domingo, 2 de outubro de 2011

Nietzsche

"Deus está morto" (Nietzsche)
"Nietzsche está morto" (Deus)
"Bem, considerando que Nietzsche está morto e que  Deus também está morto concluímos que: Nietsche é Deus! (Algum filosófo  fumando um baseado)

Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha, na pequena cidade por Röcken. Nascido no seio de uma família era luterana, o seu destino seria ser provavelmente pastor como seu pai.
A infância de Nietzsche (a imagem ficou meio tosca que eu desenhei na mão)


Mas Nietzsche perde sua  fé durante a adolescência,  afinal levaram seu pai ainda muito cedo!

Tão logo ele se torna um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia.

"Caraca!" (Você sobre o artigo)
E ele se tornou um dos mais revolucionários filosófos dos século XX, em todo o caso, ele sempre será conhecido pelos seus aforismos...

Nietzsche, logo depois de uma noite de bebedeira...

"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez." 

"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
(Friedrich Nietzsche sobre o alcool, ou não)

Nietzsche para casados...
"No matrimónio existem apenas obrigações e alguns direitos."
(Nieztsche)
 "Só agora que você me avisa!"
(Homem casado)
Nietzsche realizando seu sonho de infância


"Os poetas são impudicos para com as suas vivências: exploram-nas."
(Nietzsche de novo)
 "Semblante tristonho,/ és tu criatura bigoduda/ Fenestro ser/odioso pensador"
(Algum poeta sem talento)

Log do MSN Mensager entre Deus e Nietzsche
"E o homem, em seu orgulho, criou Deus, a sua imagem e semelhança."
(Friedrich Nietzsche)

"Hey, foi o contrário" (Deus)
"Não foi não!"
 "O que eu fiz para você para me odiar tanto?"
(Deus)
" Nada, só não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo"
(Nietzsche)

 Fim do Log, Deus acabou com Nietzsche.

"O medo é o pai da moralidade."
(Nietzsche)

"Não sou não!"(Medo)

Nietzsche indo para a missa...
"Somos muito injustos com Deus. Nem sequer lhe permitimos pecar."(Nietzsche)
"Hey!" (fundamentalista cristão ou o Papa em resposta)

Nietzsche sobre música...
"Sem a música, a vida seria um erro." (Nietzsche)

"Com o Justin Bieber, a vida é um erro" (Eu)
Nietzsche abandonando o seu uniforme de Superman (ele descobriu que não voa): "É melhor deixar isso para o Clark Kent!"

 "Que bosta! Para de citar esse cara" (Um leitor já entediado)

"Torna-te quem tu és." (Nietzche em resposta)

"Há homens que já nascem póstumos."
(Friedrich Nietzsche)
"A Hebe é póstuma antes mesmo de nascer" (Algum engraçadinho)
Nietzsche sobre cristianismo...
 "O cristianismo é uma metafísica do carrasco."
(Friedrich Nietzsche)
"Diga isso para Jesus!" (Alguém)
 A criação...
"...No sétimo dia, Deus descansou, no oitavo dia um engraçadinho disse que Deus estava morto, e o senhor usou uma tarantula para calar a boca do engraçadinho" 
(Genêsis sobre a criação da barba de Nietzsche)

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
(Blog Troikamental)

"Exibido!" (Nietzsche)
O que no final Nietzsche achou de tudo isso. (Foto dele tomando chá com Marx e Freud, eu acho)

A História da águinha

 


Bendido és tu criador do grão elixir do esquecimento e pensar que ninguém sabe onde surgiu você pequeno néctar sem cor, de gosto acentuado que nos deixa tão alegres de estarmos embebecidos em ti, és tu minha Vodka, minha amada Vodka.

A destilação dessa pequena bebida incolor dos mais diferentes cereais e frutos, até de batata és tu feita!

Saibam vocês que há muito se discute de onde vem essa graciosa bebida que me faz esquecer da tristeza da vida. Dizem que pode ter sido na Polônia, outros que ela é tão russa quanto o caviar e a Sharapova!

