batalha de Stalingrado, circa 1942-3
Image
Entrevista ao general Von Paulus, após a rendição alemã em Stalingrado, Rokossovsky é o primeiro da esquerda




Raro momento de descanso durante os anos de guerra, Rokossovsky dormindo no carro




Rokossovsky coordenando a Parada da Vitória




Rokossovsky chegando a Varsóvia em 1949 para auxiliar a construção do novo estado comunista polonês
Rokossovsky no final da vida refletindo sobre suas operações na guerra





Marcha Militar "Rokossovsky" escrita por Semion Tchernetsky em homenagem a Rokossovsky




[1]  BIAŁKOWSKI, Wiesław."Rokossowski - How Much of a Pole? .

sábado, 20 de julho de 2013

Lembranças de Volgogrado



        Ninguém poderia dizer que havia um  céu tão límpido e azulado quanto naquela tarde. Preguiçosamente alguns flocos remanescentes dos feixes do gigante Sol batiam na fronte desse pequeno velho que agora anda calado; era um senhor amável, de aspecto meio bexiguento que caminhava um tanto encurvado, aparentando ser mais velho do que era. Era talvez como o seu avô, mas não tinha um único sorriso enquanto caminhava naquela praça  com o netinho.

          — Aqui, meu neto, ficava a fonte Barmaley, uma fonte de pedra esculpida em torno dessa praça para celebrar um conto infantil, escrito por um escritor russo, Korney Chukovsky.
          — Onde, vovô? Eu não vejo nada.
          — Ficava aqui, ela ficava exatamente aqui onde estou.  Era uma fonte linda, tinha no alto seis criancinhas dançando em volta de um poderoso jacaré. Veja, veja, tenho uma foto dela.

          O velho mostrou-lhe então uma fotografia meio envelhecida, já um pouco gasta, da dita fonte que agora não mais existia.
"Essa é a fonte Barmaley, meu neto"

            — Essa é a fonte Barmaley, meu neto; Foi aqui onde eu beijei a minha primeira namorada, eu tinha mais ou menos a sua idade quando tudo aconteceu; Eu lembro que quando dava domingo, as crianças pulavam na água para se refrescar ou mesmo se esconder no pique-esconde e os namorados compravam uma casquinha de sorvete bem ali naquele bosque.
            — O que aconteceu com ela, vovô? — Inquiriu o netinho curioso.
            — Algo terrível, meu neto. Ela se perdeu junto com a minha infância.

            Deixou um filete de água cair dos olhos, o idoso não teve a coragem de enxugar as lágrimas, tampouco esconder os seus olhos tão inchados. Com um aspecto meio sombrio começou a contar uma história para o netinho.

            — Eu tinha oito anos, eu ainda era uma criança quando vim para Stalingrado pela primeira vez. Estávamos saindo do campo para tentar uma vida melhor; Meu pai era violinista, o som de suas músicas dele continua a tocar na minha cabeça... Korsakov, Balakiev, os grandes sabe? — O neto não compreendeu o que o avô dissera, de certo não sabia essa parte da música — Ah! Que estou falando, você é muito novo para entender sobre música; talvez não  refletiu, afinal, que criança hoje em dia saberia quem foi Rimsky-Korskov ou Mily Balakiev? — Os grandes compositores nacionalistas, os nossos músicos tradicionais. Com a invasão nazista em Stalingrado, para o nosso povo, esse era um simbolo de esperança, para os nazistas, de resistência.
            — Do que está falando, vovô?
            — Um dia, um dia, a Gestapo bateu em nossa casa; uma patrulha qualquer, achavamos que só queriam um pouco de comida, mas não era isso. Um oficial entrou arrombou a nossa casa, eu estava brincando na sala quando eu vi ele, parado bem ali na porta. Sorriu para mim com um aspecto diabólico. Minha mãe correu em minha direção e me escondeu no armário da cozinha, antes que eles me encontrassem de novo.
            — E depois, vovô? E depois?
            Viktor  Gadzhiev, engoliu seco, tentou inutilmente lubrificar a sua garganta já muito gasta: a voz lhe falhava naquele ponto... Medo, cansaço? Talvez os dois, mas em todo caso Gadzhiev tomou um pouco de coragem e retomou sua história.

            — O oficial tinha olhos tão escuros que chegavam a torcer sua alma, e o aspecto vitríneo da cicatriz em seu rosto até hoje me apavora nos meus mais terríveis pesadelos. Eu lembro do modo como fitou a minha mãe, e gritou alguma coisa em alemão... Minha mãe não falava alemão então levou um golpe na cabeça, eu só pude ver o modo como eles a arrastaram como um animal para o divã da sala... Ela devia saber que estavam à procura do meu pai.
            O neto fitou-lhe com olhos arregalados, estava assustado com a naturalidade que seu avô contava aquela história... Gadzhiev não esboçava nenhuma emoção em seus lábios e tinha perdido toda a cor de seu rosto, estava mais pálido que um cadáver. Pergunto eu se depois dessa história ele não queria ser um cadáver.
           — Eles entraram no quarto dos meus pais,  procurando o meu pai, e quando eles o acharam, dormindo na cama, cortaram a sua garganta sem cerimônia; Eu pude ouvir da cozinha os gritos da minha mãe chorando — Um soluço tomou sua voz nesse momento   O nazista voltou com os seus encarregados para a sala e de um sinal para o SS que a segurava contra o sofá. Com uma tranquilidade absurda, disse em um russo muito ruim: "Agora, eu já eliminar o seu marido, vamos terminar tudo isso de uma vez, Russiche Schein!"
         Sua voz estava trêmula naquele ponto,  mal conseguia segurar a emoção que de tal magnitude fazia com que tremelicasse suas mãos :
          — Eles cortaram, rasgaram as roupas da minha mãe, na minha frente... E eles a violentaram; um a um, enquanto cuspiam,  xingavam e a humilhavam... Nenhum daqueles terríveis momentos sai da minha cabeça. O modo como o meu pai foi morto, como um animal, tomado pelo sangue de suas próprias cordas vocais, e a minha mãe, sendo violentada por aqueles sete malditos "fritzies" e depois estrangulada para que não contasse sobre tudo aquilo...
        

