domingo, 20 de maio de 2012

Conto rápido de domingo



Era uma noite de domingo...
Uma daquelas noites geladas que são agradáveis após dias abafados.



           Era uma estréia com certeza, uma matinê especial... O mais louro e esperado filme de super-heróis acabava de ser lançado... Era uma feliz noite naquele cinema, as filas todas lotadas de namorados comprando doces para suas amadas, pais comprando pipoca para seus filhos.

          Estava pra ver de longe a fila para comprar os ingressos, mas mesmo assim a animação era visível naqueles que há tanto anseiavam em ver àquele filme.

         "Lamento, senhores, mas devido a um atraso na sessão anterior, a próxima sessão só sairá às 00h45", anunciou rapidamente a atendente do guiché do cinema.

          Estava mais do que claro que nada faria com que as crianças assistissem ao filme, mesmo assim era o filme mais aguardado do mês, e muitos perduraram naquela fila, tal como o rapaz na terceira posição, eis que ele decide:

          " Eu quero ver pra c#&*¨&% esse filme, um pouco mais tarde não será ruim"

          O relógio  bate meia noite e meia, e o rapaz observa um tanto atento a discussão que se segue com o casal logo à frente... A mulher olha o relógio e constata:

           — Amor, acho melhor a gente ir... Eu não posso ficar aqui até tarde no cinema, meu pai não vai acreditar que a gente ficou no cinema às três, quatro da manhã...

             — Não, tudo bem, se quiser eu ligo pra ele e explico tudo — Diz o rapaz já retirando o celular prontamente do bolso.

              O casal era um tipo nada convencional, ela era uma mulher alta, meio magricela, com ares de modelo, ele um rapazoide baixinho, pequeno, meio bombado, parecia um pouco com um peão de obra, embora as roupas caras denunciassem que não fosse.

            — Não, você não entendeu, eu não quero ficar até quinze pra uma pra assistir um filminho dos Vingadores.

             Ninguém na fila, nem mesmo o rapaz acreditou no que havia ouvido, aquele simplesmente era o filme mais aguardado daquele semestre, com uma crítica totalmente positiva, recordes de bilheteria, um filme que o namorado sinceramente aguardava há muito assistir.

              — Porra, você só me fode nessa vida!!! AHHHHH! Não tá vendo que eu quero ver o filme?

              Após essa explosão do rapaz, todos, inclusive a atendente começaram a prestar atenção na discussão e perceberam rapidamente o assombro com que a moça encarou aquele grito explosivo:

             — Grosso! Então fica aí nessa fila, eu vou embora!

              O rapaz nem se dignou a seguir a sua namorada que parecia ter usado o recurso da saída estratégica que os mais sapientes da arte do carisma usam, afinal, ela não saiu nem irritada nem em prantos. O rapaz jactou-se de permanecer na fila, ele queria muito assistir àquele filme.

              Pulsivo e sólido na fila, ele comprou seu ingresso, e quando a sua namorada retornou, com voz fian e fraca argumentou para o namorado olhando para o celular, como se respondesse à uma mensagem.

            — Amor, eu realmente não posso ficar aqui, meu pai não vai entender e tal...
            — Se você quiser eu ligo pra ele. Resolvo isso em dois minutos.
             — Não, pode dar merda e tal. Me leva pra  casa
             — Ok, vamos, eu te levo pra casa.

             Observar-se a derrota total do homem frente à sedução feminina, desmoralizado, sem qualquer possibilidade de assistir o tão esperado filme, ele parte entre ombros, com a cabeça baixa e uma feição tristonha e totalmente desamparada, levando consigo a justa pena daquelles como ele, ansiavam em muito assistir esse filme.

              Eu quando ouvi esse relato do meu amigo, que estava na fila, eu senti pena do pobre rapaz que nada pôde fazer frente a esse poder de persuasão feminino... Depois dizem que os homens são insensíveis!