De certo, a vodca é originária da Europa Oriental, das belas estepes de onde se colhem dos belíssimos campos de trigo aqueles ramos dourados que trazem a mim a lembrança dos meus dias embriagados.

E da Mãe-Rússia e ninguém tasca!


Em todo caso a vodca é a bebida nacional da Rússia e talvez a melhor bebida do mundo.

Вода, em russo, é o termo que designa o líquido da vida, o supro mor, a água, enquanto Водка designa o diminutivo desse termo, águinha (bem coisa de bêbado mesmo chamar uma bebida como essa de "sua águinha"

Os estudos arqueológicos mais recentes apontam que a palavra wodka (gorzalka, originalmente) foi primeiramente utilizada em textos poloneses, sendo o mais antigo datado de 1643.

Entretanto, reza a lenda que por volta o ano de 1386 como um provável marco na origem da palavra vodka quando se conheceu a "aqua vitae" trazida de Kafa, colônia genovesa na Criméia, por um embaixador genovês em visita à Lituânia. 

A aqua vitae é uma bebida comum ao Leste Europeu de for teor alcoolico que se convenciou chamá-la assim durante o período medieval.


Em todo o caso, a vodca moderna é datada do final do século XIX quando Dimitri Mendeleev (o carinha da tabela periódica) fez as cinco destilações da vodca de modo para que ficasse mais pura.


A vodca é tão pura quanto uma lágrima (ditado russo)

Em todo o caso, com o passar do tempo a fama da vodca se tornou internacional, tanto que agora existem três sub-divisões:

  • Ocidental - prima pela pureza e claridade, possuindo aroma neutro e um sabor de álcool limpo combinado à suavidade. As técnicas de produção levaram a uma vodca com mínimas quantidades de resíduos aromáticos e de sabor; Não é tão boa, devo dizer, mas a Smirnoff e a Absolut deviam ser retiradas desse grupo, pois elas são de qualidade próxima à russa.
  • Polonês - é caracterizada pela pureza, mas cria uma vodca de sabor e aroma mais acentuados. Possui um discreto aroma adocicado e um paladar suave, onde o sabor adocicado demora a desaparecer. São ligeiramente mais oleosas (ligeiramente? Eu acho elas tão próximas de um galão de óleo de cozinha!)
  • Russo - bebidas muito suaves de sabor marcante e agradável, marcado por uma sensação de queima depois de ingeridas. Essa é da boa! Foi o cão que botuo pra nois beber! (Jeremias)
Mais uma regra vocês devem levar a letra, vodka não se mistura! (Só se for com soda e se você for mulherzinha!). Seria desperdiçar o valoroso sabor dessa bebida destilada vinda das estepes russas, na boleia de uma estonteante amazona russa, de rubros cabelos, olhos cristalinos, nua, cavalgando as florestas em um alazão branco (pode tirar o cavalo, cavalo tem mais que se fu...).

Seria igual colocar cerveja com whisky, seria como profanar a sacra bebida das Highlands tanto quanto a águinha eslava.

E tem gente que ainda mistura vodca com enérgetico (a UTI fica a dois passos!).
Tico Santa Cruz durante teste
Do que estou falando? Na Rússia não faltam casos de adolescentes usando vodca como colírio para ficarem bêbados (NÃO FAÇA ISSO!!!!!!)


Esse idiota está profanando a memória dos bebâdos russos! Boris Yeltsin está se remoendo no seu caixão!



Aí é demais, também, isso é coisa de metrossexual que não dinheiro para pagar colírio, aí usa a vodca para dar aquela manutenção na lente de contato.

Passemos disso....

Esbolçou-se então uma relação das melhores vodcas do mundo em ordem de importância.


1. Imperia

Rússia (U$ 28,00, perto dos R$ 52,50)

Garrafa da Vodka Imperia



Só pela garrafa já te dá vontade de beber, essa águinha  visa trazer a herança tradicional da vodka Russa utilizando a mesma receita do século XIX, desenvolvida por Dimitri Mendeleev  e patenteada pelo governo de São Petersburgo.

O trigo utilizado para sua produção é colhido no inverno, diretamente do solo negro dos estepes Russos. O tão fértil Tchernozion.

