domingo, 25 de março de 2012

Conto rápido da noite



     Os ossos não eram mais fortes como antes, o corpo já não aguentava tamanho esforço... O cabelo começava a cair, parecia mais fraco do que antes, bem mais fraco. Os olhos, já escurecidos e tristonhos, nem pareciam ser de um homem que tinha a fama de ser forte e trabalhador.

    Tal era meu avô, essa figura encurvada, meio triste que anda pelos cantos sem ter muito mais que fazer, além de andar pelos cantos, divertindo-se com as inocentes brincadeiras de minha irmã.

      Vovô, vovô, gosto tanto de você!

Conto rápido da tarde


      Ao sol das quatro da tarde, caminhava ela, com seus cabelos escuros ao vento e os seus olhos leoninos nos fitando; Tinha pressa ela, ia ter uma aula, e eu eu a amava, queria tê-la comigo, queria beijá-la, queria amá-la. Sequer ela me olhava, sequer conversava. Minha cara sempre cansada, sempre assustada, não a atraia. Será que sou feio? Nem sei dizer. Mas sei dizer que eu a amava, e ela nem me olhava.


        Amor platônico deve ser isso.
        Platão você me paga.

        Tirou-me a aquela bela época, tirou-me a felicidade.
        Afinal, homens também amam.

Conto rápido da manhã


     Descansado, caído ali no chão, tinha dormido a noite inteira e agora abria os olhos sem grande pressa. Seus olhos tremiam diante à luz, sentia na sua língua uma incontrolável sede e na sua cabeça uma insuportável dor. Bebera de mais, mas sua as mãos tremia  como jamais. Batera no cachorro, batera na esposa, batera no filhinho, nem sequer lembrava. Lembrava do seu feio machucado que tinha feito no carro parado.

Perdido, na garagem da casa, cambaleou e disse:
"Nunca mais vou beber"

Esse era o meu pai.

Uma Reflexão de Fidel

       Embora eu não seja castrista, e tenha uma imagem de Fidel Castro como uma figura canastrona que saiu das elites produtoras de Açucar em Cuba, desta vez posso dizer que Fidel fez uma boa reflexão da sociedade atual.


Segue texto na íntegra:


          "ESTA Reflexão poderá ser escrita hoje, amanhã ou qualquer outro dia sem risco de equívoco. Nossa espécie se defronta com problemas novos. Quando expressei há 20 anos, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, que uma espécie estava em perigo de extinção, tinha menos razões do que hoje para advertir sobre um perigo que via talvez à distância de 100 anos. 

          Então uns poucos líderes dos países mais poderosos dirigiam o mundo. Aplaudiram por mera cortesia minhas palavras e continuaram placidamente cavando a sepultura de nossa espécie.

         Parecia que em nosso planeta reinava o senso comum e a ordem. Há tempos que o desenvolvimento econômico apoiado pela tecnologia e a ciência parecia ser o Alfa e o Ômega da sociedade humana.
Agora tudo está muito mais claro. Verdades profundas foram abrindo caminho. Quase 200 Estados, supostamente independentes, constituem a organização política à qual teoricamente corresponde a tarefa de reger os destinos do mundo.

           Cerca de 25 mil armas nucleares em mãos de forças aliadas ou antagônicas dispostas a defender a ordem em mutação, por interesse ou por necessidade, reduzem virtualmente a zero os direitos de bilhões de pessoas.

           Não cometerei a ingenuidade de atribuir à Rússia ou à China a responsabilidade pelo desenvolvimento desse tipo de armas, depois da monstruosa matança de Hiroshima e Nagasaki, ordenada por Truman, após a morte de Roosevelt.


           Tampouco cairia no erro de negar o holocausto que significou a morte de milhões de crianças e adultos, homens e mulheres, principalmente judeus, ciganos, russos e de outras nacionalidades, que foram vítimas do nazismo. Por isso, repugna a política infame dos que negam ao povo palestino seu direito a existir.

