sábado, 19 de novembro de 2011

A erva maldita

         Antes de mais nada eu devo me mostrar contrário ao consumo de drogas, não por ser ilegal, mas pensem comigo... Além do fato de que você está acabando consigo (Eu pouco ligo o que você faz ou deixa de fazer), você sabe como essa coisa passou na fronteira?


          Pode ter sido por um carrinho de esterco...


Man with wheelbarrow of dung
Pode ter sido assim que passou essa porcaria!

         Talvez você não ligue para higiene, afinal você quer ficar doidão, não é mesmo? Questão, quem precisou morrer para trazer essa coisa pra você?

O pequenino provavelmente está triste porque talvez o pai dele não voltará para casa! Tudo porque você queria fumar um pouquinho! Não te dá vergonha?

         Não se dê de ingênuo, e afirmar que você não tem culpa, alguém deve ter morrido na fronteira por causa disso, afinal isso é ilicito!


         Se por sorte, ninguém morreu e essa coisa passou... Você financiou a corrupção policial!


E ainda se pinta de moralista! Por favor!

         E se você pagou, você além de ter financiado algo ilegal como o tráfico de drogas (mas você não liga para isso, não é mesmo), você financiou mortes, corrupção, e o tráfico de armas, afinal eles vão querer fazer a segurança da "mercadoria", ou seja você financiou que mais armas sejam usadas no país...


E o BOPE tem que limpar a merda que você fez!


         Mas você não liga, não é mesmo?


          Afinal de contas não é você que exposto à criminalidade... Não é você que tem que ficar caladinho diante o poder do traficante... Não é você que vive com medo de uma bala perdida!

           Mas você reclama que a criminalidade aumenta, que a polícia se corrompe, que o Estado não faz nada... Mas você, justamente você, que financia essa merda!

            Dir-me-ão então... Que tal legalizar a maconha?

            Eu digo em resposta: Eu tenho um, apenas um, argumento que quebra tudo isso... Você legalizar mesmo o comércio dessa porcaria e regularizar os traficantes, que mataram e corromperam tanto a sociedade? Você acha isso sensato?

            Mas, não, me dirão que o crime irá reduzir que o tráfico irá acabar... O tráfico logicamente acabará, mas o que garante que o crime vai acabar?

            As dívidas de drogas continuarão, o poder dos traficantes continuará, os crimes acontecerão, e eu sequer estou argumentando do ponto psicológico no qual a droga influi, pois aí já é outra discussão!

            "A Holanda fez isso, e deu certo"

Que péssima reputação que ronda a Holanda, isso é terrível
             Um momento, nem tanto assim, a Holanda pode ser bem liberal de nascimento, mas até lá é monitorado o percurso da droga... E ainda sim, a reputação dos holandeses ficou bem denegrida na Europa quanto a isso, quem viaja pela Europa, sabe como os holandeses são recepcionados... Como um bando de maconheiros que promovem orgias ao ar livre!

             Isso é um baita preconceito, mas acontece na Europa.

             Ser cotado assim não deve ser muito legal, eu acho.

             Poderão dizer que as drogas também raízes religiosas e culturais, infelizmente isso é verdade, os Incas mascavam mesmo folhas de coca para seus rituais e os quechuas que hoje habitam a Bolívia a mascam para terem maior resistência ao trabalho... Agora, quem disse que é toda a hora que eles fazem isso?

           Os americanos sem dúvida são os maiores consumidores de drogas do mundo... Isso é indiscultível.

            Agora sabiam vocês que o talibã é financiado através da venda de drogas, como o ópio? E que grande parte desse mercado é dos Estados Unidos? Isso é um paradoxo.

            Os Estados Unidos estão em guerra no Afeganistão contra o talibã, mas indiretamente financiam as atividades de seu inimigo!
Como vocês acham que esse carinhas recebem?


           E por falar em Ópio, sabiam que ele provocou uma guerra? Isso mesmo, a Guerra do Ópio, na qual mercadores ingleses queriam que fosse legalizado o Ópio na China, tendo em vista que boa parte do mercado do Ópio vinha da China.

        O Ópio era utilizado na China apenas para fins medicinais, dado que se sabia de seus efeitos danosos, mas barcas inglesas começaram a contrabandear o Ópio e a vender nos portos da China, não demorou muito para os chineses ficarem todos viciados e o governo chinês restringir a entrada desses navios... Resultado, a Inglaterra entrou em guerra com a China para garantir o comércio de Ópio e ainda levou a cidade de Hong Kong como presente.

Isso mesmo, esses barquinhos bonitinhos foram destruídos por causa dessa coisa

       As drogas derrubaram governantes, como Aleksandr Kerensky, que saibam vocês, via-se mais chapado de ópio do que governando mesmo o governo menchevique que se estabeleceu na Rússia depois da Revolução de Fevereiro, ele era famoso por isso.
Kerensky era mô drogado! Não a toa que houve outra revolução!


        As drogas causam guerras, causam mortes, fazem mal, financiam a corrupção... Se você ainda prefere isso, você é mais burro do que eu pensava!

O perigo fascista

          Faz muito tempo que não me desatino defronte a meu teclado a escrever... Em parte por não achar tempo mais vago, em parte por não ter mais ideias, mas uma coisa me fez levantar dentre os omissos.

          O Perigo Fascista!

Com punho firme destruiremos essa nefasta corrente!

          Isso mesmo, parece que a Segunda Guerra não foi o bastante para esses degenerados, e eles querem propagar mais uma vez a selvageria e a brutalidade pela face da Terra; os fascistas estão voltando...

          Pareço alarmista, mas não estou sendo, o fascismo vêm crescendo nos últimos anos... Talvez porque a estupidez começou a se alastrar de novo, talvez pela crise econômica, ou talvez um bando de desocupados sem nada para fazer acha interessante a ideia de sair pelos cantos assolando as grandes cidades com a sua mera presença;

          E não diferentemente, à Alemanha, à Inglaterra, e até a Rússia, a cidade São Paulo é assolada com esses crápulas barbarizando as noites em busca de sangue, estou falando obviamente do neonazistas, os carecas, os skinheads...

         Eu tenho que revelar que tenho um ódio mortal por nazistas, um ódio patológico que as vezes me traz sentimentos revanchistas, talvez porque eu tenha conhecido dois senhores que sofreram a bárbarie dos campos de concentração e me contaram em detalhes o horror que passaram em Auchwitz e Treblianka.

Ficheiro:WW2-Holocaust-Poland.PNG
Quem sabe esse mapa de horror, sabe que não pode brincar com o fascismo!
        Talvez porque os nazistas perseguiram tanto nós judeus, exterminaram tantos de nós, que esse ódio acaba impregnando o meu DNA. Ou simplesmente porque comunistas não gostam de fascistas.

        Dizem que não devemos temer o perigo fascista... Estão redondamente enganados, afinal Chamberlain fez a mesma coisa na Conferência de Berlim e Stálin fez a mesma coisa no Pacto de Não Agressão, vejam onde eles chegaram!
"That's the peace of our time",  A paz da sua Era foi a Segunda Guerra Mundial


        Não sabem os "leigos" que enquanto eles dormem, rondam pelas praças, pelas ruas, esses cavaleiros do Apocalipse trazendo horror e mais dor à violência que contamina as nossas cidades... Eles depredam sinagogas, atacam os negros, espancam até a morte os imigrantes, fazem coisas inimagináveis com os homossexuais... E tudo porquê, porque são fascistas!