Parada da Vitória


      Ao anoitecer do dia 8 de maio de 1945, em Karlshorstla, na periferia recém destruída cidade de  Berlim, na Escola de Engenharia Militar da Wehrmacht, o Alto Comando Alemão se reuniu para  formalizar a sua rendição formal às tropas aliadas, pondo fim a Segunda Guerra Mundial.

          Nessa cerimônia, houve episódios curiosos. Em primeiro lugar, começou mais tarde do que o previsto, devido ao atraso dos três principais chefes do Exército alemão que deveriam assinar o documento: o marechal Wilhelm Keitel (Exército), o general Hans-Juergen Strumpff (Aeronáutica) e o almirante Hans Georg von Friedeburg (Marinha), ao que pareceu, o atraso foi proposital. Além disso, o texto da ata enviado de Moscou chegou com um erro linguístico.


  
          O general Keitel com certeza pode ser chamado do líder militar provisiório da Alemanha após a morte de Hitler, e sendo Keitel um nazista fanático, daqueles que lutaram a Primeira Guerra e tinha a noção que haviam sido traídos, aquele evento para ele foi uma humilhação.

  
       Na verdade era pra ser mesmo, afinal de contas, após anos a fio de carnificina, os vitoriosos se deixaram ao luxo de haver um pouco a se jactar sobre o inimigo... E assim se seguiu nas três cerimônias para a rendição das tropas alemãs, mas a última é sem dúvida mais importante.

         Ela é interessante de um ponto de vista curioso, afinal de contas, ao entrar na sala e ver o general francês Jean de Lattre de Tassigny, o marechal alemão Keitel teria comentado "não, você não!", ou, segundo outra versão: "os franceses também estão aqui? Só faltava isso".




        A humilhação que os alemães haviam feito aos franceses na Guerra Franco-Prussiana e na Rendição de 1940 agora estava paga.


           Em todo caso , a cerimônia de Berlim, exigida por Stalin deveria ser presidida por ninguém menos que o próprio marechal Georgy Zhukov, conquistador de Berlim (outra cerimônia havia sido feita com um general soviético de segunda importância, mas isso só irritara a Stálin), começou em 8 de maio quase à meia-noite (ou seja, já era dia 9 de maio, em Moscou, devido à diferença de fuso), e terminou, com o atraso de Keitel, e no dia 9 de maio à 00h45 (coincidentemente dia do meu aniversário).

          Nessa cerimônia definitiva de capitulação da Alemanha nazista, marcou o fim de toda a decadência que o hitlerismo trouxe para si logo após a sua ambição durante a sua ascensão... Mas mais que isso, essa cerimônia retirou por fim um encargo de uma das mais sangrentas guerras do Mundo.



             No dia seguinte, as patrulhas dos Departamento Político do Exército Vermelho, levandas em seus caminhos e veículos blindados leves, espalhavam a notícia aos soldados do Exército Vermelho a pleno tintilar dos autofalantes que a Alemanha havia se rendido.


           Nas ruas totalmente destruídas, os soldados começaram a se juntar, meio sonolentos, para poderem pegar os panfletos expelidos pelos veículos do departamento político para por fim terem maior compreensão. Após lerem, exultaram-se de maravilha, e começaram a se abraçar, dançar, e comemorar.


           A guerra havia acabado. A Alemanha caiu.


           Começa a tocar ao mais surdo volume o novo Hino da União Soviética, sob a chuva de risos, abraços e comemorações...





         No mesmo dia, logo na tarde a multidão de vitoriosos enfim se reunião ao longo do Brandemburgo, para comemorar a mais recente vitória enquanto os últimos soldados restantes da Alemanha, se entregavam e depunham suas armas.





           Em meio essa vitória decidiu-se em Moscou uma nova Parada a ser realizada em junho, em Moscou para determinar em si a comemoração da vitória soviética sobre as tropas alemãs.


          Eis que surge a parada da Vitória...






          Sob a banda militar tocando Slavsia, de Glinka, os mais diversos soldados dos mais diferentes fronts envolvidos comemoravam rigorosamente com essa forma de triunfo e afirmação da vitória soviética.