           Alguém pensa por acaso que os Estados Unidos serão capazes de atuarem com a independência que o preserve do desastre inevitável que os espera?

           Em poucas semanas os US$ 40 milhões que o presidente Obama prometeu arrecadar para sua campanha eleitoral só servirão para demonstrar que a moeda de seu país está muito desvalorizada e que os Estados Unidos, con sua insólita e crescente dívida pública que se aproxima dos US$ 20 trilhões, vivem do dinheiro que imprimem e não do que produzem. O resto do mundo paga o que eles dilapidam.

          Ninguém crê tampouco que o candidato democrata seja melhor ou pior que seus adversários republicanos: chame-se Mitt Romney ou Rick Santorum. Anos-luz separam os três de personagens tão relevantes como Abraham Lincoln ou Martin Luther King. É realmente inusitado observar uma nação tão poderosa tecnologicamente e um governo ao mesmo tempo tão órfão de ideias e valores morais.


          O Irã não possui armas nucleares. Acusa-se o país de produzir urânio enriquecido que serve como combustível energético ou componente de uso médico. Queira-se ou não, sua posse ou produção não é equivalente à produção de armas nucleares. Dezenas de países utilizam o urânio enriquecido como fonte de energia, mas este não pode ser empregado na confecção de uma arma nuclear sem um processo prévio e complexo de purificação.

          Contudo, Israel, que com a ajuda e a cooperação dos Estados Unidos fabricou o armamento nuclear sem informar nem prestar contas a ninguém, até hoje sem reconhecer a posse destas armas, dispõe de centenas delas. Para impedir o desenvolvimento das pesquisas em países árabes vizinhos, atacou e destruiu os reatores do Iraque e da Síria. E declarou o propósito de atacar e destruir os centros de produção de combustível nuclear do Irã.

          Em torno desse crucial tema tem girado a política internacional nessa complexa e perigosa região do mundo, onde se produz e fornece a maior parte do combustível que move a economia mundial.

          A eliminação seletiva dos cientistas mais eminentes do Irã, por parte de Israel e de seus aliados da Otan, se converteu em uma prática que estimula os ódios e os sentimentos de vingança.

           O governo de Israel declarou abertamente seu propósito de atacar a usina produtora de urânio enriquecido no Irã, e o governo dos Estados Unidos investiu centenas de milhões de dólares na fabricação de uma bomba com esse propósito.

          Em 16 de março de 2012, Michel Chossudovsky e Finian Cunningham publicaram um artigo revelando que "um importante general da Força Aérea dos EUA descreveu a maior bomba convencional - a antibunkers de 13,6 toneladas - como 'grandiosa' para um ataque militar contra o Irã".

"Um comentário tão loquaz sobre um artefato assassino em massa teve lugar na mesma semana na qual o presidente Barack Obama se apresentou para advertir contra a 'fala leviana' sobre uma guerra no Golfo Pérsico."
"...Herbert Carlisle, vice-chefe do Estado Maior para operações da Força Aérea dos EUA. [...] agregou que provavelmente a bomba seria utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington."
"O MOP, ao qual também se referem como 'a mãe de todas as bombas', está projetado para perfurar através de 60 metros de concreto antes de detonar sua bomba. Acredita-se que é a maior arma convencional, não nuclear, no arsenal estadunidense."
"O Pentágono planifica um processo de ampla destruição da infraestrutura do Irã e massivas vítimas civis mediante o uso combinado de bombas nucleares táticas e monstruosas bombas convencionais com nuvens em forma de cogumelo, incluídas a MOAB e a maior GBU-57A/B ou Massive Ordenance Penetrator (MOP), que excede a MOAB em capacidade de destruição."
"A MOP é descrita como 'uma poderosa nova bomba que aponta diretamente para as instalações nucleares subterrâneas do Irã e Coreia do Norte. A imensa bomba - maior do que que 11 pessoas colocadas ombro a ombro, ou mais de 6 metros desde a base até a ponta."