Para eles isso é um passatempo de final de semana, para nós isso é um desastre irreparável!

        O fascismo é um crime não só contra as minorias, mas contra toda a humanidade, e não pensem vocês que está obscuro, ele pode estar à margem, se escondendo na penumbra, passando por despercebido, mas ele continua vivo... Os neonazistas rondam as nossas ruas, mutilam nossos irmãos, aterrorizam os passantes.

       As provas mais marcantes podem até ser os crimes na Avenida Paulista... Quem conhece São Paulo sabe que à noite, a Avenida Paulista é o ponto de encontro dos homossexuais, e nos ultimos tempos vem sendo assolada por uma corrente de agressões gratuitas contra homossexuais...

Acreditem vocês, mas o que esse cara tem na mão é uma lampada de LED de bastão e bateu no outro cara com ela, isso no centro financeiro de São Paulo
          Isso não tem nem um ano que aconteceu... Mas a questão sequer foi resolvida! Por quê? Pois o Estado logicamente é omisso!

         Afinal para o Estado é muito vantajoso terem essas tropas paramilitares, que sequer precisa custear, para assolar a população, impor medo, e impedir convulsões sociais, é por isso que o estado é omisso.

         O Estado pouco se importa com crimes dessa natureza, não longe, as penas para tais crimes são as mais brandas possíveis... Por que será?

          No seio do seu imaginário, o Estado não liga para as minorias, até prefere que elas não existam, afinal de contas o Estado é o governo de uma minoria poderosa tentando exercer poder sobre uma maioria a qual não admite diferenças.

         A polícia, eu venho dizendo isso há anos, não é para proteger a população, mas é para proteger o Estado! O Estado precisa de mecanismos de proteção para quando se tornar impopular, não caia.

          Eu não sou anarquista, eu ainda acredito que precisemos do Estado, mas não esse Estado... Em todo caso, eu não estou dizendo nenhuma mentira.

          Os levantes no Mundo Arábe e em Wall Street provaram isso... Mas isso não está em pauta.

           Com a invasão da reitoria da USP as coisas pioraram... Eu sou contrário ao que os estudantes da USP fizeram, pois se levantaram em prol de uma causa falha... Querem que eu mostre?

           Afinal de contas, dois estudantes foram supostamente pegos fumando maconha no campus da Universidade, não é novidade que isso ocorre em todas as universidades do Brasil, que o consumo de drogas cresce em torno dos campus universitários...

           Dois estudantes foram pegos pela polícia, pela lei brasileira, consumidor de drogas não é preso! (embora esteja doente, financiar essa coisa é tão criminoso quanto traficar), eu não estou avaliando se plantaram provas ou não, a polícia às vezes faz isso mesmo... Foi mal, mas faz.

O governo faz isso mesmo


         Se considerarmos isso, se considerarmos que plantaram provas, não seria o caso de entrar com uma ação contra os policiais, ou pedir sua suspensão? Mas não, o que os estudantes da USP fizeram, pediram que a Polícia saísse do Campus!

Ocupação da Reitoria da USP
    
Não é novidade que os Campus Universitários são isolados e mal patrulhados, que crimes acontecem na Universidade... Como roubos , assaltos, estupros e até assassinatos! Na UnB mesmo, tinha um maníaco que ao anoitecer estuprava as estudantes quando elas saiam... E mesmo, o roubo de automoveis e calotas nos estacionamentos... Uma vez isso aconteceu, pasmem, na frente do reitor da UnB, quando ele dava entrevistas.

         Eu pessoalmente não gosto muito da ideia da presença policial, afinal a Polícia também é uma força repressiva, mas quando a segurança está em jogo, não tem mais essa coisa de gostar ou não gostar, o mais lógico é aceitar!

        Mas não é isso que os alunos fizeram, eles invadiram a reitoria e disseram que sairiam dali só se a polícia fosse embora... A Polícia usou, como comumente, excessiva força repressiva, e invadiu a reitoria, resultado, prisões...

       Essa falência de iniciativa dos alunos desmoralizou em muito o seu movimento... Afinal de contas, poucos são a favor de partir para uma ação tão extrema como invadir uma reitoria, pedir para polícia sair, considerando que há roubos, assaltos e estupros, e ainda brigar com a polícia. O movimento faliu moralmente. Embora moral não seja lá uma coisa muito importante!

       Mas então, menos de um mês depois, eis o que acontece...

       Os skinheads ameaçam os estudantes...

Eu não tenho palavras quanto a isso...


         Ameaça! Os skinheads não tem clemência, meus amigos... O que devemos fazer agora?

 Site da Folha, trecho extraído:

"Estudantes relataram que foram ameaçados por dois skinheads anteontem, diante da Faculdade de Educação. "Vieram querendo intimidar, perguntaram se éramos contra a polícia", afirma o aluno H., 30."


        E agora? Chamar a polícia? Fica meio difícil se você pediu para a polícia sair, não é mesmo?

        Em todo caso, aos que  leram a postagem Irracionalidade na Internet, http://troikamental.blogspot.com/2011/08/irracionalidade-na-internet.html, sabem da discussão que tive com um neofascita pela internet... Com neofascistas é impossível dialogar! Isso porque o seu fanatismo corroe a sua mente.

       O que devemos fazer? Devemos falar com os fascistas como eles entendem, pela luta! Isso mesmo! É uma das poucas vezes que verás essa palavra em ativa! Com fascistas não se deve ter clemência, eles não têm clemência por você!

        Fascismo é uma praga de estupidez que toma a terra com suas mãos nefastas... O fascismo prossegue a galope com essa crise em que o desespero e a xenofobia rondam a Europa. A falência da Social Democracia, abre portas para que os jovens acabem sendo seduzidos pelo fascimo tirano dos carecas, mas meus amigos, não deixei-vos cair sobre esse nefasto jugo, pensei nos que sofrem agonizam diante a injustiça! Não é injustiça que quereis!

       Lutem pela justiça! Lutem pela voz! Lutem pela verdadeira liberdade, a liberdade socialista! Não se deixem consumir pela tirania, tanto fascista como stalinista, esses só poder almejam. Pensem em como trabalhar para trazer justiça a esse Mundo.

       Não se prendam a questões pontuais, tais questões não resolver a supra questão: A Justiça que tanto almeijamos!

        Levantemo-nos camaradas! De pé, à luta, para qual mondemo-nos, à luta contra a tirania! Formemo-nos nós uma frente contra as sórdidas hordas fascistas! Com suas penas, com suas vozes, formaremos a mais brava força contra essa coisa podre que é o fascismo! Esse é o nosso dever, impedir que tais assassinos tomem conta do que nos é precioso... A nossa liberdade!

Liberdade! Libertação! Osvobozhdenie!

