sexta-feira, 9 de março de 2012

Um pensador alemão

           Karl Heinrich Marx nasceu numa família de classe média da cidade de Tréveris, na época no Reino da Prússia, sendo segundo de nove filhos.

           Sua mãe, Henriette Pressburg (1771–1840), era uma judia holandesa e seu pai, Herschel Marx (1759–1834), um  renomado advogado e conselheiro de Justiça. Contudo,quando Karl tinha seis anos de idade, Herschel Marx, diante das pressões que o sistema atrofiado de justiça alemão dava aos judeus, decidiu converter-se e a toda a família ao luteranismo, uma mudança muito importante dado que Herschel descendia de uma família de rabinos.

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Casa dos Marx em Tréveris
        Marx não era nem de longe um modelo de beleza, embora fosse um estudioso notável, e se empenhando para entrar numa academia de estudos comerciais, por pressão de seu pai, o jovem Karl quando teve a oportunidade, ingressou à contragosto do pai, na  Universidade de Bonn para estudar Direito, transferindo-se no ano seguinte para a Universidade de Berlim, onde o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, cuja obra exerceu grande influência sobre Marx, foi professor e reitor.

Ficheiro:Marx2.jpg
O jovem Marx em foto

           Em Berlim, Marx ingressou no Clube dos Doutores, um grupo liderado por Bruno Bauer e rapidamente perdeu interesse pelo Direito e se voltou para a Filosofia, participando ativamente do movimento dos Jovens Hegelianos. Nessa época, Marx se tornou ateu.

       O pai de Marx nunca aprovara por completo que seu filho tenha deixado seu futuro promissor para dedicar-se à vida intelectual, e ameaçou retirar-lhe a herança várias vezes, mas Marx nunca ouvia ao próprio pai.

       Marx sempre fora apaixonado pela mais bela moça de sua aldeia, Jenny von Westphalen, filha do barão de Westphalen, e Marx, apesar de toda a pressão do barão para que os dois se afastassem, teve um envolvimento amoroso com a jovem, e permanceu por longos anos noivo da moça, até casar-se com ela em 1843, uma cerimônia não muito festejada pela família da moça.

        Jenny, ao contrário do que se pensa, foi muito feliz nos primeiros anos com Karl Marx, a quem ela tinha um tipo diferente de amor... Jenny não era apaixonada por Marx por sua aparência, que sejamos sinceros, não era das mais bonitas, mas sim apaixonada por seu intelecto (o que é raro hoje), a quem julgava um jovem muito amoroso e bom, com um bom espírito.

Datei:Karl Marx Frau.jpg
Jenny Marx, em foto






        Karl amava particularmente muito a Jenny, e fazia de tudo para amá-la, mas a situação com o tempo só foi piorando.










        Visto que Marx não tinha um emprego formal, tinha a fama de mal pagador e levava uma vida boêmia, não demorou para que as suas dívidas atrapalhassem o seu relacionamento, além disso, Marx tivera cinco filhos com Jenny: Franziska, Edgar, Eleanor, Laura, Jenny Longuet e Guido, além de um natimorto, mas infelizmente, ao que consta, Franziska, Edgar e Guido morreram na infância, provavelmente pelas péssimas condições materiais a que a família estava submetida.

File:Karl and jenny marx 1866.jpg
O casal Marx, em foto, 1866

        Marx, num dado momento, estava tão enrolado em dívidas, que começou a perceber que quanto mais tentava trabalhar, mais as dívidas ficavam altas, e dessa maneira, Marx foi ser jornalista num jornal liberal na Baviera. Esse talvez tenha sido o único emprego formal de Marx.

Ficheiro:Rheinische-zeitung.gif
Gazeta Renana

       Karl Marx, ao contrário do que se pensa, defendeu por muito tempo a liberdade de expressão  no pequeno jornalzinho A Gazeta Renana, e volta e meia atacava o governo de ser repressivo e autoritário, em 1842, Marx tornou-se redator-chefe do jornalzinho, e nessa época, as coisas estavam um pouco menos apertadas (afinal, Marx havia torrado toda a fortuna do seu pai), foi nesse período que Marx conheceu o seu maior patrono e amigo, Friedrich Engels.

File:Engels 1856.jpg
Engels, quando jovem






      Engels, bem sabido, era filho de um grande industrial de origem inglesa, que via-se preocupado com a temática social e possuía uma postura bastante liberal na época e progressista, Engels logo se encantou com as ideias de Marx, e os dois se tornaram grandes amigos.