           Peço ao leitor que me desculpe por esta complicada linguagem do jargão militar.


           Como se pode verificar, tais cálculos partem do pressuposto de que os combatentes iranianos, que totalizam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e suas tradições de luta, se renderão sem disparar um só tiro.

          Em dias recentes os iranianos viram como os soldados dos Estados Unidos que ocupam o Afeganistão, em apenas três semanas, urinaram sobre os cadáveres de afegãos assassinados, queimaram os livros do Corão e assassinaram mais de 15 cidadãos indefesos.

        Imaginemos as forças dos Estados Unidos lançando monstruosas bombas sobre instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura tinha sido concebida.

          Não é preciso uma palavra mais para compreender a gravidade de semelhante política. Por esse caminho nossa espécie será conduzida inexoravelmente para o desastre. Se não aprendemos a compreender, não aprenderemos jamais a sobreviver.

           De minha parte, não abrigo a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história."
Fidel Castro Ruz

 (Extraido do site do Pravda na íntegra)

sábado, 24 de março de 2012

Dor cantada

Maior clamor nem mais estranho existe
que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando se sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

A dor ainda hoje persiste
Dor clamada, dor cantada
O velho amor ainda resiste
Nessa face já amargurada

Eis uma alma triste:
Nada mais me agrada
Desde que partiste
Você minha amada

Alma acabada
A minha existe
Para ser cantada
A ode triste.

Amor, doce amor

Pergunte a um sábio,
a diferença que há
entre amor e amizade,
Ele dirá a Verdade...

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor é perecível,
a amizade perdura.

O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
O amor dá paixão,
a amizade compreensão.

O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade é certeira,
Sem se tem certeza,
que torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a paixão é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando amor é antigo,
O tempo não é mais
Um grande inimigo
Pois quando se passa
Mas se sente querido

Cantigo de poeta

Meu canto é forte,
Companheiros, ouvi:
Sou filho das relvas,
Nas relvas cresci;
Guerreiros, descendo
Eu ei de vir.


Do frio pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Na noite renasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de sorte,
Grosseiros, ouvi!

Na noites amei,
Nos dias andei,
Errante companheiro
Sem norte, sem sorte
Amei tal açoite
Donzela da noite
Durmo no pernoite

Vivo sem  sorte,
Companheiros, ouvi:
Sou filho das relvas,
Nas relvas cresci;
Guerreiros, descendo
Eu ei de porvir.



Solidão

Parece que foi ontem:
Parece que foi hoje
Que ela partiu
Levou sua mala
Levou sua gata
Levou o meu coração
Triste não?
Nem se despediu,
Simplesmente partiu
Que dia triste
Solidão existe.

Ela

Ela gostava de três coisas nesse mundo:
Cantar canções melosas, sorrir dos saltimbancos
e contar contos antigos já bem gastos.
Não gostava de me ver chorando,
nem de ficar recitando sua beleza.
E nem de canções homéricas
... e eu a amava.

ENEM ( uma tolicie sem igual)



         Certa vez passava pela rua quando vi desesperados alguns estudantes do ensino médio da Escola pública, eles estavam fazendo uma vaquinha para comprar uma revista para se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (vulgo: ENEM).


        Obviamente eu não percebi o porquê daquela preocupação dos garotos, além porque o ENEM não é tão difícil de se passar assim. Avaliemos as questões de História, questões de ordem prática, das quais posso dissernir algumas palavras:
http://www.replicante.org/wordpress/wp-content/uploads/2010/11/ENEM-Exame-Nacional-do-Ensino-M%C3%A9dio1.jpg
O Enem

        O que o ENEM cobra?

        Cobra que você saiba que quem foi o carinha que saiu do Porto de Lisboa em 1500 e que no meio do caminho se perdeu e acabou caindo na Ilha de Vera Cruz e os positivistas  clamam como descobridor do Brasil.