      Osvobozhdenie!(Libertação)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A rubra história (texto do blogueiro)

              Na antiga aldeia de Krasnaia, em meio aos extensos abetos e xistosos nibelungos  vivia ao alto de uma colina uma das mais respeitadas famílias das redondezas, os Pienky, uma família de mercadores que outrora fora proeminente no reino de Rívia...
                Fora porque hoje são uma sombra do passado... Todos ali se lembravam de Boslelau, o Magnífico, comandante de legiões de caixeiros –viajantes que batiam da França até o Cáucaso vendendo as mais diversas mercadorias... Fizeram fortuna sim, mas Boslelau era homem de visão...
                Criara bancos, fazia empréstimos, ajudava os pobres, financiava expedições no Mar do Norte, chegou até a financiar uma  viagem de um famoso navegador, Vitus Bering... Morava numa longa e extensa fortaleza, que mais parecia um palacete, comprara terras da decadente nobreza, e delas construiu um extenso império... Acabou tendo o monopólio de trigo em Rívia, ficou amigo do rei, chegou a ser cogitado Conselheiro de Estado, cargo que  rapidamente rejeitara...
                — Meu caro Boslelau, meu caro amigo, percebo que o senhor fortuna ao nosso reino trouxera... Venha até mim, diga-me o que acha de nomeá-lo meu Conselheiro de Finanças?
                — Sou-lhe muito agradecido, meu rei, mas nem nobre sou... Intrigas não me afetam, mas sua corte furiosa ficará, aceitaria em outras condições o seu digníssimo pedido, contudo, hoje devo rejeitá-lo com total respeito, Majestade.
                — Meu caro Boslelau, és o mais digno dentre os de Rívia, mais até do que eu, peço-lhe que a parte das intrigas, a mim aconselhe, pois sapiente senhor és.
                — Meu rei, sou-lhe grato por esse voto de confiança, trabalharei para o bem da nossa querida terra, mas devo ser forçado a declinar tamanha honraria.
                — Pois assim seja, meu justo amigo. Um dia, creio ainda eu, irá me ajudar.
                — Com toda a certeza que o famoso clã dos Pienky irão auxiliar o honroso senhor de Rívia com o mais formoso apresso, mesmo quão grandes forem as dificuldades.
                — Pois bem, Boslelau, pode ir, meu amigo.
                — Sim, Majestade.
                Na verdade, Boslelau  era mais rico que o rei.
Se casara com a mais bela dentre as mulheres de Cracóvia, a mais linda dama das estepes da Polônia, sua esposa, Marzella , tinha longos e cacheados cabelos negros, olhos azulados, pele branca como a neve, nariz longo e arrebitado e lábios sensuais.
Ele também não era feio, tinha porte de cavalariano, longas suíças castanhas combinando com o seu garboso topete de cor semelhante, barba um pouco proeminente, mas totalmente bem aparada, olhos verdes e sempre era visto de capote vermelho cavalgando o seu corcel branco sólido como o céu.
Contudo, algo acontecera... Sua esposa grávida ficara e em Rívia tinha uma maldição, plantada pelo rancoroso bruxo Helmut: Aquela que desse a luz no primeiro solstício a vida perderia.
Boslelau assustado ficara, temia perder a última dentre aquelas que um dia amara, contratara os mais sapientes bruxos das redondezas, imensas fortunas movera, mas sequer resultados tivera... À quarta noite de lua cheia do primeiro solstício, Boslelau viu nascer uma linda criança, de ruivos tufos na cabeça e olhos azuis no formoso semblante... Era a mais linda das crianças, não a toa a chamou de Isabela, costumeiramente chamada de Bela.
— Boslelau, meu querido, hoje não vejo outra saída senão partir... Estou muito doente — Agonizou a de olhos glaucos Marzella — Cuide bem de nossa menina, cuide dela como se fosse o nosso tesourinho.
— Não, Marzella, por favor, não morra — Boslelau aos prantos se tomou e com liquidez as mãos da amada segurou, até perceber-se que a maldição do invejoso Helmut perseverou.
— NÃO!!!!!!
Ouviu-se um grito tão estridente que por minutos, ao pé da cama, Boslelau caído ficou, perdeu a voz, mas sequer de pranto parou, arrasado observou a mais bela das crianças no colo da sua empregada dormir... Agora cumpriria o que prometera.
Passam-se os anos, Boslelau forma a sua vingança, realiza incursões atrás do assassino bruxo de Rívia, manda vir os mais hábeis mercenários dos Balcãs, macedônicos de profissão e croatas de nação, e sequer sem importar com a riqueza perdida, Boslelau numa cruzada se emerge... Vingança é a sua fé... Vendetta!
Os Pienky, a gigante fortuna perderam, o palacete ao tempo desmorona, e sem demora, Boslelau sem grandes riquezas fica... Mas apercebe-se que perto a vingança de Helmut se aproxima e quanto a isso nada o impede de mais fortunas gastar.
— Como vai, minha querida filha?
— Como vai, papai?
— Porque não está bem vestida? Ainda de pijamas estás. Vamos, tens aula de canto hoje.
— Mas, papai...
— Vamos logo, o frei Quevedo não gosta de esperar.
— Para onde o senhor está indo?
— Para a cidade — Mentiu — Quer que eu traga alguma coisa?
— Talvez uma flor, eu não quero nada de mais...
— Pois bem, minha querida, trarei a ti uma flor, uma flor tão linda quanto você, minha filha.
— Obrigado, papai.
Bela era uma das mais belas moças das redondezas, se não a mais bela... Hoje, com dezenove anos, era uma das mais sapientes mentes de Rívia, sabia ler latim, grego, debater história e filosofia, fazia cálculos matemáticos precisos e de astronomia discutia... Imaginem vocês que até Copérnico ela discutia!
Ela tinha longos e lisos cabelos vermelhos como o pôr do Sol, olhos verdes como a grama que cresce ao lados dos riachos que cortam a Polônia... Era linda, tinha postura de dama, e sua pele pálida e esbranquiçada dava-lhe um toque de princesa ao qual os filhos das mais castas famílias apreciavam.
A Boslelau vieram príncipes de longínquas terras,  filhos de famosos generais, até reis vieram para ser casarem com a magnífica e sabedora Isabela; Mas quem disse que alguém conseguira? Isabela amava Rívia  e amava ao seu pai, que essa altura, em muito doente, tão longe não podia ir... Ela ficava assombrada com as caçadas que o seu pai empreendia, não a toa que Boslelau mentira; Ele ia caçar Helmut de Rívia.
— Tudo pronto, Josip?
— Sim, senhor Pienky.
— Pois bem, então vamos.
Acompanhado de uma guarda de cavaleiros de quinze homens e dez piqueiros e espadachins, Boslelau comandou suas tropas com extrema perícia dentre as acidentadas estradas de terra que cortam Rívia... Segundo um famoso feiticeiro, Helmut estava escondido em grutas próximas ao castelo de Rívia, fazendo magias inimagináveis e Boslelau estava indo atrás de sua vingança.
Entendemos a história de Helmut através do folclore popular de Rívia... Há mais ou menos vinte anos atrás, o sapiente rei, Ivan III de Rívia, casou-se com a mais famosa dentre as cidadãs de Varsóvia,  madame Anna Wolska, viúva do duque de Lwow, por quem Helmut tivera uma paixão escondida.
Helmut em si era um mulherengo,  mas ficara em muito entristecido ao saber que a sal paixão, Anna, iria se casar com o rei de Rívia, com quem ele não tinha o menor apreço.
 Pois bem, logo após o casamento, aconteceu o inimaginável, Helmut raptou a nova rainha de Rívia e com ela tentou se enamorar de novo... O rei ficou sabendo disso, e eis que temos:
— Mandem selar o meu cavalo... Andem, vamos tomar de assalto a cabana de Helmut.
Isso mesmo, o rei comandou uma legião de soldados a fim de libertar a sua esposa do jugo do feiticeiro... Seiscentos homens ao total. Anna Wolska sequer demonstrou qualquer afeto para com o bruxo e quando teve a oportunidade o apunhalou pelas costas.
— Docinho, por que fez isso?
— Como ousa me chamar assim, eu sou uma senhora casada, e pior sou uma rainha!
Corre a lenda que Helmut amaldiçoou Rívia da seguinte maneira: Soltou um feitiço de modo a atingir a família real.