      Contudo, em 1843, a Gazeta Renana foi fechada após publicar uma série de ataques ao governo prussiano, e consequentemente, Marx tendo perdido o seu emprego de redator-chefe decidiu se mudar para Paris. Lá assumiu a direção numa publicação sem grande renome, mas o que havia de especial estava por vir: Marx foi apresentado a diversas sociedades secretas de socialistas.


           Marx foi produto de seu tempo, segundo o pensador Leandro Konder:

"Antes de poder contestar a sociedade capitalista, Marx pertencia a ela, estava espiritualmente mais enraizado no solo da sua cultura do que admitiria",

         Pelos padrões da Era Vitoriana, Marx mostrou "traços típicos das limitações de seu tempo". Como moçinhas aristocráticas, suas filha,  tendo aulas de piano, canto e desenho, mesmo que não tivessem desenvoltura para tais atividades artísticas.
A família Marx com Friedrich Engels ao fundo

          Em Paris, Marx conheceu a Liga dos Justos (que mais tarde tornar-se-ia Liga dos Comunistas) e em 1844, Friedrich Engels visitou-lhe  por alguns dias. A amizade e o trabalho conjunto entre ambos, que se iniciou nesse período, só seria interrompido com a morte de Marx.

           Na mesma época, Marx também se encontrou com Proudhon, com quem teve discussões polêmicas e muitas divergências. E conheceu rapidamente Bakunin, então refugiado do czarismo russo e militante socialista, criador do pensamento anarquista.
Bakunin, em foto


       Inevitavelmente,  Marx intensificou os seus estudos sobre economia política, os socialistas utópicos franceses e a história da França, estudando a fio, com especial ênfase a Revolução Francesa, e começando a ter contatos com os movimentos socialistas anteriores. De acordo com Engels, foi nesse período que Marx aderiu às ideias socialistas.


       Marx, como sempre mexia na onça com vara curta ajudou a editar uma publicação de pequena circulação e começou contestar de novo o regime político alemão da época, por causa disso foi expulso da França em 1845 a pedido do governo prussiano.


         Migrou então para Bruxelas, para onde Engels também viajou.

        Foi nessa época que Marx começa a elaborar os desenvolvimentos de Mais-valia, valor agregado, e lucro sob os meios de produção que iriam integrar futuramente o seu livro, Das Kapital (O Capital).

           Mas obviamente, o maior trabalho de Marx, redigido junto com Engels, que foi redigido na Bélgica, foi o Manifesto comunista.

Ficheiro:Communist-manifesto.png
A Edição Inglesa do Manifesto Comunista


        Em 1848, Marx foi expulso de Bruxelas pelo governo belga, por ter incitado as massa,  e  junto com Engels, muda-se para Colônia, onde fundam o jornal Nova Gazeta Renana.Após ataques às autoridades locais publicados no jornal, Marx foi expulso de Colônia em 1849 (Marx não parava quieto!).

           Até 1848, Marx viveu razoalvemente bem com a renda oriunda de seus trabalhos, seu salário e presentes de amigos e aliados, além do que sobrou da herança legada por seu pai.

          Entretanto, em 1849 Marx e sua família enfrentaram grave crise financeira; após superarem dificuldades conseguiram chegar a Paris, mas o governo francês proibiu-os de fixar residência em seu território. Graças, então, a uma campanha de arrecadação de donativos promovida por Ferdinand Lassalle na Alemanha, Marx e família conseguem migrar para Londres, onde fixaram residência definitiva.

File:Marx old.jpg
Marx, em 1882, agora ele parece o Papai Noel!

         Em Londres, Marx era constantemente sustetado por Engels, que continuava com sua renda das fábricas de seu pai, e era rapidamente auxiliado por seus amigos em desconfortos financeiros, contudo, Marx estava na condição de "sem pátria" na Inglaterra, e também não era bem visto pelo governo inglês, embora tivesse alguma proteção dos trabalhistas.

       Marx, segundo contam as suas biografias, teve um filho nascido de sua relação amorosa com a militante socialista e empregada da família Marx, Helena Demuth, temendo que Jennie descobrisse a traição, Marx pediu a Engels para acobertar o fato, e Engels sendo solteiro assumiu a paternidade da criança.

          Frederick Delemuth, o suposto "filho de Engels" foi entregue a uma família num bairro operário inglês e Engels regularmente pagava uma pensão considerável à família adotiva.

        Marx continuou assim até a sua morte em 1883.