1) Pablo Neruda
2) Pero Vaz de Caminha
3) Pedro de Alcântara Carlos
4) Pedro Alvares Cabral

           Se você errou essa, pode-se dizer que até no ENEM você reprovou, o que é uma coisa ruim. Ruim, não por ser o ENEM uma coisa ruim, ruim por ser o ENEM uma coisa tão fraca e tão inferior no circulo acadêmico que você pode sofrer bullying com isso. Ninguém, em um mundo ideal, consegue reprovar no ENEM.

           Primeiro, História, História mesmo, o Enem cobra quase nada, é uma prova de conhecimentos gerais, tão fácil quanto aquelas cruzadinhas do Jornal de Domingo, até mesmo porque os textos disposto na prova praticamente te dão a resposta, basta ter boa interpretação.

Uma típica questão do ENEM
           O problema do ENEM é que ele julga por baixo a capacidade dos alunos de aprendizagem, primeiro, porque se eles colocassem uma proa rigorosa padrão Unb, quase setenta porcento das pessoas, ou mais, não iam passar, e isso mostraria tão cadente é o nosso sistema de ensino, segundo, não haveria ninguém, nenhum tolo qualquer que iria entrar na faculdade pública e pagar o emprestimo que o governo dá, com dinheiro público (que notavelmente é desviado), aos alunos para pagarem a universidade particular de quinta qualidade.


          O Brasil precisa formar engenheiros, mas precisa ainda mais enganar seu povo, dizendo que dá oportunidades para todos poderem crescer. Isso é uma ignonímia, se considerarmos que no Ensino Básico deixa-se passar erros graves de redação e da matemática, erros os quais perduram até o âmbito acadêmico.

         Aí não é só problema do governo, que já paga mal para todos os funcionários de ensino, e não investe em novas escoals, é um problema de desvio sistemático de verbas da Educação e um desinteresse crescente dos profissionais da Educação (ninguém mais quer ser professor, até mesmo por questão social).


         A escola pública básica é uma das coisas mais tristonhas que já vimos, pois além de encontrarmos a falta de carteiras para os alunos sentarem, falta de giz por exemplo, professores (honestos ou não) ficam por tempo demasiado de licença.

          Além disso, vivenciamos na educação um gigantesco problema, pois além de não haver empenho do Governo na Educação, também não há empenho dos pais em educar seus filhos... Tanto que não são raros os caso de crianças mal-educadas e mimadas baterem em seus professores e serem suportadas por seus pais irracionais que sempre julgam o professor como culpado.

É assim agora


Íliada não é um pouco demais?
             Acrescenta-se aí o fato de que são poucos os pais ( notadamente os pais com melhor condição financeira ou com verdadeiro empenho para com a vida dos filhos) que incentivam desde as idades terrenas ao contato com os livros, e sim, as crianças estão ficando acostumadas mais cedo a ficarem em frente a TV e ao videogame.

              Tem ainda o problema da grade curricular do ensino, que importamos do ensino francês anterior aos anos 60, em que levamos os jovens a ler clássicos à força, sem terem contato com o vcabulário totalmente ultrapassado, como por exemplo Ilíada e Odisseia, Camões e afins, enquanto livros atuais ou mesmo mais indicados para as idades dos alunos são desconsiderados.




            Esquecem-se os educadores que os nossos pais aprenderam a ler foi com os gibis, por que não usar mangás o mesmo revistinhas em quadrinhos para ensinar as crianças a ler nas séries iniciais?



            Há ainda uma valorização absurda no ensino de materias que envolvam ciências exatas, como a matemática, herança maldita do positivismo, na qual criamos nada mais que robôs que tentam resolver cálculos absurdos sem sequer souberem problematizar problemas políticos, como os sistema parlamentar brasileiro.