— Todo aquele que nascer no primeiro solstício trará junto consigo a morte de sua mãe, enquanto toda a criança que nascer na lua cheia do décimo terceiro dia do mês se transformará em um monstro.
Pela lenda, Helmut morreu logo após a isso, mas Boslelau não acreditava nisso e acorreu-se atrás de sua vingança, a partir dos boatos que circulavam da boca do povo.
Conta também a lenda que a rainha deu a luz a uma criança na lua cheio do décimo terceiro dia do mês, e ao ver a criatura, tão feia e tão diabólica em aparência, saltou sobre o rio e afogou-se.
Ao final da estrada, por de trás do castelo de Rívia, descansando em meio aos choupos e acácias, sob o cantar do rouxinol gorjeante, a montanha Negra era a parte mais turbulenta de todo o reino de Rívia. Era tenebroso passar por ali, mesmo não havendo grandes eventos, uma áurea nebulosa margeava aquela escura montanha.
“O que fazes aqui, Boslelau? O que fazes em meus domínios?” Uma voz penetrante adentrou na cabeça de Boslelau, era telepatia.
— Helmut, eu vim pegar o que você me tirou... Vida.
“Vida? Não seja tolo, Boslelau, eu não o matei...”
— Matou o último vestígio de humanidade em mim, matou a única pessoa que um dia pode me amar, e tudo por quê? Para se vingar de sua amante ter te rejeitado.
“Mais respeito, Boslelau. Não esqueça que sou temperamental! Ora, porventura você acha que fiquei feliz em fazer isso? Óbvio que não, mas ou era tudo ou nada. Eu lamento por sua mulher”
— Lamenta uma ova, você a matou, assim como vem matando todas as mulheres de Rívia que se dão ao azar de darem a luz no Primeiro Solstício.
“Boslelau...Boslelau... O que eu fiz para me tratares assim? Esquecestes que outrora fomos amigos?”
— Se fostes meu amigo, não teria feito isso. Não teria tirado Marzella de mim — Boslelau começou a chorar.
“Eu lamento Boslelau ter feito isso, eu era jovem, e inexperiente, não devia ter feito isso... Se eu pudesse eu reverteria tudo isso”
— Mas não pode, não pode trazer Marzella de volta.
“Boslelau, meu amigo, não podemos chegar a um acordo?”
— A hora para acordos acabou... URA!
— URA!
“Não, Boslelau, não faça isso!”
Os soldados de Boslelau com extrema bravura arrombaram a entrada da caverna, e a despeito dos raios tenebrosos vindos do turvo céu, Boslelau sequer se importou e rapidamente sacou o seu mosquete.
“Vendetta... A vingança é um prato que deve ser servido cru” Pensou astutamente Boslelau, contudo Helmut usou de telepatia para contra-argumentar:
“Não, a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”
Ao adentrarem no interior da caverna, Boslelau e seus homens encontraram os experimentos de Boslelau...
Um coelho exposto numa jaula, teve a sua cor modificada para intenso verde e quando Boslelau se aproximou pode ver inscrito ao lado da jaula: “Experimento com clorofila 12”.
Encontrou um ratinho recebendo uma transfusão de leite na outra mesa de experimentos... Ele se apiedou com o sofrimento do pobre roedor que sequer respirar conseguia.
Observou ainda na parede da gruta, exposta numa prateleira, crânios humanos expostos e observou  numa inscrição algo como: “Semelhanças entre as diferenças etnias do globo”.
Ele se sentiu ainda mais assombrado, ao ouvir o grito de um soldado seu que adentrara num túnel...
— Patrão...
— Milovian... Vamos!
Os soldados saíram correndo em direção ao túnel em que Milovian havia entrado e escutando cada vez mais os gritos, aceleraram o seu passo ligeiro até por fim encontrarem  o croata defronte a uma jaula.
— O que foi, Milovian?
— Veja, patrão, veja.
Era uma moça, devia ter a idade de Isabela, estava suja e pouco falava, mas o que falava era quase indecifrável, parecia ser do Cáucaso, talvez fosse georgiana, sei lá... Estava acorrentada pelo pé ao feixe da gaiola  em que podia-se ver a inscrição: “Experimento de anatomia caucasiana”.
Ela provavelmente seria dissecada viva, explicando assim o porquê dela ter os pulsos cortados e parte da pele exposta.
— Meu Deus!
— Deus não pode ter feito isso, Josip — Argumentou Boslelau — Vamos, tirem ela daí.
— Sim, patrão.
Boslelau voltou à antecâmara da caverna e gritou impaciente:
— Apareça, Helmut... Apareça! Mostre-se como homem, crápula!
Um vulto surgiu a três metros atrás de Boslelau e quando esse se virou, encontrou-se com ninguém mais ninguém menos que...
— Helmut!
— Boslelau...
Helmut apesar de ter cabelos brancos, não era velho, não tinha rugas aparentes, tinha olhos negros assustadores; a pupila e a íris eram negras como o carvão que usamos nas fogueiras,  e ainda dava um tom mais tenebroso o fato de a córnea também ser tão negra quanto a pupila, sequer podia-se olhar ele sem se assombrar com isso.
— Isso é jeito de chegar aqui?
— Bastardo, a hora da vingança chegou...
— Creio que não.
Helmut fez mover sua capa e rapidamente fez um gesto com o seu braço demasiado estranho, arqueando o seu punho para cima, fez com que Boslelau fosse à parede paralela imediatamente... Boslelau ficou imóvel.
— Achou mesmo que podia me vencer, Boslelau... Eu, um bruxo? Você é um simples mercador, seu tolo, sequer mostras de força dá.
— Mas eu ainda sou melhor que você, eu pelo menos não faço experimentos desumanos em pessoas...
— Aquilo? Aquilo não era nada, era só um passatempo que ando cultivando... Boslelau, você nunca muda... Sempre moralista, não percebe que o progresso da ciência também passa por caminhos obscuros.
— O que você faz não é ciência, é bruxaria.
— Você sabe que é verdade.  Bem, sobre o que vamos conversar?
— Porco! — Cuspiu na cara do bruxo — Mataste a minha esposa e ainda quer que sejamos amistosos...
— Foi uma fatalidade, Boslelau, pensei que você ia entender.
— Como vou entender? Não sou um crápula como você.
— Boslelau, Boslelau, que vergonha, posso ficar ofendido... E você não vai me querer ver ofendido.
— Patrão...
Boslelau observou também os seus homens irem contra a parede e viu que mesmo se eles tentassem se mexer, nada podiam fazer ante o poder de Helmut...
— Balcânicos? Muito bem... Você contratou os melhores mercenários da terra, melhor até que os highlanders... Quando você vai aprender que não é pálio para mim, Boslelau?
— Posso não ser pálio, mas não sou burro.
Boslelau retirou do bolso do seu capote uma pedra, parecia ametista, mas era mais casta que esta... Era pedra tão azulada, mas tão azulada que chegava a hipnotizar, e no seu interior havia uma magnetita tão densa e sólida que só os mais espertos conseguiam vê-la.
— Uma pedrinha de amuleto, grande coisa!
—  Não é só uma pedrinha de amuleto, é uma pedra de Katar...
— Uma pedra de Katar, está brincando, a pedra de Katar é uma lenda.
— Veremos... Percebe que está perdendo os seus poderes? Dá para ver você suando para manter o bloqueio, pois bem, está perdendo os seus poderes, é a pedra.
— Bobagem!
— Será?
Helmut começou a enfraquecer, Boslelau tinha razão, ele estava perdendo a força... Em um dado momento, o controle sobre Boslelau e seus homens se encerrou e Helmut caiu de joelhos no chão enquanto agonizava diante a força.
— É a pedra!
— Boslelau...
Helmut começou a se contorcer e um bramido de dor o consumiu, de repente observou suas mãos envelhecerem de tanto esforço, até que rugas o consumirem de dor... Helmut estava morrendo.
— Que fim tristonho para aquele que já foi um dos mais forte magos do Leste... Quase sinto pena de você;
Boslelau sacou de sua espada e rapidamente a apontou diante a Helmut...
— Boslelau, não! Não faça isso!
— Meu nome é Boslelau Pienky, e essa é a minha revanche! Vendetta!
Sacou de sua espada e rapidamente começou a golpear o bruxo com o seu sabre encurvado de cavaleiro... Primeiro foi no tronco, depois na barriga e por fim, exclamou:
— Isso é pelo rei! Isso é por mim! ISSO É POR MINHA ESPOSA!                              