         Sob essa vitória harmoniosa, a Parada da Vitória nada mais é que o grito de alívio e alegre daqueles que se envolveram há tanto tempo com os enormes sacríficios em prol de uma causa justa, a sobrevivência ante ao Terror.






                                                                Слава Победе!









Quando a gente se apaixona...

A gente sabe quando ama
Quando percebe que pensa
Mas não no que está pensando
E vive como bêbado cantando

Bossas tolas fazem sentido
Músicas melosas de paixão
Falam de coração partido
Dão voz ao seu coração

Percebe que coisas torpes
Tornam-se risíveis á mente
Pensa agora nas tristes sortes
Que o cerebro fica dormente

Olha com carinho ela
Dia e noite, noite e dia
Tece sobre ela aquarela
Amor esse que ardia

Percebe que agora é tolo
Finge-se de esperto
Esconde o triste dolo
De não tê-la por perto

Bate rápido coração
Quebra logo a rima
Pois fica sem  ação
Sob tema acima

Ação

O antídoto para a sorte
Não é nada senão o azar
Enquanto da morte
Está pra se encontrar

Não se vive sem agir
Não se morre sem dormir
Vida é movimento
Morte é acalento

O dia lhe é ciumento
A noite, um monumento
A ação é fechamento
Antídoto ao desespero

Inverno

A doce manhã matutina florescera
Estendendo-se preguiçoso o dia
Eu-lírico estava acordando
Para uma nova vida

No alto das nuvens, relva
No alto das estrelas, sorte
Rezava ele cantar o rouxinol
Mas sem sorte ouvia:

"Terra de mil amores, és amada
Por ser o coração de mil anos
Daqueles pobres desafortunados
Que se deram para se apaixonar"

sábado, 19 de maio de 2012

O fim de Lenin

Lenin viveu. Lenin vive. Lenin sempre viverá (Maiakovsky)

Após seguidos dias de sofrimento, Vladimir Ilyich, a voz iluminada da gigante revolução enfim desapareceu com toda a sua grandeza.

 Lenin era grande, mas antes de tudo um gênio, um gênio implacável que não cedia ao mais pequeno obstáculo... Lenin era grande, Lenin era iluminado, Lenin era um líder!

   Com sua morte, o dia 21 de janeiro passou a ser um dia de luto, mas mais que isso, um dia de esperança...

     Esperança que um dia o Mundo se torne um lugar melhor com as ideias daquele que trabalhou tão bem para a causa marxista... Esperança para que os jovens lembrem daquele advogado do Volga que lutava pelos direitos dos pequenos e viria a se tornar gigante... Esperança pois para que mais e mais ouçam quão forte era sua vez e tão radiante era sua energia.

      Lenin morreu, mas sua vida persiste... Persiste nos milhares de corações apaixonados pela irmandade do povo, melhora da vida de seus pares,  e lutam por justiça acima de tudo.

       Essa era magna voz do socialismo que se calou.




Comissão da Verdade

         No último mês foram nomeados os nove membros da Comissão da Verdade que se encarregará de investigar os crimes causados pelo governo brasileiro entre 1946 e 1989.


        Ao contrário do que se pensa por alguns, essa comissão não terá fins condenatórios, afinal de contas, dada a assinatura da Lei da Anistia, em 1979, tanto perseguidos quanto perseguidores ficaram livres de qualquer perseguição.

        Em todo caso, de que servirá essa comissão?

        Ela servirá para lembrar e revelar o paradeiro das vítimas que desapareceram diante o Regime Militar, ela revelará as atitudes ilícitas do governo brasileiro nos anos de chumbo, e possível ligação internacional na implantação da Ditadura no Brasil.

      Ela tentará lembrar o sofrimento do povo brasileiro, tentado virar por meio desse choque uma parte inacabada da nossa história e ressarcir de algum meio o sofrimento dos injustiçados.

       O grande problema é:

       A comissão da verdade nomeada pela presidente Dilma terá a presença de intelectuais e políticos, muitos sequer reconhecidos, e outros, amigos pessoais da presidente, como uma advogada que defendeu Dilma na Ditadura.