        Encontrando-se deprimido por conta da morte de sua esposa, Jenny, ocorrida em Dezembro de 1881,   Marx desenvolveu, em consequência da sua costumeiramente saúde debilitada, bronquite e pleurisia, e 14 de março de 1883, Marx  morreu na condição de apátrida, e foi rapidamente enterrado no Cemitério de Highgate, em Londres.

       No discurso final, Engels disse:

"Marx era, antes de tudo, um revolucionário. Sua verdadeira missão na vida era contribuir, de um modo ou de outro, para a derrubada da sociedade capitalista e das instituições estatais por esta suscitadas, contribuir para a libertação do proletariado moderno, que ele foi o primeiro a tornar consciente de sua posição e de suas necessidades, consciente das condições de sua emancipação. A luta era seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. (…) Como consequência, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo. Governos, tanto absolutistas como republicanos, deportaram-no de seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e pranteado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até a Califórnia, de todas as partes da Europa e da América - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal. "


quinta-feira, 8 de março de 2012

Um estudo da atualidade de Bauman




     Zygmunt Bauman, grande sociologo polonês foi entrevistado por uma rede brasileira a cerca dos acontecimentos da Europa e fez uma análise concreta sobre o presente. Sobre quais perspectivas podemos esperar da sociedade Pós-Crise.
Ficheiro:Zygmunt Bauman by Kubik.JPG
Bauman em foto




          Em um estudo bastante interessante, Bauman avaliou que os distúrbios na Inglaterra, no ano passado, particularmente em Londres, são não verdade um produto dos individuos de uma sociedade de consumo que desqualificados quanto ao poderio econômico, com o desemprego e dívidas batento à porta, se revoltaram contra o sistema capitalista e inseriram "por três dias" na sociedade de consumo, promovendo saques à lojas e shopping centers, e vingando-se da perversão com que a sociedade de consumo os encarava, quando não tinham como consumir, ao depredarem os edificios comerciais nos subúrbios de Londres.







         Bauman, num dado momento, atinge um ponto que acho muito importante, e que avalio, pessoalmente, que é presente ao nosso tempo... A questão é que hoje, no nosso tempo, as pessoas, tão acostumadas à sociedade de consumo, acostumaram-se a não pensar em mudar o mundo, não por pensar, como outras gerações, na clássica questão: "O que fazer?", mas com uma questão pior: "Quem vai fazer". Não há um ativismo expontâneo do individuo em tomar para si a liderança dos movimentos e acaba achando-se alheio à uma transformação social.


         Zygmunt Bauman ainda é mais enfático ao declarar: "nós hipotecamos o futuro", quando os governos europeus estabeleceram pacotes de austeridade econômica, os quais, segundo Bauman, não resolverão o problema da crise. Bauman também rejeita a ideia de maior emissão de papel moeda, pois logicamente, como sabemos, isso gera inflação (o Brasil teve dezenas de experiências assim, que remontam desde o século XIX), e inevitavelmente iria nos levar ao patamar da década de 20,30 do século passado.


O passado de 20

       Ele critica muito também a publicidade que está tornando a vida privada nos sistemas de compartilhamento social, tal como o Facebook, Blogger e afins... E o ponto que ele usa é bem forte, ao dizer que nós, blogueiros e afins, sentimo-nos confortáveis e imersos na sociedade quando recebemos um comentário ou estabelecemos uma discussão, porque nós nos sentimos integrantes da sociedade de consumo. Ele está certo, a psiquê de um blogueiro passa perto disso mesmo.
Não à toa que o Facebook é uma rede social


         Bauman acredita mesmo que estamos perto de uma revolução cultural ao incorporarmos o pensamento consumista em outros meios sociais, tal como a família, na qual, sentimos moralmente satisfeitos quando compramos coisas caras ou afins. Para ele não há mais o distanciamento de trabalho e lazer, contudo, ele mesmo argumenta, ele não se acha bem apto para fazer um estudo detalhado disso, pois ele acredita não ter instrumentos capazes para uma análise mais detalhada, explicitada no ponto do "interegno" que ele explica em minuncias, citando Tito Livio.


       A seguir a entrevista de Bauman, é muito interessante por sinal, parece que ao ouvi-lo, eu estou conversando numa roda de bar com os meus amigos sobre sociedade, história e projeções do futuro, um batepapo realmente interessante. (em inglês, com legendas em português)


         

O dia das mulheres

 

Enquanto todos saem correndo em tudo que é canto para comprar flores no Dia das Mulheres, muitos esquecem o significado real do dia 8 de março, um passado de luta e de sofrimento.