A Imperia usa as águas do Lago Ladoga (maior lago da Europa e o lago que margeia São Petersburgo); Passa por oito destilações, isso mesmo oito!  Por fim é filtrada em carvão e cristais de quartzo para eliminar impurezas.

Não é a toa que é a melhor vodca do mundo.

2. Skyy90

 Estados Unidos (U$33,00 , perto dos R$ 62,00)


Garrafa da Vodka Skyy90

Parece uma daquelas lindas garrafas d'água que a gente encontra naquelas lojas de artigos diversos.

Essa vodka propoem ser  totalmente livre de impurezas, tanto que é 100% aprovada por seus consumidores assíduos, produzindo um impressionante, fresco e sabor, mesmo sendo Ocidental.


3. Jean Mark XO

França (U$50, por volta dos R$ 94,00)



Garrafa da Vodka Jean Mark XO
Por que será que a vodca francesa tem que vir num vidro de perfume!

Essa vodka é totalmente diferente, afinal não é todo dia que vemos vodka de conhaque.

Vodka de conhaque!?

Ela é elaborada a partir de quatro variedades de trigo francês e ainda sofre nada mais, nada menos, que nove, isso mesmo, nove destilações, e ainda é uma vodka micro-oxigenada e filtrada também em carvão.

4. Ultimat

Polônia – U$58



Vocês acham  mesmo que a Polônia ia ficar de fora?

05. Xellent

Garrafa da Vodka Ultimat

Suíça – U$37


Garrafa da Vodka Xellent
 Vodka nos Alpes?

Taí uma boa idéia, resfriar a vodka na neve enquanto você vai esquiar.

6. Call 42 Below

Garrafa da Vodka 42 Below

Nova Zelândia – U$30


Essa vodca é um produto limpo e de muito bom gosto,afinal, ela usa água de uma nascente de alta profundidade. O nome se refere tanto a localização da destilaria 42º graus abaixo do equador e seu teor alcoólico de 42% (também chamado de “degraus” em outros países).

07. Hangar One

Garrafa da Vodka Hangar One

Estados Unidos (EUA) – U$33


Fornece precisamente aquilo que esperamos de uma boa vodka: bom corpo, sem impurezas e ainda contém um toque de licor proveniente da destilação de vinhos da Califórnia. Imagina o sabor da danada!


Roth California

Estados Unidos (EUA) – U$35


Garrafa da Vodka Roth California
A Roth Califórnia é a única do mundo com a bênção de vodka dos E.U. Tribunal de Sommeliers Master, e é produzida a partir de quíntupla destilação de uvas Califórnia.
Essa é uma boa vodca para martine.

09. Stolichnaya Elit

Garrafa da Vodka Stolichnaya Elit Rússia – U$60


Ela tinha que ficar na lista, essa vodca remonta os tempos da URSS, quando ela era a vodka estatal. Mas não confunda “Stolichnaya elit”, com sua irmã mais velha, a popular “Stoli”. Essa é mais fina que a sua irmã popular

Feita a partir de cereais, é triplamente destilada submetida a um único processo de filtração que eleva sua temperatura a 18º C. O resultado não podia ser outro: encorpada, limpa, de textura suave e sabor diversificado.





10. Kauffman Luxury Vintage


Rússia – U$100


Uê, não é  vodka russa? Por que esse nome?
Garrafa da Vodka Kauffman Luxury Vintage

Essa vodka oferece uma grande textura e sabor surreal, mesmo que a nomenklatura Vintage apareça apenas em vinhos bem elaborados, essa águinha merece esse nome.

Requinte é com essa vodka.

Mulher fazendo propaganda da Vodka 42 Below
E aí, morreu?

Aviãozinho terrorista

"Americano planejava atacar Pentágono com avião de controle remoto, diz FBI
Fonte BBC Brasil


Um americano de 26 anos foi preso por planejar o choque de um pequeno avião com controle remoto, cheio de explosivos, nos prédios do Pentágono (sede da defesa dos EUA) e do Capitólio (sede do Congresso), em Washington, disseram nesta quarta-feira autoridades.