           Einstein não era gênio por ter desenvolvido a Teoria da Relatividade ou  ter efetuado os cálculos da velocidade da Luz,  mas era um gênio por não só se prender a isso e ter pelo menos o senso crtítico de sua sociedade.
 

           Poucos aqui sabem que o Superman foi desenvolvido (mesmo que porcamente) nas ideias de Nietzsche, que o Mar Negro tem esse nome porque suas águas tem uma coloração escura, ou mesmo sabem problematizar que não importa se o Brasil foi descoberto em 1500, mas que a identidade Brasileiro só foi surgiu no século XIX com os nacionalismos, e ainda não é tão forte quanto os regionalismos.

          Poucos sabem que para enfretar o governo não há necessidade de advogado, que o sistema político instalado é tão arcaico que remonta à época clientelista da República do Café.

          É de proposito que o ensino é sabotado, não só porque as elites sentem medo de que se o cidadão ao desenvolver um senso crítico se revolte contra elas, abrindo margem para uma Revolução (Chega a ser um milagre que desde a vinda da Família Real, o Brasil tenha assistido apenas golpes militares desencadeados pelas elites, mas nunca revoluções desencadeadas pelas massas). As elites não gostam que os cidadãos comuns possam ter um senso crítico que as contraponha em seus luxos, e muito menos que iniciem uma revolta popular, não à toa manipulam a mídia.




         Chega de bater só na mídia, tá na hora de bater no cidadão comum. Você fica dizendo: "Ah, eu sou manipulado, eu sou manipulado!", mas você é o primeiro ao assisitir o Big Brother, votar em que vai ser o líder, reclamar no Jornal Nacional que o Sarney faz isso, faz aquilo, que o país não presta, mas é o primeiro a subornar um guarda de trânsito para lhe tirar a multa, e sim você fica puto quando o Ricardo Teixeira rouba milhões da CBF, que nem é pública, mas vira as costas quando Valdemar da Costa Neto, um reconhecido corrupto, sai ileso de uma investigação. Você é o hipocrita dessa história! A sociedade brasileira só é o reflexo do que você e outros são!








            Do que falava mesmo? Ah, sim, educação! Já basta o Cristovam bater todo dia na lente do seu teleivisor, dizendo que a resposta é: "EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO! EDUCAÇÃO", porque a palavra em si só serve pra pontuar o dicionário do Aurélio, pois educação, educação mesmo não precisa ser toda hora dita, ela é feita!

Ele fica falando isso a um tempão, mas quando foi Ministro da Educação, pouco fez também


           Levante esse traseiro gordo da poltrona do seu sofá, desligue a novela das 9, e vá ler um livro, ou se não tiver livro, no pior dos casos, leia a Wikipédia. Pois o ensino não acaba quando você tem um diploma, ele só acaba quando você morre de velhicie!



            Voltando ao ENEM, os absurdos que encontramos nas provas mostram sim a carência do ensino educacional brasileiro, uma carência que remonta sim desde a Ditadura (existe a lenda que o ensino no Regime Militar era melhor, mas isso era uma grossa mentira! Meu pai estudou nissso e tem problemas reais para problematizar algumas questões e até mesmo de redação).


             Os governos, tradicionalmente pouco investem em educação,a exceção talvez tenha sido à época do Positivismo, que querendo ou não, na República Velha se instalaram as primeiras escolas, mas essa noção educacional só tinha a ver com a visão positivista de "civilizar" uma nação de iletrados.


              Pois eis que no período Vargas, e principalmente no período republicano paternalista, o Populismo, as elites perceberam que era mais vantajoso ter as massas em constante estado de alienação, do que educá-las para por fim acontecer o mesmo que com a Rússia. Uma Revolução (O Brasil esteve muito perto disso, na Coluna Prestes, mas nessa época Prestes não era comunista, e não teve nenhuma oportunidade de instalar revolução na afamada Intentona Comunista).