       Sim, foram as mulheres as forças propulsoras que  trabalharam em jornadas exaustivas em galpões e fábricas desumanas, tecendo tecidos, operando máquinas de costura por doze horas seguidas, com um ambiente árido e intragável.
        O chão cheirando a fuligem e com ratos brincando com novelos de lã enquanto crianças perigosamente passavam por baixo das máquinas a fim de pegarem tiras de tecido que caiam da tecelagem... O patrão, sempre muito exigente, não permitia que elas conversassem entre si, que tivem mais de dez minutos de parada para o almoço e dava-lhes alguns trocados por dia trabalhado.
      Ao voltarem exaustas para suas casas, ainda tinham que cuidar de seus numerosos filhos, enquanto eram surradas por seus maridos bebâdos que nada mais queriam dinheiro para a bebida, e usá-las a seu bel-prazer.
Nicolau II nunca teria caído sem elas
      Sim, esse é o passado das mulheres.
 
      Como também é o seu passado, as mulheres arrajavam tempo ainda para envolver-se em política, impelir os homens à luta, advogar por causas sociais e  humanistas. Tais exemplos são:

        1) Foi com os protestos e as marchas de mulheres em 8 de março de 1917, em São Petersburgo que a Dinastia Romanov desabou, dando início ao governo Provisório;

          2) Foi com os sentimentos perpetrados pelas mulheres para o fim da Primeira Guerra Mundial contra as hostilidades, que mais e mais os governantes se viam pressionados a acabar com a guerra (mas não de um jeito saudável, é claro);
Senão fosse o seu sofrimento, as leis trabalhistas dificilmente mudariam

         3) Esse dia é terminantemente associado ao desastre da fábrica Triangle Shirtwaist, no qual vitimou centenas de mulheres e crianças em New York, en 1911.
         Não a toa que a Liberdade é retratada como uma mulher, uma figura guerreira que impele os homens à guerra, à luta.
A Grand Liberté
       Mas as mulheres não foram só isso, elas também foram grandes líderes e cientistas:
 
 
1) O que seria de Odisseu sem Penélope e sua insistência para com o seu amor? Penélope podia tê-lo abandonado ao primeiro sinal, e Ulisses nunca mais teria o seu trono.
 
 
2) E Julio César sem Cleopatra para amar (para trair sua esposa, Agripina)?
3) O que seria da Rússia sem Catarina, a Grande que dera o golpe em seu marido, Pedro II, para colocar o Principe Potemkin no poder?  
Potemkin e Catarina
  
4) O que seria de Camões se não tivesse sua amante, a qual morreu afogada, enquanto ele salvava os Lusíadas (bem, melhor tirar essa parte)?
5) O que seria de Agamenon, Troia e afins, se não fosse Helena, que com sua virtude, com seu encanto, compelisse para os homens levantassem em armas e velejassem pelo Egeu a fora?
6) O que seriam dos estudiosos e físicos nucleares sem os estudos quase suícidas de Marie Curie?
Sem Curie, nós não iamos saber nada de Radiação
 
7 ) Peron nunca conseguiria ficar muito mais tempo no poder sem Evita.
 
8) Os romanos nunca seriam contestados sem Boudica.
 
9) Os ingleses nunca seriam derrotados sem Joanna D'Arc

Não foi a toa que Prestes gostou de Olga
10) E o que diria o velho Carlos Prestes, sem sua Olga Benário, a astuta e ousada comunista alemã?
Lenin e Krupskaia
11) E Garibaldi, sem a coragem de Anita?
12) O que seria de Lênin sem Kruspkaia? 
13) E eu sem minha amada?
      Nós homens não somos nada sem as mulheres, porque direta ou indiretamente as mulheres influem no nosso universo, modificam as nossas vidas, cuidam de nós, olham por nís, nos amam como nós somos, tornam nossas vidas cada vez mais estimulantes, e nos fazem esquecer por um instante da selvageria e da guerra.
      São elas que nos emocionam, são elas que nos fazem cantar, escrever poesia, sorrir! São essas pequenas criaturas amáveis que fazem a vida ser essa coisa que é... Confusa, complicada, mas divertida.
      Poderia também aproveitar a oportunidade para atacar o pensamento feminista, mas vamos deixar pra lá, hoje é dia para homenagear as mulheres. (Os homens até hoje sentem um prospecto nebuloso que os faz ressentir do passado quando lembram-se das perseguições às mulheres)

Discussão sobre resolução do ECAD

        Ultimamente, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) sancionou que os blogs e outros endereços da internet que incorporam vídeos de sites de streaming - como o YouTube, por exemplo - devem pagar direitos autorais. O órgão se baseia na lei para efetuar a cobrança.