Rezwan Ferdaus também foi acusado de tentar fornecer material para a Al-Qaeda e ajudar em ataques a soldados americanos.

O americano, que é estudante de Física na Universidade Northeastern, é acusado de planejar a realização de atos de "jihad" (guerra santa islâmica) desde o início de 2010.

Ferdaus foi preso em Boston (Estado de Massachusetts) depois de uma investigação realizada pelo FBI (polícia federal americana) sob disfarce.

O Departamento de Justiça dos EUA disse que os agentes do FBI mantinham contato regular com Ferdaus por algum tempo antes de sua detenção.

Fazendo passar por cúmplices, os agentes deram ao suspeito os explosivos, o avião com controle remoto e armas.


Ferdaus foi detido imediatamente depois de colocar as armas recém entregues em um depósito, disse o FBI.

No entanto, a promotora Carmen Oriz tentou passar uma mensagem de tranquilidade. "O público nunca esteve em perigo devido aos explosivos", disse ela, afirmando que o material estava sendo controlado por funcionários disfarçados do FBI.







Caso seja condenado, Ferdaus pode pegar até 15 anos de prisão por "dar apoio e recursos a uma organização terrorista estrangeira". Além disso, ele pode ser condenado a até 20 anos de cadeia por tentar destruir instalações da defesa nacional."

Isso foi com um aviãozinho de controle remoto!

Imagino daqui uns dias os FBIs prendendo as criancinhas no Central Park sob a acusação de tentarem formular um atentado terrorista ao Empire State unicamente por estarem brincando com aviãozinho de papel.

Por falar em aviãozinhos... Eu queria ver se isso pegaria no Brasil, o tanto de aviazinho do tráfico preso seria um tanto absurdo.



Mas que bela ideia do camarada, já que não tem como ele sequestrar um Boeing 747 de quatro turbinas, ele colocou um pouco de TNT num aviazinho de brinquedo do Barão Vermelho; Só vai faltar cantarolar Die Walkirie agora.



Mas sério, morrer atacado por um aviãozinho de controle remoto é tão triste quanto ser atropelado pelo Papamóvel.


Bullying

O homem é o lobo do próprio homem 
                                                                                                                               Thomas Hobbes




