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terça-feira, 20 de maio de 2014

Um poema de noite

O semblante luminoso
do Cruzeiro do Sul
Seduz meus olhos
Com uma pequena
teia celestial
no imenso mapa estelar

O trópico de câncer
Inventa uma circunferência
No pequeno globo azulado
Cujo pequeno cosmonauta exclama
"A Terra é azul"

Pequena bola irregular
Feita de água e sal
Numa bolacha espacial
De um retirante sem lar

Queria que as estrelas
Tivessem respostas
Que escrevessem notas
Que parassem de viver entre elas

Que será esta pequena estrela?
Uma pequena anciã de cem anos atrás
Ou mesmo essa nova estrela?
Será uma supernova?

Supernova são ideias
Que saem do papel
E tomam a forma
De um sorriso

Sorriso de menina
Bem sapeca
Que abraça a alma
E beija meu corpo

Sorriso cigano
Que beija a escuridão
E brinca de criar ciúmes
No meio da sensação

Nas pequenas estrelas
Que observo de olho nu
Brinco de ficar te olhando
De corpo nu

Cigano sentimento de minha parte?
Nem sei consorte e mate
Pois tudo que me corta o peito
É pensar em Netuno e Marte

Quer me beijar? que me beije
Quer me ignorar? que ignore
Quer jogar? Que jogue
Mas não venha tomar
A sorte que é sorrir às estrelas
E beijar a escuridão dos seus olhos

Olhos de menina
Cujos barcos
estão presos
à marina


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poema sem número

Há três coisas
que não farei nesse Mundo
Crimes, filhos
e recitar paixões em público
Sei dos caminhos
Que levam o coração
Mas são estes mesmos
Que levam à perdição

domingo, 1 de abril de 2012

Uma mentira

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

O poeta é um contador
De mentiras da mente
Canta com tanto clamor
Um sentimento demente

O poeta é um escritor.
Escreve tristemente
Canta a sua triste dor
Do coração ausente

Rima com louvor
Canta a loucura
Tão louca, consciente
O amor e ternura

Eis aquele que escreve,
Sobre querida sente bem,
O velho amor que teve,
E que agora não tem.

Eis na ode chorosa
Tenta  entreter a razão,
Nesse nó de corda
Que se chama paixão.

sábado, 24 de março de 2012

Dor cantada

Maior clamor nem mais estranho existe
que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando se sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

A dor ainda hoje persiste
Dor clamada, dor cantada
O velho amor ainda resiste
Nessa face já amargurada

Eis uma alma triste:
Nada mais me agrada
Desde que partiste
Você minha amada

Alma acabada
A minha existe
Para ser cantada
A ode triste.

Amor, doce amor

Pergunte a um sábio,
a diferença que há
entre amor e amizade,
Ele dirá a Verdade...

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor é perecível,
a amizade perdura.

O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
O amor dá paixão,
a amizade compreensão.

O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade é certeira,
Sem se tem certeza,
que torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a paixão é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando amor é antigo,
O tempo não é mais
Um grande inimigo
Pois quando se passa
Mas se sente querido

Solidão

Parece que foi ontem:
Parece que foi hoje
Que ela partiu
Levou sua mala
Levou sua gata
Levou o meu coração
Triste não?
Nem se despediu,
Simplesmente partiu
Que dia triste
Solidão existe.

Ela

Ela gostava de três coisas nesse mundo:
Cantar canções melosas, sorrir dos saltimbancos
e contar contos antigos já bem gastos.
Não gostava de me ver chorando,
nem de ficar recitando sua beleza.
E nem de canções homéricas
... e eu a amava.

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...