         Isso quer dizer, que todo o conteúdo incorporado pelo Youtube para esse blog está com o risco de ter uma cobrança sobre o seu material.

            "De acordo com o artigo 31 da Lei 9.610/98, as diversas modalidades de utilização da música são independentes entre si, e a autorização para o uso por uma delas não se estende para as demais", afirmou o Ecad, por meio de nota disponível na internet.


            Em outras palavras, se uma pessoa compartilha um vídeo, por exemplo, de uma música... mesmo que o Youtube esteja pagando os direitos autorais, a pessoa pode ser responsabilizada pelos direitos autorais e dessa maneira inicia-se uma cobrança pelo uso da música.

           Em reportagem, do jornal O Globo (sim, o sensacionalista do Roberto Marinho) informou que os responsáveis pelo blog sobre design Caligraffiti foram notificados pelo Ecad e o órgão quer receber R$ 352, 59 por mês pelos direitos dos vídeos do YouTube e do Vimeo que foram incorporados.

       Uno de Oliveira, um dos colaboradores do Caligraffiti - que não gera nenhum lucro -, se manifestou por meio de um post publicado no último dia 2 de março:
 
"Conversamos com muita gente, blogueiros, advogados especializados e formadores de opinião, todos concordam que esse tipo de atitude inibiria a blogosfera brasileira, que utiliza muito material compartilhado de grandes canais de vídeo online. Por opiniões unânimes decidimos recolocar o site no ar e encarar a briga, caso realmente eles queiram isso."

         Eu nem preciso expressar minha nota de repúdio ao Ecad, porque isso parece ser óbvio, afinal de contas realizar uma cobrança a um blog sem fins lucrativos é o cúmulo do absurdo.

         Provavelmente eu não seja afetado, afinal os vídeos aqui postados são de canções soviéticas, vídeos históricos, e músicas de compositores falecidos (o que diminui a possibilidade de Direitos autorais), mas em todo caso, eu me solidarizo com os blogueiros que podem ser afetados por essa resolução do Ecad, e expresso que se em qualquer infortúnio me for feita essa cobrança, eu estarei no coro dos realmente revoltados.
                                                                                            Sinceramente, o blogueiro
                                                                 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nietzsche e seus aforismos

 

    A seguir alguns aforismos (frase impactantes) do Professor Friedrich Nietzsche sobre a sociedade e a filosofia, e principalmente a filosofia.

    Nieztsche para que não sabe foi um grande pensador alemão da virada do século XIX notável por suas ideias radicais quanto à religião, aos pudores e a sociedade como um todo, e por isso divertido de se ler, o professor Nietzsche por vezes é tão polêmico que chega a ser divertido.

     Por ser tão polêmico, tanto quanto mamilos, e por não ter papas na língua, Nietzsche é um dos meus pensadores favoritos.

  1. "A filosofia é o exílio voluntário entre montanhas geladas." ( Platão iria se remoer no seu túmulo)
  2. "Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmo somos desconhecidos."
  3. "Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia." (Toma, essa é a minha favorita)
  4. "O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."
  5. "Como são múltiplas as ocasiões para o mal-entendido e para a ruptura hostil!"
  6. "Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".
  7. "Há homens que já nascem póstumos." (meio deprecivo)
  8. "O Evangelho morreu na cruz." (não falei)
  9. "A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."
  10. "Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no "além" - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."
  11. "Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária." (O Bispo Macedo aí pira)
  12. "O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo." (de novo o Macedo pira)
  13. "A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."
  14. "As convicções são cárceres."
  15. "As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."
  16. "Até os mais corajosos raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."
  17. "Aquilo que não me destrói fortalece-me"
  18. "Sem música, a vida seria um erro."
  19. "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
  20. "A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo."
  21. "O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."
  22. "Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."
  23. "Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos." (normalmente verdade se tratamos de populistas)
  24. "Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar."
  25. "Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras." (O House usa muito isso)
  26. "O Homem evolui dos macacos? É, existem macacos!"
  27. "Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal." (Tema do blog)
  28. "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
  29. "Torna-te quem tu és!"
  30. "Cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar"
  31. "O desespero é o preço pago pela autoconsciência"
  32. "O depois de amanhã me pertence"
  33. "O padre está mentindo." (Imagina, ele falando isso no meio de uma congressão católica, Nietzsche era doido)
  34. "Deus está morto mas o seu cadáver permanece insepulto."
  35. "Acautela-te quando lutares com monstros, para que não te tornes um."
  36. "Da escola de guerra da vida: o que não me mata, torna-me mais forte."
  37. "Será o Homem um erro de Deus, ou Deus um erro dos Homens?" (aí)
  38. "É preciso muito caos interior para parir uma estrela que dança."