        Mas o problema principal que encontro é que essa comissão tem por carência não ter a presença de nenhum historiador ou jornalista.

         Isso é perigoso, pois de um certo jeito retira uma credibilidade dessa comissão, mas mais grave que isso, nós temos ao comparar com a Rússia, que praticamente escancarou os seus confusos arquivos e elegeu o renomado historiador russo, Dmitri Volkogonov para observar a comissão que investigaria os crimes de Stálin, temos que estamos há muito atrasados nesse quesito.

           E quando obsaervamos que na Argentina alguns militares do período ditatorial foram condenados e presos, percebemos que essa comissão parece ser frouxa, muito frouxa nesse quesito;


          Mas também temos um problema teórico: O que é Verdade?

         É sério, esse é um problema totalmente complicado que aflinge a todo corpo de intelectuais e particularmente os historiadores, o que chega a ser verdade.

         Foi com muito custo que percebeu-se que verdade não é verdade, mas sim uma abstração, um tipo-ideal que nunca será alcançado, afinal de contas, não existe uma só única verdade, mas várias verdades sobre vários espectos de pontos de vista.


           Além disso,  a concepção de uma verdade única gera um certo preconceito quanto às outras interpretações sobre uma realidade, qualificando-as como mentiras.

           Mas pior que isso, até nesse sentido complicado a comissão falha por se utilizar desse nome controverso.

            Fica complicado só de nome avaliar a comissão, mas devemos em si avaliar o seu trabalho no decorrer do tempo... Devemos ter consciência que esse trabalho tente primar por uma indolidade e que se desvencilhe de algumas propostas para que seu estudo seja encoberto por alguns não interessados nessa investigação.

Outubro: Gigante Vermelho

      Em 1927, Sergei Eisenstein foi escalado para dirigir e produzir o mais novo filme em memória aos dez anos da Revolução de Outubro, que completava dez anos naquele ano.

      Para isso o cineasta organizou o novo filme a partir de suas lembranças do ocorrido, Eisenstein lutou na Revolução Russa e na Guerra Cívil e baseou-se também nos relato de ninguém menos do que o aclamado John Reed, autor de 10 dias que abalaram o Mundo.

      Tal como todos os filmes de Eisenstein esse é um filme político, talvez tão político quanto o Encouraçado Potemkin, mas é claro que quanto ao filme em si, quanto a forma, não há nada que se possa julgar, pois a cena da desconstrução e reconstrução das estátuas estavam muito a frente de seu tempo.

       Com a trilha sonora de Dimitri Shostakovich, Outubro é um daqueles filmes do seleto grupo dos politicamente importantes, formalmente perfeitos, e inexaurívelmente bons aos que não nos cansamos em assistir demasiadas vezes.

       A descrição dada a Kerensky é perfeita, de um ditador com complexo megalomaníaco que se entupia de tragar ópio, a figura de Lênin ficou filedigna,  e remonta bem o dias da Revolução, a confusão e o movimento social dos dias de Outubro.

        Vale ressaltar que em virtude do contexto complicado da época de exibição do filme, 1927, não há menções quaisquer a Trotsky, Antonov Oeveenko, que tomou o Palacio de Inverno, porque esses dois começavam a definhar no ostracismo político do Partido Comunista logo após a briga sucessória post-mortem de Lenin, mas também não há nenhuma  menção a Stálin, uma vez que ele teve papel secundário na Revolução e também ainda não tinha ascendido o culto a personalidade.


A seguir: Outubro (com legendas em inglês)




Tristes helenos

           Faz tanto tempo que não me dedico a estudar a parte da política atual e o desenvolvimento dos acontecimentos contemporâneos ante ao ambito mundial que não pude esquecer-me desse trabalho.

          Faz tempos que digo que a situação na Europa é preocupante, nós no Brasil não vivenciamos isso ainda de perto, por algum milagre astronômico ou porque alguém esqueceu do Brasil, mas a erupção da bolha econômica de 2008 ainda é forte.