            Agora que o Brasil despontou como uma grandeza no mercado internacional, as elites perceberam que precisavam de trabalhadores capacitados para produzir os seus produtos. Isso quer dizer, agora incentivam os empregados a aprenderem, mas numa corda tênue, não deixando que eles possuam senso crítico;




          Em outras palavras, estamos criando robôs técnicos sem nenhum senso crítico.

Eis o seu futuro, camaradas, maquinas sem senso crítico


          O ENEM é uma tentativa fadada ao fracasso de inserir individuos sem um preparo escolar bom (isso em virtude da ingerência do próprio estat) no âmbito acadêmico. Ela plurariza o ensino sim, ela insere membros de outras classes na universidade sim, mas não se preocupa em dar a base para que tais alunos posssam exercer seus estudos de maneira justa na universidade, visto que possuem carências de ensino que remontam aos tempos da educação básica.



           Ser universitário não garante mais emprego em virtude disso, pois o diploma não mais garante que esteja capacitado para o mercado de trabalho, afinal de contas, a função da universidade não é sanar as carências do ensino básico, mas desenvolver estudo de qualidade e pesquisas. Não à toa que as taxas de evasão dos cursos universitários no Brasil são realmente altas.

           A proposta do ENEM ser utilizado como critério de avaliação nas universidades, nada mais é que uma ação política de proposta populista, na qual o governante X vê-se com o carisma elevado dentre os estudantes que passaram por esse sistema, pois estes sentem-se priveligiados por tal política, ou mesmo não percebem o que há por trás dela.

As perolas do ENEM



              O ENEM não que produzir outra coisa senão tecnocratas sem nenhum senso crítico, pois essa é a proposta de ensino atual do Ministério da Educação, pois o populismo não sobrevive sem que as massas se vejam alienadas.


                Por essas razões sou contrário ao uso do ENEM como critério de avaliação nas universidades, mas então o que sou favor?


              Sou a favor de que se largue de lado a preguiça com que nós temos ao tratar a educação e nos empenhemos em ensinar as crianças a terem o primeiro contato com o livro, sou  a favor de pressionarmos o governo a melhor  a base de educação, a Educação Básica e a Educação do Ensino Médio.

O que importa é o Ensino Básico, pois nele está a base de toda a cadeia escolar



           Sou a favor de se reestruturar o sistema de ensino arcaico com qual nós nos deparamos, educadores e alunos, excessivamente burocrático e pouco funcional.

            Sou a favor de que os pais envolvam os seus filhos em uma educação continuada, na qual eles próprios desenvolvam seus valores e não deixem aos encargos dos educadores a tarefa de educar as crianças as regras de convivência social.





            Pais, educadores, alunos, uni-vos nessa cuasa justa e proletária, pois sem ela, não há como fugir de esteio estreito de dominação e injustiça!

Eis deve ser o seu dever, uni-vos pela causa educacional!

O crime da intolerãncia

        Nessa última semana ficamos estarrecidos com o que sew passou nos noticiários como um todo. Os crimes de intolerância estão ficando mais visíveis ultimamente.
      
         Não que não existissem, sejamos claros, existiam, mas agora temos a sensação de que estão crescendo, visto que numa única semana foram presos três acusados por intolerância racial e religiosa, dois em Brasília e um França, das quais, nos ataques em Toulosse essa semana tivemos o mórbido saldo de três mortos (seriam quatro, mas nao considero um só dia que o assassino tenha sido uma pessoa em algum dia).

          No Brasil, mais específico em Brasília, um grupo de neonazistas (talvez seja o termo mais aplicável nesse caso) realizou meses atrás ameaças a um deputado federal, reconhecidamente homossexual, e ameaçou aindao Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Brasília, ameaçando entrar com metralhadoras no campus e cometer uma bárbarie similar ao Massacre de Realengo (no Rio de Janeiro).