Suícidio: Não vá nessa!

         Sim, esse é um tema bastante indigesto para se escrever após algumas postagens estimulantes, mas o Suícidio deve ser tratado com bastante seriedade.

         Esse tópico aqui apresentado visa impedir que as pessoas caiam nesse grave problema, a questão do suícidio, como irei explicar logo a seguir não é tão tangente assim para mim, e eu mesmo desejo impedir que jovens como eu joguem suas vidas foras num ato extremo.


        Esse post também pode servir aos pais, ou mesmo aos amigos próximos de um possível suícida (é um termo difícil de escrever, mas encaremos abertamente o problema).

               Desde Socrátes, quando os atenienses iam para Ágora para suas famosas discussões empíricas e filosóficas (embora o empirismo ainda não tivesse sido inventado), em praça pública, com o famoso julgamento de Socrátes, esse tema vêm sido por demasiado idealizado.

          Mas devemos fazer uma distinção logo de ínicio, o suícidio de Socrátes não foi uma ação voluntária, ele não decidiu por livre vontade que ia se matar por cicuta, ele foi obrigado a isso por causa exatamente de se recusar a voltar atrás em suas ideias, e os atenienses, acabarem por condená-lo em um julgamento à morte.

        Há o quadro retratando isso, mas acho inapropriado mostrá-lo com um tema demasiado indigesto.

        A questão é que o suícidio acabou perpetrando o imaginário ocidental por muito tempo, passando por Roma, incluindo o antigo Egito, onde Cléopatra mesmo deixou-se picar por uma cobra ao perceber que Marco Antonio, seu grande amor ia ser morto, e essas ideias ficaram rondando em torno de Roma até o Fim do Império.
Cleopatra


        Eis que na Idade Média, quando o cristianismo toma feições de extrema força, o suícidio acaba sendo um tema anti-ético, e totalmente criminoso, pois dada a postura da Igreja, ao invês de ajudar as pessoas nesse estado, preferia-se puni-las com sermões intermináveis. Quem ousasse suicidar-se em plena Idade Média (na verdade, até a Reforma), seria rapidamente excomungado e não poderia ser enterrado com os seus parentes e entes queridos nos cemitérios da Igreja.

         Na Modernidade, o tema continua sendo um tabu, até surgir um evento que iria torná-lo algo idealizado: o Romantismo. 

        Sim, o Romantismo, aquela escola literária do século XVIII/XIX que pregava uma idealização extremada do indíviduo, uma centralização no personagem, um amor incondicional à pátria, e claro com pensamentos profundamente pessimistas numa época.

         O Romantismo, essa escola literária surgiu in facto com a publicação do mais polêmico talvez de seus livros, O Sofrimento do Jovem Werther, de Goethe,  que a despeito de seu sucesso quase que repentino, dada à profundidade das palavras de Goethe, causou uma onda de suícidios tamanha na Europa, principalmente na Alemanha, chegou a ser proibido por muito tempo em alguns países da Europa de circular.

        O Romantismo incitou mesmo os jovens mundo à fora, com suas feições idealizadas do amor e do Mundo, seu egocêntrismo e gerações profundamente deprecivas, a tomarem para si o ato mais extremado, o suícidio.

        Não que eu odeie o Romantismo, afinal de contas, essa uma das escolas literárias que mais gosto talvez, junto com o realismo, mas esse cárater deprecivo da geração Byroniana e ultrarromântica, não à toa recebeu a denominação de mal do século pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.
Lord Byron, poeta de tendencia depreciva

       A morte não é essa coisa bonita que os românticos mostram.

      O suícidio apartir daí só foi crescendo, e tomando, infelizmente maior grau de inserção na sociedade, visto que com o passar das décadas, com a industrialização, que trazia além de desempregos, também sentimentos adversos numa sociedade consumista e totalmente conflitante, acabou crescendo no século XX.

     Eu podia continuar nessa abordagem histórica sobre o suícidio, mas acho que já me fim entender.

    







         Agora vou falar o porquê de ter entrado nesse tema.

            O suícidio é um tema recorrente em minha família, sinceramente, eu perdi um tio, e um tio-avô com isso (uma coisa que deixou muito abalados os meus avôs, e meus pais também), mas não só isso, eu também entrei nessa onda. Tentei me matar duas vezes.

           Sim, eu tentei me matar duas vezes, nas duas falhei. Eu nem sei como consigo hoje escrever tais palavras sem sentir calafrios nos meus dedos.