Golpeou-lhe no peito, fazendo atravessar a espada por sobre o corpo do infeliz, que em um grito de agonia, consumiu-se em dor, até que por sua boca aberta ao alto, surgiu uma fumaça negra que vazou ao alto, era uma fumaça tão turva, mas tão turva que algo nefasto tinha contida.
— Do widsenia!
Helmut consumiu-se em uma poça de sangue no chão úmido da caverna e em seguida, Boslelau saiu da gruta e ao perceber que seus homens vinham atrás, ordenou:
— Queimem tudo! Não quero que sobre nada desse infeliz!
— E quanto à moça?
—  Deixem-na ir, mas se ela quiser vir conosco, não criem caso.
— Sim, senhor.
O céu turbulento, consumido pela fúria  dos trovões,  uma grossa tempestade prenunciou, e em seguida, Boslelau e seus homens saíram diante ao fogaréu que consumiu a caverna do bruxo infeliz.
— Patrão, vai chover forte.
— Bobagem, é só uma chuvinha!
— Patrão...
Um raio cortou em duas uma cerejeira logo defronte ao comboio, e quando Boslelau olhou o céu, uma péssima impressão teve quanto àquela chuva.
— Para o castelo! Rápido!
Faziam ventos fortes naquela tempestade, o capote de Boslelau batia sobre a cauda de seu cavalo enquanto o seu chapéu contra o vento lutava, e do Céu, granizo partiu. Era uma chuva daquelas!
— Mais rápido! Mais rápido!
Surpreendido pela tempestade, Boslelau e seus homens se abrigaram no castelo e rapidamente foram bem tratados pelos criados... Era o castelo de Rívia!
O castelo de Rívia era uma construção imponente, neoclássica com toques de barroco, tinha uma fachada de pedras alaranjadas, na fachada haviam estatuas dos Arcanjos do Novo Testamento, tendo no alto da Torre Principal, uma estatueta do Arcanjo Miguel... Não à toa que aquele castelo era chamado de Castelo de Miguel.
Dizia-se que o castelo era mágico, mas isso não passava de boatos, pois em verdade aquela fora residência do finado rei, Ivan III de Rívia, que há duas semanas morrera,  e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois os empregados eram hospitaleiros.
Contudo, Boslelau sequer teve a chance de conhecer o príncipe Henryk, herdeiro do trono, que sequer tinha vontade de tomar o trono, e com certeza, sequer queria se apresentar ao trono... Dizia-se que ele era muito feio, e Boslelau não duvidava, considerando que o próprio rei não era uma figura muito apresentável.
— Creio, senhores, que já chegou a hora de partirem, afinal de contas a tempestade já passou. O príncipe ficará muito agradecido se partirem agora.
— Sim, meu caro vizir, estamos partindo hoje mesmo... Mas me diga, há a possibilidade de conversar com o príncipe? Eu queria dar-lhe a boa notícia pessoalmente.
— Creio que isso seja impossível, o príncipe não está aberto para visitas.
— Queira me desculpar, meu caro vizir — Falou Boslelau.
O vizir sequer se ofendeu com a pergunta e rapidamente, bem solícito correu para atender o chamado do Príncipe:
— Jakob...
— Com licença, meu caro Boslelau, mas tenho que ir.
— Pode ir, meu amigo.
Boslelau saiu em direção à porta e em seguida ordenou a seus homens a selarem os seus cavalos, pois eles iam partir.
— Vamos partir!
— Sim, senhor.
Boslelau observou o jardim de relance e percebeu que havia ali uma linda cobertura de flores sobre à entrada do castelo, lembrou-se de Isabela, e rapidamente colheu uma flor para cumprir a sua promessa...
— Essa vai ser para a minha filha!
Quando ele colheu a rosa do jardim, a mais bela dentre todas as rosas, uma criatura horrorosa apareceu e disse:
Mas que audácia tens tu viajante, ao profanar o meu jardim com suas mãos  e ainda saquear uma das minhas rosas, considerando que lhe dei estadia e conforto!
— Desculpe, meu senhor, eu não queria ofendê-lo.
— Fizeste mal, agora pagarás, por isso!
A criatura sacou de sua espada e ameaçou-lhe perfurar o pescoço por aquela dita “insolência”, os homens de Boslelau sacaram de suas espadas, mas com um gesto, Boslelau os conteve.
— É o príncipe!
Os homens contiveram suas espadas e Boslelau diplomático disse:
- Queira me perdoar , majestade, era um presente para minha filha! Pensei que o senhor não ia se importar, afinal o senhor tem um extenso jardim, e rosas tão belas, que uma não far-lhe-ia falta.
— Pois me importo sim. Você não devia mexer no meu jardim, por isso vai ser meu prisioneiro!
— Meu caro príncipe, pois eu fora amigo de seu pai, o grão rei Ivan III, ao qual me honrou com o pedido para que me tornasse Conselheiro... Lamento ter recusado, mas, meu príncipe, ponderado seja como o seu pai, deixe que ao menos à minha filha possa me despedir.
— O senhor tem mesmo uma filha? Pois bem, ponderado como meu pai serei, deixarei você partir, contudo, terá que me trazer sua filha a fim de ficar como minha prisioneira.
— Sobre nenhuma maneira, como terei garantias de sua parte que não farás mal a ela?
— Sou um príncipe, minha palavra é lei.
— Eu lamento o dia não ter ajudado o seu pai em maneira, talvez poderia ter ajudado ao senhor a menos rancoroso ser.
— Agora vá, antes que eu mande empalá-lo por isso!
— Sim, meu príncipe, estou a ir.
Chegando em sua casa, Boslelau chorou, sentia como se não estivesse protegendo sua filha como sua esposa pedira, mas então, Josip sugeriu:
— Que tal matarmos o príncipe?
— O que está a dizer? Ele é um príncipe. Ele é filho de Ivan III, o Magnífico! Ele é filho do meu amigo, não posso fazer isso!
— Então, o que devemos fazer?
— Eu não sei, eu não sei.
Isabela volta da escola acompanhada da cozinheira, e com um ar sorridente adentra na casa da família, onde Boslelau e seus homens estavam reunidos.
— O que foi, meu pai, parece tão triste!
— Minha filha, minha filha, eu sinto-me um crápula em dizer isso, mas venha, tenho que conversar com você.
— O que foi, papai?
Boslelau foi a uma antessala com sua filha, e lá contou-lhe tudo:
— Minha filha, creio que você deva ir, afinal ele é o príncipe.
— Não, eu não quero ir, todos na cidade sabem como ele é feio e arrogante, eu não quero ir... Até a mãe dele se matou porque não quis dar a luz a uma criatura tão feia!
— Minha filha!
— Não, eu não vou.
— Pois bem, eu irei então.
— Não! E a ideia de Josip está descartada?
— Minha filha! Ele é o príncipe!
— Ele devia se ver em seu lugar, ao invés de infernizar a vida dos outros... Eu vou, mas eu quero que Josip pense em alguma coisa para isso acabar.
— Minha filha...
— Papai, eu não quero ficar com esse homem, e tão menos me afastar de você.
— Certo, minha filha. Amanhã eu te levo ao castelo.
Haviam boatos de que o príncipe pudesse ser canibal, mas é claro que a veracidade desses boatos é desconsiderável, afinal são só boatos.
Logo pela manhã,  Bela encontrou o princípe Mikhail Zver lavrando a terra do seu jardim. O príncipe era realmente feio; tinha olhos bem abertos, nariz torto, verrugas no rosto, marcas de varíola, um braço era menor que o outro e andava todo encurvado, dava pena de se ver.
Era uma criatura gorduchona, tinha dentes serrilhados  e maçãs do rosto sobressalentes, até Boslelau que tinha imagem feia do príncipe impressionou-se com a sua feiúra.
— Minha filha... Eu sei que ele é muito feio. Eu prometo que farei de tudo para tirá-la daqui, mas enquanto isso, tenha paciência.
Boslelau praticamente vendeu a sua filha ao príncipe... Logo depois partiu com os olhos chorosos e quando chegou em casa, aceitou o plano de Josip, eles iriam atacar o príncipe.
— Dien Dobry, prazer em conhecê-la... Meu nome é Mikhail Zver[1], sou o príncipe de Rívia. Como a senhorita se chama?
— Meu nome é ninguém[2].
— Deixe-me ver, Ninguém, eu sei que é um pouco duro separar-se de seu pai, eu também sinto isso pelo meu talvez possamos compartilhar isso.
— Ah! Tá bom, até parece!
— Não precisamos ser inimigos, eu te tratarei bem, não te faltará comida e conforto, você terá vida de princesa.
Isso foi encarado de um jeito ruim, afinal, ficava sub-entendido que o príncipe a queria como esposa.