          Eu tive a infelicidade de ler o blog do infeliz que incitava tais ideia, que atendia pelo nome de Silvio Koerich, um nome notadamente falso, visto que as ideias que ele propagavam já figuravam crime. Além de ameaçar as lésbicas (a quem ele associava ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade), os gays, ele possuia realmente uma postura realmente machista, que chega a assustar qualquer ser humano normal.... Incitando a violência contra as mulheres, a quem enquadrava como "imorais", mas ele mesmo era imoral, tendo em vista que ele era a favor da pedofilia.

           Esse infeliz numa postagem incitou uma chacina às lideranças feministas, mas o pior de tudo isso foi que ele publicou uma fotografia de uma mulher, nua, com a cabeça decepada. Eu fiquei realmente chocado com tudo isso.

            Milhares de denúncias partiram à Polícia Federal de todos os cantos, e o mentor desse crime começou a ser investigado, enquanto isso as ameaças ao campo univeristário perduravam... Talvez tenha sido por esse motivo, mesmo numa eleição que julgo ter sido fraudulenta, que foi aceita a entrada da polícia militar no Campus Universitário.

             Dessa vez tivemos a sorte desses infelizes terem sido presos a tempo.


            Nessa quinta-feira,  os dois responsáveis por esssas atitudes  foram presos. A dupla, segundo policiais, teria aconselhado Wellington Oliveira, o assassino de 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio, em 2011.

             Outro detalhe importante a sustentar a tese da existência de uma rede terrorista é o fato de que os dois dispunham de 500 mil reais em uma conta bancária.

           Um dos responsáveis por propagar tais ideiasis, estava sendo alvo de investigação pelo Conselho Disciplinar Permanente da UnB, onde cursava Letras, devido ao seu envolvimento em conflitos raciais. O processo ainda está em andamento e tramita de forma sigilosa. Por não ter frequentado mais a universidade durante dois semestres consecutivos, esse infeliz perdeu sua vaga em 2006.

          Agora, o seu companheiro de crime, segundo a Polícia Federal,  tera participado de assassinatos na capital paranaense. A motivação de todos os supostos homicídios, até agora sem autoria, seria a intolerância. Se for comprovada a cumplicidade de Rodrigues nos crimes, ganhará ímpeto a veracidade do plano da dupla de matar alunos a cursar faculdades de Direito, Comunicação e Ciências Sociais da UnB. Os ataques se dariam em uma casa de eventos.

            Isso comprova o que eu digo a tempos, o nazismo está mais forte do que nunca (ainda não mais que em 1938 é claro), a intolerância perdura, e mesmo em sociedades ditas "democráticas" e ditas plurais, sem preconceitos (alguns têm a audácia de dizer que no Brasil não há preconceito!), isso anda acontecendo.

            Não vou enfatizar a temática psicológica que envolve um maníaco como esses, por três motivos:

           1) Não tenho estudo sobre Psicologia para isso;
           2) Não me interesso em perder tempo em estudar uma mente doente como essa;
           3) Essa é mais chocante. Eu sou a favor da pena pérpetua para crimes de intolerância (na verdade sou a favor da pena marcial, mas eu não estou aqui para propagar a defesa da pena de morte).

           Agora na França, parecemos assistir não só o problema dos grupos neonazistas, mas também grupos do fundamentalismo islâmico, visto que nos últimos anos a sociedade francesa, sob Sarkozy, tem vivenciando um sentimento anti-islâmico para contra as populações imigrantes. Não só na França, na Alemanha também, com os turcos, mas na França é mais grave, pois além da França (mesmo sendo um bastião revolucionário), ter membros da sociedade bastante  conservadores, ela assenta uma das maiores populações religiosas na Europa de judeus e islâmicos.

          A França, desde a ascensão do nazismo na Alemanha, talvez antes, se tornou um local para onde as populações judaicas procuraram refúgio de suas perseguições (A Inglaterra foi mais, mas a Frnaça tem um número considerável).