          Hoje eu sei que eu estava errado, não valia a pena mesmo ter feito isso, mas mesmo assim, vou fazer uma análise da situação.

          Eu vivia com razoável conforto (ainda vivo), num bairro de classe média, na Capital; frequentava a melhor escola talvez da cidade toda, e com certeza, a mais exigente... Sempre fui um adolescente com uma folha de ensino exemplar, tanto que me formei no Ensino Médio dois anos antes do convencional.

       No meio disso tudo, com as pressões decorrentes do vestibular, devo dizer me deixaram tenso, e irritadiço.

        Para piorar, meus pais, bem, eles não são as coisas mais fáceis do mundo... Meu pai, mesmo, era uma pessoa realmente severa, que se importava quase nunca com meus estudos, ou comigo mesmo, vivia para o seu maldito trabalho, e quando vinha falar comigo era para ter resultados.

        Meu pai sempre e ainda me pressiona nos estudos, querendo me fazer por fazer entrar no serviço público (o que eu rejeito relutantemente até hoje).

         Quando, eu sofri bullying, por exemplo, ele nunca me apoiou, disse que eu estava sendo fraco, que isso não era nada, e que não devia me importar com isso (não a toa, que não gosto muito do meu pai).

        Minha mãe, apesar de ser melhor comigo pessoalmente quanto ao tratamento pessoal, ela de vez em quando tem ataques histéricos, e num dado momento acaba brigando com você sem qualquer motivo aparente, desconfia de tudo e a todos (eu tenho algumas desconfianças sobre o que isso fundamenta).

        Além do bullying que sofria na época, afinal eu era do corpo dos clã dos Decididos Favoritos ou CDFs, sofria com uma surdez ocasional no ouvido esquerdo, e uma profunda angustia pessoal.

         Visto que na época não fazia sucesso com as mulheres (na verdade, sempre fui mais dado ao trabalho, isso é um erro particularmente meu), eu sou originalmente sozinho, eu estava sofrendo com os desatinos de um romance amoroso complicado.

         Além disso, estava me encontrando religiosamente com o judaísmo, a religião dos meus avôs, o que encontrou rixas em casa (Se você pensa mesmo que os seus pais não se importam com a sua religião, é porque não viu quando você tenta falar a eles que não acredita mais no que eles acreditam).

         Eis o pano de fundo para um desastre. Minha mãe, consideravelmente, me xingou de todas as formas, me execrou, me amaldiçoou e encontrou tudo que foi tipo de palavrão, que não pensei que haviam tantos, na língua portuguesa, ao saber que eu ia me converter ao judaísmo e a retornar às nossas origens (ela aparentemente não tem muito orgulho de nosso passado).

        Ela brigou comigo de todas as maneiras, e como é comum de algumas mulheres histéricas, jogou sujo: Ameaçou me tirar da escola, retirar do meu círculo de amizades e me retirar todos os bens que eu desfrutava (desde os meus livros, o que seria um crime absurdo, até o meu computador e meu televisor).

         Minha mãe me humilhou de todas as formas, e no meio da efervecência política que eu estava passando (essa tinha sido a época do meu primeiro protesto estudantil), ela me ameaçou expulsar de casa.

        O pior de tudo foi exatamente o que estava por vir: Minha mãe declarou que já havia falado com meu pai sobre isso e que eles tomariam todas as medidas cabíveis para isso.

        "Pronto", pensei eu, "se ela queria ferrar com a minha vida, ela conseguiu. Ela está tentando de todas as formas que eu caia de volta no cristianismo. Nosso povo viveu por muitos desatinos, esse é mais um que tenho que passar. Logo ela vai sair, e eu vou ficar só de novo".

        Ah, mas não foi isso mesmo, foi aí que eu aprendi como minha mãe tem a capacidade de tornar um inferno a sua vida só abrindo a boca. E quando, cheio daquilo tudo, veio o meu pai, aí, imagina o que aconteceu.

        "Os dois, juntos! Não tenho mais saída".

         E foi isso o que aconteceu, eu tentei me jogar do parapeito da janela, totalmente abalado, com tudo aquilo que estava acontecendo, com aquela explosão de hormônios na cabeça e falhei.

         Em meio à corrente de gritos histéricos de mulher, a possibilidade de separação dos meus pais, meu pai, sempre demagogo, utilizou a situação para aproximar-se de minha mãe, com quem estava brigado.

         Fui tratado como um zero a esquerda, um individuo doente, que não tinha mais capacidade pra nada, e tudo porquê? Por causa da pressão dos meus pais.