                A violência no âmbito escolar tornou-se um grave problema para pedagogos e psicólogos durante as ultimas épocas, constituindo um novo objeto de observação e análise, o bullying.
            A mídia de massa ultimamente anda dando muito foque a essa questão com fins sensacionalistas, dando a impressão que o bullying é um fenômeno atual, coisa que não é.
            Em relação aos Massacres de Columbine School, nos EUA, e de Realengo no Brasil, o bullying foi a força motriz que impulsionou esses eventos de violência extrema, mas é inconcebível afirmar que o bullying constitui um fenômeno novo.
            O bullying, em si, pode-se encontrando em praticamente todas as épocas, tendo em vista que é produto de preconceito, mas talvez o bullying tenha tomado proporções nas instituições acadêmicas a partir da Baixa Idade Média, com o advento das Universidades e Escolas de Ofícios, onde um aluno podia ser hostilizado por veteranos ou indivíduos mais abastados e isso poderia refletir em sua vida.
            Há inúmeros exemplos na História  de personalidades no decurso do tempo que sofreram com algum tipo de violência escolar. Mas o caso mais notável poderá ser este:
Imaginem vocês um jovem recém saído de uma província longínqua de um reino que ingressa numa escola dedicada à nobreza, o menino era baixinho, tímido, falava com um sotaque carregado e não conseguia soletrar direito, logo foi hostilizado por seus colegas por seus modo e por seu sobrenome estranho, meio italianado, mas então ele se empenhou em história, geografia e matemática, tornou-se aluno aplicado e um dia se tornou general. Esse homem era Napoleão Bonaparte.
Esse exemplo mostra que bullying em si não é tão recente, mas o seu estudo em si ainda é recente e ainda não muito detalhado, mas os dados já descobertos mostram fatos assustadores.
            Afirma-se, de acordo com relatório da campanha Aprender sem medo, por volta de 1 milhão de estudantes, em todo o mundo, sofreu algum tipo violência escolar, sendo o bullying a principal agressão.                   
O bullying  é caracterizado por ser uma pratica agressiva com fins depreciativos executada de diferentes maneiras, mas de modo contínuo, para oprimir a vítima, constituindo assim de uma interação social com uma disparidade de forças. 
            O agressor revela toda a sua brutalidade contra a vítima, manifestando-se de forma direta ou indireta, hostilizando os seus comportamentos, traços físicos, pensamentos e crenças, sem qualquer causa aparente.
            Por meio de insultos, ameaças e, por vezes, agressões físicas, o agressor sente-se em um papel de dominador, conquistador, por assim dizer, sobre “a presa”, tomando uma postura de autoglorificação pessoal.
            A vítima típica sente-se impotente diante da situação, não possui grandes expectativas de solução, sujeitando-se às humilhações impostas, mas cria diante de si uma mágoa e um ressentimento contra o agressor, que podem tornar-se perigosos quando manifestados.
            Deve-se analisar o evento por inteiro, das óticas de todos os envolvidos em si no processo.
            O agressor pode despejar todas as suas raivas e decorrentes de ambientes familiares instáveis com possíveis violências domésticas, incertezas quanto ao seu desempenho escolar, mas pode apenas manifestar intolerância à diversidade cultural, étnica, sexual ou física. Quanto a isso, o que fazer?
            Os pais algumas vezes são responsáveis pelos atos dos filhos, embora o ambiente instável familiar pareça estar intimamente ligado à responsabilidade dos pais,  esse não é a única culpa que pode ser atribuída aos pais. Alguns pais moldam seus filhos com seus preconceitos e concepções, aversões a determinadas culturas, religiões, aspectos físicos e sexuais. Citar o caso das mães mulçumanas na Bósnia Hezergovina que  incentivam os filhos a odiarem os sérvios e croatas por terem matado os cidadãos árabes.
            Esse não é o único desvio de conduta que alguns pais podem cometer quanto a criação de seus filhos, o responsável que é bastante permissivo com alguns comportamentos do filho também é culpado. Afinal de contas, um pai que não impõe limites ao filho e não mostra as consequências de tais atos, não está criando um individuo, no sentido social da palavra. Mas não pode-se esquecer que alguns pais, por via do trabalho ou da falta de tempo, não dão grandes atenções aos filhos, como demonstrar afeto ou impor limites.
           
            Cleo Fante, autora de Fenômeno bullying: Como  prevenir a violência nas escolas e educar para a paz, texto em destaque, ainda mostra que o agressividade dos autores ainda pode ser fundamentada na “ausência de modelos educativos humanistas, capazes de estimular e orientar o comportamento da criança para a convivência social pacifica”.
Enfim, deixando a parte essa discussão, é inegável o fato de o agressor sentir-se superior à vitima, mostrando-se “um caçador” diante da “presa”, e possuindo até um senso de admiração entre outros possíveis agressores, isso que é absurdo.
Assim, o praticante do bullying ignora os efeitos nocivos  de sua violência irracional que podem ser altamente destrutivos, dentre os quais destacam-se a depressão, com consequente isolamento social ou agressividade, e o aumento de probabilidade de suicídio e homicídio juvenil.
            Agora vejamos o bullying da ótica do agredido, as vitimas podem ser classificadas em três classes, a vítima pode ser típica, provocadora ou agressora.
            A vítima típica é normalmente foco de agressões por não se enquadrar no “padrão” definido arbitrariamente pela sociedade e principalmente pela mídia, assim ela se sente diminuída e não se vê em posição de revidar as provocações, sentindo-se oprimida, chegando a alguns casos depressivos, mas, geralmente, nunca denunciam seus agressores, por temerem serem agredidos, por acharem sem importância ou por acharem que não adiantará nada. 
            Há que se levar em consideração o fato de que alguns pais desconsideram o fato do bullying, desdenhando, algumas vezes, as vitimas e tentando minimizar a situação. Só agindo em prol da vítima quando o problema toma proporções sérias.
            A vítima provocadora distingue-se da típica, por enfrentar os agressores, seja antes das agressões terem início ou revida as agressões, mas não obtém sucesso, em todos os casos ela perde.
            Já a vítima agressora se caracteriza por um individuo que sofreu bullying e o reproduz em outras pessoas.
            Com o tempo, o jovem absorve as agressões sofridas, mas não manifesta  reação, acumulando rancor e ódio para com os agressores  que pode ser manifestado por: Depressão, Suicídio, formação de gangues, assassinato juvenil e outras tantas manifestações.