          Além disso, desde a virada do século XIX, a França ocupava colônias territoriais no Norte da África, onde notavelmente as populações são islâmicas, e com os movimentos de Descolonização no meio do Século XX, notavelmente na Argelia, muito membros dessas sociedades acabaram seguindo para a França, continuando a manter suas religiões e hábitos religiosos.

         Não que eu esteja dizendo que só porque o  cara é islâmico ele tem que ser terrorista, não é nada disso. A questão é que na França, tal como em outras sociedades européias, observa-se um sentimento de aversão, por vezes figurando a xenofobia declarada, para com as populações imigrantes, mais ainda em períodos de Crise, como a qual vivenciamos... Os franceses se vem "roubados" de seus empregos, pelos imigrantes, ocupações que antes nem se davam ao trabalho de procurar.

         Isso já é um fator que torna a situação complicada, outro fator é o Governo Sarkozy, mais em específico mesmo, restringir ainda mais a política de imigração francesa, dificultando assim a entrada de mais imigrantes na França, o que reconhecidamente frustra a vida de muitos membros da comunidade islâmica.

         Além disso, mesmo a França não ter se envolvido nas Guerras Americanas do século XXI com força (até porque a França tem um histórico de perder guerras respeitável), ela continua sendo um aliado importante dos Estados Unidos, o que para algumas organizações terroristas é um fator mais do que fundamental para deslanchar um ataque terrorista.

           Agora, conciliando isso à visão de Bauman sobre  a sociedade atual, observamos que não só a perda de empregos está fundamentando algumas ações dos jovens na Europa, mas não só isso, há também o fator de que numa sociedade de consumo como a nossa, por vezes, quando as pessoas são terminantemente recusadas do papel imposto pela sociedade, consumir, elas iniciam ações para se mostrarem na sociedade individualista. Isso também é uma possiblidade, mesmo que remota.

           Em todo caso, em Toulosse observamos por dois ou três dias, a existência de um assassino em série misterioso que propagava terror e sangria no Sul da França, o caso mais marcante talvez tenha sido o ataque à escola judaica, na qual morreram um professor e seus dois filhos. Isso me encheu de revolta, afinal, querendo ou não, são o meu povo.

            Em todo caso, na quinta-feira mesmo, os gerdames, a polícia francesa, montaram um cerco ao apartamento do atirador de Toulosse e iniciaram as negociações...Negociações frustradaas quando o atirador tentou fugir e levou um teco na testa.

          Querendo ou não isso mexeu com a sociedade francesa, e agora os candidatos mais reacionários, contrários aos imigrantes, estão mais em voga. Mas a questão que mesmo tenha acabado, uma coisa não encaixa: as duas primeira vitimas desse atirador não são judias, são muçulmanas. Então, por que esse camarada faria isso com sua gente?

          Talvez seja porque os muçulmanos não sejam esse grupo todo homogêneo e antagônico a nós quanto os Estados Unidos pintam, e Israel também, os muçulmanos têm radicalismos sim, assim, como os cristãos e os judeus (existem terroristas judeus, sabiam?). A intolerância não é restrita a uma religião, mas é geral à todas (exceto às religiões mais orientais, como o Budismo).

          A intolerância é inerente à sociedades com diferenças marcantes, na qual os individuos não se vem iguais aos outros, e se tornam estranhos entre si, pois o individualismo que vivemos gera um egocentrismo no qual o eu (ego) se sente mais poderoso que o todo e assim superior.

          Não vou dizer também que no marxismo não tenha isso, pois na verdade tem sim, mesmo que em menor grau, pois as pessoas, como individuos amorfos e imperfeito não compreendem que não é pela semelhança que somos iguais, mas sim por nossa diferença. Pois a única coisa que temos iguais é por sermos seres humanos, e por sermos humanos somos iguais.

          

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

A figura mais controversa pra mim na história da Ciência não é Oppenheimer (pai da bomba nuclear), nem Alfred Nobel (criador da di...