          —  ...Eles reviraram tudo, tudo que pudesse ter valor foi levado e logo em seguida atearam fogo em tudo  Gadzhiev soltou um tímida lágrima no canto do olho esquerdo, uma lágrima que passaria despercebida senão tivesse tomado o aspecto delgado de suas rugas — Eu era uma criança, uma simples criança, eu não sabia o que era vida até aquela hora. Eu podia ter feito algo, eu podia ter salvado meus pais, mas não eu fiquei lá, no armário, imóvel, enquanto aqueles malditos chucrutes faziam aquelas barbaridades com eles... Desde esse dia não consigo dormir sem me lembrar do que fizeram com os meus pais.

           O pequeno Anton abraçou o avô no tronco e com dificuldade ergueu seus olhos em direção ao choroso avô.

          — Não chore, vovô, não chore, o senhor não tinha culpa. O senhor não tinha culpa.

         O velho abaixou-se e abraçou o seu querido neto enquanto soluçava baixinho, Gazhiev num dado momento não conseguiu se controlar e já chorava à plena voz enquanto alguns transeuntes olhavam para a cena perplexos. Gazhiev soluçava de dor,  era a guerra. A guerra contra si mesmo, a guerra contra a culpa e o sofrimento.

        Com dificuldade as  lágrimas se secaram e em seguida levantou-se para caminhar junto ao neto pela Prospekt .

        — Eu corri  por essa mesma avenida há setenta anos atrás. Esperei os alemães saírem da casa dos meus pais; Fui sem rumo até encontrar aquela fonte abandonada, onde me sentia mais seguro. Entrei nela e me escondi e foi ali que eu passei a minha primeira noite na rua.

        Gazhiev estava estranhamente sério e sua voz estava mais clara do que nunca:

         — De manhã, quando acordei, encontrei  uma nuvem de fumaça no Céu; o ar estava meio difícil de respirar foi quando me levantei e ouvi passos pesados na Prospekt, e um rugido asqueroso de motor passando pela prospekt.. Eu achei que fossem dos nossos, mas quando tirei a minha cabeça da fonte, vi que não eram nossos irmãos... Eram alemães. 

        Gazhiev apontou para onde os nazistas passaram, num entroncamento de ruas bastante pacífico hoje no centro de Volgogrado. A cidade estava mudada, mas ele conseguiu localizar  por onde o regimento alemão tinha passado:

        — Voltei para a fonte, e fui me arrastando para não ser percebido, foi então que ouvi tiros por todo lado, me fingi de morto na hora. Morto de medo ou não. Bem isso não importa.
       — Eles te encontraram, vovô?

       — Eu também pensei nisso, mas não... Eram nossas tropas,  um grande ataque suicida contra os alemães, quando dei por mim já estava rolando sangue... Tentei me esconder, de todo o jeito que podia , tentei me esconder no que tinha na fonte... Então encontrei um soldado, um dos nossos com certeza. Estava ferido,  agonizando bem ao meu lado. Não sabia como agir, era um homem  forte, nunca julgaria que alguém como ele poderia  chorar que nem uma criancinha, mas ele estava.

— O que aconteceu com ele, vovô?

— Ele foi ferido na perna,  não ia sobreviver... Foi quando  percebi que aquela fonte não era só uma fonte, mas uma vala para os nossos soldados.
— Quer dizer que...
— Sim, eu estava no meio dos mortos... Eu conheci a morte muito cedo, meu neto.

"Sorte a minha que quando tudo acabou eu pude desaparecer dali entre os mortos. Nunca imaginei o que poderia ter acontecido comigo se não tivesse saído dali, talvez eu teria sido morto, talvez os nazistas teriam me pegado e eu estaria morto nos fornos de Auchwitz, o fato é que nada me fará esquecer daqueles dias, meu neto. Nada"

— Aqui foi onde o soldado Akaki Akakiev me encontrou vagando pelas ruas de Stalingrado. Ele me levou pro QG e eu fui evacuado para o outro lado do Volga junto com outras crianças. Descobri mais tarde que Akakiev morreu com estilhaços de bomba à caminho de Berlim, mas que sempre lembrava de como tinha salvado um garotinho em Stalingrado.

"Vês tudo isso? Vês, meu neto? Isso, esses prédios não escondem o que aconteceu aqui. O modo como vi os corpos se multiplicarem bem naquela fonte, ou o modo como os nazistas mataram os meus pais. Aqui, esta cidade, tudo isso aqui está repleto de histórias. Toda a vez que venho para essa essa cidade, tenho lembranças, boas ou ruins, da minha infância. Daquela fonte onde beijei minha primeira namorada, ou daquela mesma fonte onde vi o sargento Iagin morrer diante os meus olhos. A guerra é uma coisa asquerosa, toda vez me lembro disso quando venho aqui. Essas são minhas recordações, as quais não desejo para você".


Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...