“Livre, livre. Meus olhos seguirão ainda que meus pés parem”, essas foram as últimas palavras de um adolescente espanhol, antes de jogar-se com sua bicicleta em um precipício na Espanha, em razão das agressões sofridas.
Esse tipo de casos demonstra como o problema deve ser encarado e mostra a letalidade do bullying, sendo assim crucial combatê-lo pela raiz. Não é a escola a raiz do problema, mas a sociedade, com seus preconceitos, seus estereótipos obsoletos e arcabouços ideológicos implícitos na mídia.
A escola em si só reflete o que há na sociedade, afinal a escola é uma instituição que sustenta a sociedade, mas é nutrida pelas ideologias da sociedade. Em todo o caso devemos combater qualquer tipo de violência no âmbito da  escola.
A  psicologia pode fornecer material para compreensão do problema, mas cabe ao educador o papel de identificar, analisar e coibir qualquer incidência de bullying. A omissão pode ser tão danosa quanto à prática da agressão escolar. 
Estuda-se a relação conflituosa entre o agressor e a vitima, mas acaba se esquecendo os coadjuvantes desse fenômeno dentre os quais podemos citar: alunos espectadores, professores e outros profissionais da instituição em si.
O aluno espectador presencia o bullying, sabe que acontece, porém como não o afeta de forma direta, já que não agride nem é a vítima, afinal de contas, no seu imaginário, se “ela (vítima) não denuncia, então por que devo denunciar?” Esse imaginário esconde um conformismo, às vezes associado a um medo de se tornar uma “presa”.
O professor, embora possa se achar alheio a esse comportamento, também está envolvido, pois cabe a ele identificar, denunciar e coibir o bullying, isso pode ser fácil do ponto de vista teórico, mas na prática tudo fica difícil. É verdade que há funcionários desmotivados para solucionar o problema, mas os interessados em solucionar, ainda podem encontrar dificuldades no sistema educacional em si, na burocracia, na realidade violenta de algumas escolas ou até mesmo na relutância de alguns pais quanto ao bullying.
A omissão dessas partes integrantes do fenômeno pode ser perigosa, pois torna mais difícil a solução do problema, por dificultar a sua identificação. Em todo o  caso Fante (Pag. 77 de Fenômeno Bullying : Como  prevenir a violência nas escolas e educar para a paz) mostra aos pais como identificar se o seu filho é um elemento participante do bullying e se sim, se ele é uma vitima ou agressor, mas a visão com que ela numera é um tanto simplista, por que por mais que as generalizações sejam boas, elas não constituem necessariamente um fator preponderante para a verdade.
Fante ainda diz que os pais devem ficar atentos quanto ao bullying, mas não devem tomar uma atitude a não ser denunciar ou instruir a criança sobre que postura tomar.
Quanto ao diretor de instituição cabe o papel de averiguar qualquer denúncia, não importando os impactos sobre si, e garantir a quem denuncia proteção e sigilo, deixando assim a vítima mais tranquila quanto ao seu papel de acusar. O problema é encontrar, embora existam, profissionais motivados para isso.
É sabido que à vítima, cabe o papel de denúncia e de resistência ao agressor, não se prostrando diante a qualquer humilhação e ameaça que possa ser feita, mas ela deve receber apoio familiar, dos funcionários das instituições de ensino e das testemunhas do ato.
Entretanto, não deve-se esquecer o papel da sociedade no bullying com  sua  uma estereotipização e preconceitos, refletidos na mídia de massas, além da infindável teorização de uma beleza utopista e excessiva, isso provoca assim uma sensação de inferioridade quanto aos mais diversos grupos de uma sociedade. À sociedade cabe o papel de repensar conceitos e práticas, a fim de estabelecer um melhor convívio social.
Quando nada do que foi esboçado for feito, as consequências  do bullying se apresentarão, afetando a todos, mas principalmente a vitima, que se sentirá traumatizada, podendo apresentar prejuízos nas futuras relações de trabalho (Onde no trabalho pode sofrer também bullying), pode ainda ter prejuízos na constituição de uma família, mas o mais assustador é que sua saúde física e mental pode ficar abalada para sempre.
Em todo o caso a superação do trauma pode vir naturalmente ou não, dependendo do indivíduo,em todo o caso será difícil, pois quem não alcança sua auto-superação acaba por estar fadado a uma vida com pensamentos negativos e pensamentos de revanchismo, baixa auto-estima, além de possibilitar o aparecimento de transtornos mentais e psicopatologias graves, como foi Wellington Menezes de Oliveira, o serial-killer de Realengo.
Realengo sempre será lembrado, por que é uma ferida que mostra uma sangria perpetrada pela violência na escola.
Enfim, o bullying pode ser um fenômeno de estudo contemporâneo, quanto ao âmbito escolar, mas ele não é nada menos que um reflexo de uma sociedade preconceituosa e ambígua, na qual, ao mesmo tempo em que prega contra o preconceito, mas ela própria realiza.  Ao mesmo tempo em que o educador deve combater o bullying na escola e que a vítima deve denunciar, a sociedade deve engajar-se em prol da juventude, repudiando qualquer tipo de violência na escola,  assim como deve repudiá-la na âmbito social.