— Como princesa?  Vá se foder!
O príncipe se sentiu ultrajado e saiu do jardim, só depois percebeu o que havia dito de errado.
O príncipe de certo não era uma pessoa muito inteligente, tinha feições rudes com certeza, era magnânimo e egocêntrico, mas tinha uma face oculta em si, ele era um artista.
À noite sempre tocava piano para esquecer os seus problemas e quando tinha tempo, trabalhava em esculturas e pinturas, ainda arranjava tempo para carpintaria e astronomia... Mas nada disso fez melhorar a repulsa de Bela por Mikhail Zver.
Até porque ela estava ali em razão dele, de um capricho, que por uma só rosa, ela fora feita prisioneira... Ela queria estar em casa, observando os capatazes de seu pai brigarem entre si pelo último barril de vodka, não, acho que ela não queria isso, mas ela queria estar vivendo a sua vida normal de sempre, e não se sentindo entediada como sempre ficava no castelo.
— Eu vim perguntar como você tem passado? Tudo bem? — Disse  o príncipe.
— Tudo, tirando o fato de eu ser prisioneira e estar entediada.
— Não encare isso como uma prisão.
— Então como quê você quer que encare?
— Eu não sei, mas venha... Vamos ter um sarau hoje.
— Não, eu não quero ir.
— Bobagem! Veio o senhor Cochrane da Inglaterra e o senhor Toulosse da França.
Eram os dois autores preferidos de Bela , num só salto ela correu em direção ao sarau, esquecendo-se até de se maquiar... Quando ela chegou ao salão principal, eis que ela encontra: Ninguém!
— MWAHAHAHA! Você acreditou mesmo! HAHAHA!
O príncipe Mikhail pregou-lhe uma peça, mas ela também achou divertido e sorriu:
— Ora, seu... Eu acreditei  de verdade! Mas foi boa! — Bateu no príncipe com uma almofada.
E assim começou uma guerra de almofadas...
— O esquema de segurança do Palácio é milimétrico, é quase impossível fazermos qualquer coisa sem ajuda de alguém... — Argumentou Josip.
— E o que sugere que façamos? — Disse Boslelau.
— Eu sugiro que façamos uma aliança com alguém no palácio.
— Foi justamente o que eu pensei...
Boslelau abriu a porta de sua casa e eis quem entra... O vizir do príncipe de Rívia, senhor Konstantin Predatel[3]
Predatel caminhou vagarosamente no chão de madeira e tropeçou num filete de tábua solta, mas sequer caiu, e caminhou em direção a Boslelau.
— Muito bem, senhores, estou aqui.
— Senhor Predatel, faz tempos que o senhor está descontente quanto ao posicionamento do príncipe, estou certo.
— Obviamente esse príncipe não é tão grande quanto Ivan III fora em poder... Mas o que sugerem?
— Senhor Predatel, o que o senhor acha da oportunidade de não ser mais o mordomo do príncipe.
— Eu acho maravilhosa... Mas o que sugerem? Que matemos o rei? Não somos regicidas!
— Não, não somos, mas quem falou em matar o rei foi o senhor...
— Escute, eu sei que Mikhail Zver pegou pesado com você ao ter raptado sua filha, mas garanto que nenhum ele fez a ela...
— Até agora!
— Ele é um príncipe, sua palavra é regra!
— Ele também é magnânimo! Imagine se entrarmos em guerra com a Polônia por um dos seus caprichos! Ou com a Rússia! Seria terrível para todos nós!
— O que sugerem?
— Depormos o príncipe.
— Isso é sério?
— Tão sério quanto o finado rei.
— E o que faremos em seguir, colocamos outro tirano no lugar?
— Não... Não queremos tiranos.
— O que sugerem?
— Nada em especial, depois pensamos nisso. De acordo
— Sim, mas só se prometerem não matar o príncipe.
— Tens a minha palavra que de meus homens o príncipe não morre, a questão se pelo povo podemos dizer o mesmo...
— Pois bem, eu aceito.
— Josip, mostre-lhe o plano.
Com o passar do tempo foi se desenvolvendo uma amizade entre Zver e Isabela, uma amizade apenas, mas Zver sentia mesmo uma atração pela moça, isso podia ser perigoso...
Em meio ao baile, com músico tocando uma mazurca, Isabela e Zver dançavam juntos, até passos apressados poderem ser tão sonoros que abafavam a música.
— Minha cara Isabela, seu pai, bem, ele adoeceu terminantemente, parece que não vai sobreviver — Disse Predatel a Bela na presença do príncipe de Zver.
— Meu pai? Zver, me deixe ir, me deixe ver meu pai.
— Não, eu não posso.
— Deixe-me ir, é meu pai... Se fosse o seu pai...
— Certo, pode ir. Predatel, leve-a para ver o seu pai.
— Sim, patrão.
Rapidamente a diligência acorreu-se para ser aprontada, e o cocheiro defronte à entrada do castelo os cavalos conteve.
— Melhoras ao seu pai — Desejou-lhe Predatel.
— Obrigado, Predatel.
E assim, Isabela saiu do castelo de Rívia no meio da densa escuridão da noite...  Fase 1 do plano concluída!
— Papai! Papai!
— Sim, minha filha?
Bela estranhou ao encontrar o seu pai em plena forma física de certo Predatel devia ter se enganado.
— Mas você está bem... Eu não entendo.
— Predatel agiu como eu pedi... Nós queríamos tirá-la do Palácio.
— O quê!? Mas por quê?
— Não é justo deixá-la prisioneira de um cafajeste daqueles como o príncipe, nós vamos salvar Rívia de um governante ruim.
— Mas papai, eu não sou uma prisioneira, eu sou amiga dele. A gente se reúne toda a noite para cantar, ler e dançar, é maravilhoso.
— A gaiola pode ser de ouro, ainda é uma gaiola. Ainda é uma prisão.
— Eu discordo, antes eu achava que devêssemos fazer algo contra ele, mas ele é a pessoa mais gentil e doce que já conheci!
— Nunca sub-estime as pessoas! Elas são imprevisíveis.
— Desculpe, meu pai, mas vou voltar para o castelo.
— Não,  não vai — Agarrou-a pelo braço.
— Está me machucando.
— Estão tomando de assalto o Palácio, é melhor não ir.
— Aí que eu tenho que ir mesmo.
— Não, vá para o seu quarto! Vá agora!
— Papai!
— Vá!
— Certo, eu vou.
E assim Bela foi ao seu quarto por ordem de seu pai, e logo quando percebeu que o seu pai saiu, ela fugiu para o castelo.
— Bela... Bela... — O príncipe de olhos fechados em cima da cama clamava pelo nome de Bela.
— Ah! Meu Deus! O que eles fizeram! — Bela aproximou-se de Zver e sentiu-se horrível com tudo aquilo.
— Bela... Bela...
— Eu estou aqui. Eu estou aqui.
— Bela...
— Me desculpe... me desculpe, eu não queria que isso tivesse acontecido.
Bela beijou a bochecha de Zver e eis que acontece uma coisa...
Não, Zver não se transforma! (Você lêem contos de fadas demais!). Zver  salta por cima de Bela e a imobiliza... Bela luta contra Zver, mas é em vão, ele tem o dobro do seu tamanho...
— Não! Não faz isso! Não!
Zver começa a rasgar-lhe o vestido. O  busto lhe é descoberto, deixando a mostra os  já bem desenvolvidos seios roseados,  e no meio da luta, ele a virou e rasgou-lhe a parte traseira do vestido, dando-lhe plena visão de suas nádegas  enquanto ela tentava cobrir-se com a coberta vermelha.
O príncipe a imobilizou e a colocou em posição de submissão, abrindo-lhe bem as pernas, quase, quase ao ponto de violar sua castidade, quando um estampido surdo surtiu do cano de uma espingarda.
Era a dita Revolução! Estavam tomando o Palácio... O príncipe ficou assustado com tudo aquilo e acabou se distraindo,  esse foi o momento de sobressalto que Isabela pegou uma tesoura de costura, que estava na mesa de cabeceira, e apunhalou o príncipe.
— Bela...
Ela o apunhalou por uma segunda vez, uma terceira, uma quarta, até que já não valia mais pena contar, ele já estava morto.
Uma poça de sangue consumiu o lençol de seda da cama, e enxovalhou o chão com o seu líquido escarlate... Quando Boslelau e seus homens chegaram, viram bela totalmente suja com aquele rubro fluido.
— Veja só... Nós temos um trabalhão para tomar o castelo e ela resolve isso em cinco minutos! — Comentou Josip.
— Minha filha! Você está toda rasgada... Esse patife tentou algo com você?
Bela estava aos prantos, em choque, mas com a cabeça acenou que sim, e Boslelau mandou ela se trocar...
— Josip, incinere o corpo desse infeliz! Para o inferno irá esse patife!
— Sim, senhor!
E assim surgiu a República de Rívia!