          Os americanos desabaram com tudo isso e o apogeu daquele new american way of life demonstrou que o neoliberalismo não era realmente a solução.

          Parece-me óbvio que a crise é um crime de especulação mesmo, um crime o qual não se dedicam a prender os verdadeiros culpados, em todo caso, vemos hoje que nenhum povo na Europa é tão castigado com a crise que o grego.

          Os gregos, a quem se credita serem nossos patronos quanto a civilização, patronos reconhecidos da democracia, democracia essa que a liberalidade burguesa infla o peito para dizer que descende de Pericles, esses mesmos gregos hoje são os que mais sofrem disso.

          Não são mais os Leste-Europeus, que amargaram por muito tempo um período brutal no quesito sócio-econômico da derrocada pós-comunismo, nem mesmo os tradicionais emergentes grandes, como Brasil, China e Rússia, que estão no foco dessa crise, mas o minusculo país balcânico membro da União Europeia.

           É verdade que a economia grega não era aquela maravilha de muitos tempos para cá, tanto que por volta de 1948, a Grécia estava completamente na bancarrota que os próprios Estados Unidos tiveram que tomar para si o papel de "defendê-la" da ascensão comunista no Leste-Europeu, na famigerada Doutrina Truman.

            A Grécia em si não apresenta grande capacidade industrial, tem um sistema bancário deprimente, e dependia quase em totalidade do turismo de seus monumentos antigos, de suas ilhas no Egeu, da exportação de seus produtos, notavelmente azeite, e do serviço público inchado.

            A Grécia realmente depende da Zona Euro pra tudo.

             A questão que dada a política irresponsável dos governos anteriores gregos, onde observou-se um profundo individamento do governo grego e da economia grega aos bancos interacionais, causado por uma bolha de dívidas e custos que o proprio governo encarregou-se de tomar.

            Os juros altos, a economia se manter dadas as dificuldades patológicas de manutenção da Grécia fizeram com que ela caísse nesse lamaçal que está hoje.

            O desemprego na casa dos 25%, uma recessão prolongada de quase 5 anos initerruptos, cortes nos planos de aposentadoria, nos planos de saúde, na seguridade social, abalam a legitimidade do próprio governo grego.

            O povo amarga com  a irresponsabilidade do governo, e não consegue sequer viver dignamente, e vê-se tal como o governo, atolado em dívidas.

             Eis que tem dois anos que a sociedade grega vem se levantado nos mais intensos protestos que se assiste na Europa a fim de que seus direitos não sejam ignorados, na corida que a burguesia anda fazendo para safar sua própria pele.

              A classe média virtualmente desapareceu com tudo isso, o grosso de desempregados só cresce enquanto a nota da Grécia só diminui.

             A Grécia é literalmente hoje o calcanhar de Aquiles da Europa, se a Itália é a Bota, o calcanhar não fica em Tarento, mas no Egeu.

              Os líderes europeus não estão querendo tomar o espírito de irmandade com que pintaram anteriormente nas escolas a criação da União Europeia, e cada um quer se salvar como pode, ignorando os desdobramentos da própria Grécia.

               Eles parecem ignorar que a Grécia esteja na Europa, e parecem fazer de tudo para se livrar desse problema, ofertando os mais absurdos planos economicos aos gregos, com duros cortes à sua população já sofrida, e emprestimos a juros astronômicos.

            Assim operou durante um tempo, sob muita convulsão popular, e na semana retrasada, ouve-se o som da revolta do povo grego e eis que nas urnas o partido da Direita, e da "Cenro-Esquerda" pelega desmoronam, e os socialistas assumem o governo, rejeitando as medidas amargas aos gregos.

          Vocês estão certos! Verdadeiramente certos!

          Não se pode aceitar que tal coisa chegue em tal situação, mas deve-se olhar com pena o sofrimento do povo grego, que pode está proximo, esqueçam o significado pesado do termo, no altar do sacríficio do capitalismo.


Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...