sábado, 1 de outubro de 2011

Central de notícias (texto do blogueiro)


FOLHA DA CORREDEIRA
Ribeirão Procópio, segunda feira, 5 de março de 2007

Brincadeira acaba em morte

Ontem,dia  4 de março, durante o aniversário de nossa amada cidade, Ribeirão Procópio, um crime sórdido aconteceu perto a roda gigante do Parque Municipal Rosa de Luxemburgo.
Com a intenção de “pregar uma peça” ao amigo José Pascolátio, o tão conhecido “Latinho da Feira”, João Lotérico convidou a namorada de Pascolátio, Juliana Critica, para um encontro romântico na roda do parque, perto da Boca do Rio.
José Pascolátio havia acabado de fechar a sua barraquinha de peixes na feira e foi ao parque comemorar o aniversário de nossa tão querida cidade, até que avistou Lotérico de mãos dadas com Juliana Critica. Em meio à iminente traição, o peixeiro “Latinho” desembainhou sua peixeira e correu para cima do casal.
“É por isso que ‘ocê’[1] não quis vir comigo, não é, rapariga? Pois vou furar teu ‘bucho’[2]”, foi o que José falou, segundo uma testemunha. José deu cinco facadas na jovem e depois partiu para cima do João.
“Foi horrível!”, relata outra testemunha. Após uma tenaz briga pela posse da arma, José Pascolátio esfaqueou o amigo de longa data, João Lotérico, doze vezes, talvez treze, até ser detido pelo guarda do parque, o guarda Belo, por ter sujado de sangue a estátua recém inaugurada de nosso querido e amado prefeito Ubirajara Ajuricabal.
Juliana Critica foi levada pela gloriosa ambulância de nossa querida cidade, doação de nosso amado prefeito, com o dinheiro federal, até o município mais próximo, Projoara do Norte, há trezentos quilômetros de distância de Ribeirão Procópio, mas infelizmente ela chegou sem vida para a fila do SUS[3].
Quanto a João Lotérico, tirou a grande sorte de ter sido atendido pelo doutor de nossa cidade, o cunhado do nosso querido prefeito, na mesa do açougue Ajuricabal, mas veio a falecer pela falta de uma mesa de cirurgia no açougue.
José Pascolátio foi preso em flagrante por duplo homicídio doloso, mas foi libertado, uma hora depois, por bom comportamento.
Enquanto isso a estátua de nosso amado prefeito continua suja de sangue de João Lotérico, e a previsão da licitação para a limpeza ocorrerá daqui doze meses.