[1] Zver é a expressão russa para “Fera”
[2] Citação da Odisséia, na cena em que Odisseu vê-se cara a cara com o Ciclope e percebe que tem que fazer uma manobra para escapar do seu jugo, e diz: “Meu nome é ninguém”
[3] “Traidor” em russo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Coisas que não entendo no Picapau

Pica-pau parece ser aquele desenho inocente que mostra o lado mais feliz e infantil de todos nós, mas será que o Picapau inocente?

  • O Picapau, porque ele é vermelho, azul e branco... Imaginem porquê...   
Porquê será?
         É óbvio isso, é porque o Picapau é propaganda americana! Óbvio, que outro lugar na Terra possui uma bandeira que represente as cores tão bem quanto os Estados Unidos, que todos nós identificamos a nacionalidade logo que vemos as cores...


Mas a questão nem é essa... O Picapau clássico era totalmente americanizado, tanto que nesse episódio a seguir ele fala...






        Se vocês viram, podem escutar o apelo do "sobrinho querido" pedindo a ajuda de seu Tio, o Tio Sammy, que tão bonzinho trouxe a marinha e a aeronáutica americanas para salvar o cidadão norte americano...


  • Nisso temos: Mostra que as Forças Armadas americanas são fortes e numerosas, que estão para salvaguardar um cidadão americano de qualquer perigo, mesmo estando distante dos EUA.
  • Incentiva o capitalismo em si, pois o Picapau só denuncia o pirata depois de saber que há uma recompensa.
  • Onde meu Deus encontramos ainda piratas de perna de pau, tapa-olho e papagaio?
Até parece que o Tio Sam pode fazer alguma coisa, é hora dele tomar o leite dele. Mas veja o susto que ele levou ao escutar sobre o Capitão Blah!

        Tudo bem, o Pica-Pau é um cidadão americano... Até que vem outro desenho que mostra um picapau como irlandês...


Nesse desenho podemos notar certas coisas...

  • Há uma certa postura de rebeldia quanto ao poder policial, tanto que o policial se vê em maus bocados pelo Picapau.
  • Não existe dinheiro fácil...
  • O duende, notem quando ele rodopia logo no início do video, notem que ele ergue o braço... Eu propriamente não vejo nada demais, mas alguns enxergam isso como saudação satanista.
  • No final do desenho é sugerido que o Duende surgiu do Inferno.

        Mas então vem o  novo Picapau, e vejam só... O Picapau virou escocês!
 

         O Pica-pau antes era um símbolo de loucura e demência que às vezes divertia, no Picapau biruta...

Se encontrar um desses, saía o mais rápido que puder... Hey,  isso é apologia ao álcool!