(Essa crítica quase trágico-cômica da Imprensa e da vida social e política brasileira seria talvez engraçada se não fosse tão verossímil com a realidade)


[1] Forma informal de “você”
[2] Forma informal de “barriga”
[3] Sigla de Serviço Único de Saúde, uma espécie de seguro-saúde comum ao Brasil que é precariamente penoso de se ver.

Memórias de um rei




“Eu tinha um dos maiores reinos na Ilhas da Índia e da China, eu era líder de poderosos exércitos, era ainda senhor de escravos e tinha cinco dúzias de empregados. Ainda possuía um enorme séquito, uns imprestáveis de marca maior, vide o Sheik Abud Al-Mikoian. Eu era tão feliz!
E pensar que tudo isso me foi herança de meu finado pai, o poderoso rei Rajik, o Grande, que conquistou as terras desde o deserto de Kobe até as vastas terras do Transcáucaso e que generosamente as repartiu entre mim e meu irmão, Chazaman.
Eu era poderoso, fazia os califas se borrarem de medo diante o meu poder, mas passei vinte anos da minha vida sem sequer ver meu irmão. Senti saudades e mandei-o vir ao meu palácio.
‘Ouço e obedeço’, disse meu pobre irmão, que sem nem mesmo saber, àquela altura, estava a ser traído por sua fogosa esposa e o seu empregado vindo do Baixo Egito.
Ela era linda, uma beleza estonteante como as dunas dos meus domínios sob o crepúsculo do solstício. Ela era bronzeada, tinha olhos de esmeralda, iguais aqueles que encontramos nas belíssimas ciganas, cabelos negros e rosto sensual.
Quem diria que ela seria ao final uma víbora?
Em todo o caso, meu irmão apercebeu-se da traição e ali mesmo ele os fatiou na cama onde ele e sua esposa dormiram na noite anterior.
Veio a mim o meu choroso irmão, com sua corte de camelos, mulas e auxiliares, após matar os dois infames traidores.
Ele estava tão entristecido que sequer pude insistir para que me acompanhasse na caçada que faria naquela belíssima tarde de verão e suplicante, pedi que descansasse em meu palácio...
O meu palácio era imponente, um dos maiores daquela parte das arábias, era a jóia do meu reino, como me lembro o quão agradabilíssimo era morar ali; Era tôo feito em Mármore de Carrara, fruto de um espólio que ganhei quando ataquei uma embarcação veneziana perto de Jerusalém quando ainda acompanhava Saladino na extensa e sangrenta Jihad, mas o mais bonito daquilo tudo, sem dúvida, eram  as cúpulas vermelhas de cerâmica cozida misturada com ouro que encomendei do Principado de Moscóvia.
Ah! Meu belo jardim! Ele dava para a mesquita do grandioso Alá e era aberto ao meu povo durante as festividades do Ramadan; tinha as mais exóticas plantas do Oriente, todas regadas por um chafariz cercado com as esculturas de nossos mais ilustres profetas. Quem diria que seria ali que eu seria traído?
Fiquei muito assombrado ao saber da traição de minha esposa com o escravo vindo do califado de Bagdá, mandei que os dois fossem mortos imediatamente; após a isso, mandei por fogo naquele jardim da discórdia, onde plantei inconscientemente a semente da traição que agora me consome com os seus espinhos. Nunca mais quero saber de jardinagem!
Ao ver com os meus olhos as labaredas do fogo consumirem o belíssimo jardim, vi minha alma ser consumida  pela chama do rancor; agora o chafariz irriga-me a ira. Prometo que de hoje em diante irei dormir com toda a virgem casta do meu reino e à aurora do outro dia irei mandar matá-las em sinal de vingança!”
(Diário do rei Chariar, 2 de Safar de 589, calendário islâmico)
Baseado no conto as Mil e uma Noites

Chegamos ao 100

Finalmente, após meses a fio, filnalmente, consegui um objetivo secundário na escalada desse blog, a postagem n° 100.


É com extema alegria que percebo o quanto evoluiu essa página e o número crescente de visitante, apenas devo dizer: Obrigado.

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...