             Aí, o Picapau depois disso virou herói, um herói de penas que vivia ao lado de seu pangaré Pé de pano, lutando contra as injustiças do Mundo...
O engraçado é que tiraram o Pé de Pano...



              Até que veio a "Scottisch version" do Picapau, e o picapau ficou rabujento, chato, preguiçoso e só se limitava a ficar enchendo o saco dos outros, sempre dava um jeito de não trabalhar e se encostar nos vizinhos, raramente bicava uma árvore e sempre ficava jogando golfe...
Notem o quanto o Leôncio (Wally Walrus) ama o seu vizinho...

             Aí chegamos a outra questão... E o Leôncio?

             Wally Walrus, aka Leôncio, era na primeira versão alemão... Isso mesmo, ist deustche... O Leôncio tinha sotaque de alemão, falava expressões em alemão, e sempre se viu rancoroso com o Pica-Pau, mas porque isso...

Leôncio assustado com tudo isso.
             Eu digo porque... O Leôncio é a caricatura americana do que seria um alemão na Segunda Guerra Mundial... Isso mesmo. O fato do Leôncio ser alemão e ser inimigo mortal do Picapau funcionava como manobra ideológica naqueles tempos (Lembrem-se que o Picapau é de 1941!).

          Não a toa que o Leôncio acabou sendo retratado como um Leão Marinho gorduchão e bolachão... Enquanto o Picapau era uma ave que sempre passava por cima do Leôncio...

          Mas aí, eis que acontece alguma coisa no Novo Picapau é eis que temos... Um Leôncio sueco, agora ele não fala mais com interjeições alemãs, mas fala sobre fiordes, a Academia Sueca de não sei mais contas, almondêgas... Peraí, ele deixou de ser alemão?

          E o Jacaré Zeca da Flórida... É retratado como preguiçoso que nada mais pensa a não ser comer...
    
         O Zeca Urubu... O Zeca Urubu já é personificação de tudo que é ruim, é o arquiinimigo do Picapau Clássico, em verdade surgiu para ser isso, já que no Picapau Clássico (Não no Biruta) tiraram o Leôncio do quadro por acharem que isso denigriria a imagem dos alemães, agora aliados dos Estados Unidos (Esse Picapau é dos anos 50 aos 70).

         O Zeca Urubu é um trapaceiro, um malandro da pior espécie que só quer levar vantagem em cima do Picapau que luta para ter justiça... Mas o Picapau era sempre muito burro ao se deixar enganar pelo Zeca Urubu, que acabava que a luta dos dois era de práxi.

       Mas eis que no novo picapau, e vejam só, a diferença entre o Zeca Urubu é o Picapau é quase nenhuma... Os dois são cafajestes e querem levar vantagem em cima um do outro, e além disso, o Picapau agora rivaliza com a sua própria senhoria e com o seu vizinho, Leôncio...

Questões do Novo Picapau 

        Acabei formulando algumas questões a cerca do novo desenho do Picapau:

  1. Como o Pica-Pau paga aluguel numa casa na árvore se ele não trabalha?
  2. O picapau dando peti quanto ao aluguel... Ele nunca pagou o aluguel
  3. Peraí ele não morava numa pensão?!? (No Picapau Biruta ele morava na pensão do Lêoncio
  4. Mas se ele morava em uma pensão, porque ele tinha uma casa normal? (No Picapau Clássico era em uma casa) 
  5. Porque o Leôncio nunca troca de roupa???
  6. E a Meanie também??
  7. Porque o Pica-Pau sequer demostrou qualquer afeto por sua namorada?? Será que ele é gay? (Isso explica o porque de todo o episódio o Zeca Urubu tenha que aparecer na vida do Picapau)        
  8. O misterioso caso dos sobrinhos Picapau
  9. Como que o Pica-Pau tem sobrinhos,sendo que ele não tem irmão???         
  10. Como que o Pica-Pau consegue bicar ferro? (Peraí, o Picapau não bica ferro)
  11. Se ele não trabalha, como o Zeca Urubu acaba sempre roubando dinheiro dele?
  12. Se o pica-pau é macho ,onde fica seu ... (Isso reforça a ideia dele ser um mutante de tendências homossexuais)
  13. Porque a "namorada" do picapau usa saia se TODOS os picapaus do desenho não possuem órgãos genitais?
  14. Taí, porque ela usa saia e o Picapau não usa calças (Moralismo é a resposta)
  15. E se ela usa saia porque o Picapau não usa um short?   
  16. Num dos episódios, o Picapau ganha uma piscina, e manda colocar no seu quintal... 13.1-Mas como se ele não tem quintal? 13.2-E Ele ainda diz "colocaram debaixo da árvore errada..." Então se era para colocar debaixo da arvore o quintal não seria da Meanie?
  17. Em todo santo capítulo em que o Zeca Urubu aparece ele quer roubar o dinheiro do Pica-pau, se o dinheiro é tão grande assim então por que ele não paga o aluguel? 
  18. Por que o Leôncio fala essa coisa amorfa que ninguém consegue entender ?
  19. Para que serve esse Doutor Lelê?       
  20. Vocês sabiam que o Doutor Lelê tem medo patológico por telefones? Talvez ele saiba o quanto que a companhia de telefone cobra hoje em dia!
  21. Se o picapau é totalmente quebrado, como ele arranja dinheiro para jogar golfe (afinal o golfe é um dos esportes mais caros do mundo)           
  22. Você acha que é barato ser um Tiger Woods da vida? Não mesmo... Só os tacos são três mil na conta, e imagina ainda os gastos adicionais que o Woods teve com os carrinhos de golfe e suas duas mulheres!
  23. Onde raios fica a Polinésia Alemã?     

"Do lado do Acre" Alguém.
"Sim, mas onde fica o Acre?" Questiono.
"O Acre não existe" Outrossim em resposta.
Apologia ao Suicídio!!!

E o que vocês acham agora do Picapau? Será que ele  é tão inocente quanto pensavámos?


sábado, 12 de novembro de 2011

Varshavianka

As rajadas do inimigo  passam sobre nós
Das forças das trevas nos oprimem
Na batalha que estávamos predestinados
Esperamos destinos desconhecidos.

Mas nós erguemos orgulhosos e corajosamente
A bandeira da luta dos trabalhadores
A bandeira da grande batalha dos povos
Por um mundo melhor e a pela santa liberdade.


Na  batalha sangrenta 
santa e justa
Marchemos, pessoas laboriosas!

O trabalhador deve ainda passar fome?
Irmãos, manter-nos-emos em silêncio?
A visão do cadafalso pode assustar
Os olhos dos nossos jovens camaradas de armas?

Na grande batalha não vão morrer sem deixar rastro
Aqueles que morreram com honra por uma idéia
Seus nomes em nossos cânticos de vitória
Tornar-se-ão sagrados para milhões.

Nós odiamos as coroas dos tiranos
Cremos que as cordas fazem um mártir do povo
Os tronos estão cobertos de sangue do povo
Nós coraremos os inimigos de seu próprio sangue.

Morte a todos os inimigos ferozes
Para aqueles que infectam as classes trabalhadoras
Vingança e morte aos czares
plutocratas
A
solene hora  da vitória está próxima.


(Tradução da canção Varshavianka do francês para o português, Canção polonesa, escrita no final do século XIX; muito popular na Rússia durante as Revoluções de 1905 e 1917)

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...