         Eis que novamente surge uma discussão dos meus pais, agora as palavras "Separação" são mais frequentes, e como é comum em brigas de casais,  além das correntes de palavrões e insultos, começaram uma briga física.

        Ah, fui até a cozinha, e quebrei todos os pratos e copos, para ver se paravam, foi aí que eu aprendi a arremessar discos. Eu lembro como eles me olhavam, com misto de medo e de susto, e quando percebi que eles continuariam, e que tornariam a minha vida um inferno maior. Tentei a segunda vez.

       Foi aí que meu pai percebeu que havia algo de errado, foi aí que os dois pararam de brigar, foi aí que tudo aconteceu.

       Meu pai conseguiu me conter pela segunda vez, me agarrou e tentou de todas as formas me segurar, enquanto eu, de todas as formas tentei me soltar... Meu pai, que tem o dobro do meu tamanho, caiu diante a minha fúria, e senão tivesse conseguido me segurar de novo eu estaria provavelmente num caixão.

        "Meu filho, não faz isso. Não faz isso, meu filho, não estraga a sua vida assim... Você ainda é muito jovem, não estraga a sua vida desse jeito. Você pode ser melhor que isso. Você pode ter a vida melhor que a minha, não se entrega a isso, você é a minha única esperança."

         Eu pela primeira vez na minha vida vi meu pai chorar... Imaginem uma criança que cresceu a vida inteira julgando o seu pai como homem mais forte já conhecido, e vê-lo chorar daquele jeito. Foi aí que eu percebi, depois de algum tempo pensando, ali, no chão, depois da luta, no que eu estava fazendo... Nos gritos desesperados dos meus pais, nos choros ruídosos da minha irmã... A vizinhança inteira tinha ouvido.

      Era isso o que eu queria? Não, não era isso.

       Eu me soltei do meu pai, e prometi a mim mesmo que não ia mais fazer isso, e fui para meu quarto.

       À noite, durante uma semana, meus pais dormiram comigo e trataram para que eu não cometesse de novo qualquer besteira, até terem certeza de que eu nunca mais faria isso.



       ESCUTEM , meus caros, é isso o que querem? É isso que desejam? Morrem assim?

Vai querer mesmo abandonar os seus filhos? (os de agora ou que estão por vir)


Vai querer deixar assim a sua família?














E os seus amigos?


      NÃO FAÇA ISSO, MEU CARO! NÃO DEIXE SE VENCER!  VIVAM!


       Eu acredito que eu tenha um dever antes de morrer, um dever para com o povo, fundamentado pelo marxismo, um dever de conscientizar as massas, de ajudá-las a construir um futuro melhor, pode ser utópico, mas esse é o meu dever, esse é o meu destino. Eu acredito mesmo que posso ajudar as pessoas a não sofrerem mais como sofri ou os outros ainda sofrem.


        Eu não preciso dizer que o suícidio é anti-marxista, é contrário a ideologia marxista, porque é um sinal de derrota à sociedade capitalista... E isso é verdade. Quando você se mata, você se dá por vencido. Não há honra alguma nisso.


      Eu não vou usar a Biblia, porque eu tenho uma aversão natural ao cristianismo, e muito menos vou usar a Torá, porque o judaísmo é muito rigoroso com isso. Eu quero fazê-los pensar? Vale a pena? Vale a pena se matar e perder tudo que há na vida? Vale a pena ir sem desfrutar ao menos das coisas boas da vida, ter um amor, arranjar uma ocupação que o complete, vencer os desafios, batalhar. O suícidio não é opção, a derrota não é opção. VENCER, meus amigos, VIVER!
À LUTA! LEVANTE-SE! LUTE!

      Hoje eu abomino o que eu fiz, abomino porque eu acredito que não deva ser esse o meu fim. O meu fim é trabalhar para o melhor das pessoas, o meu fim é trazer justiça a esse Mundo falido em que vivemos. Posso não conseguir, mas prefiro terminar assim, lutando por uma sociedade melhor, do que morrer na praia.

      Não sou mais judeu, também não acredito mais na vida após a morte, isso me lembra que a vida é curta, e não deve-se perder qualquer momento com isso.  Se na vida já não há justiça, imagina a morte, que não é dada na mesma hora e na mesma intensidade para todo mundo.


      Aos que pensam nisso: Não façam isso!

     Pensem, por favor. É assim que quer sair? É assim que quer ser lembrado?

     Já tiveram a noção de como é ficar sem ar? O quão terrível que é? Ou mesmo quando queimam o seu dedo no fogão, o quão doloroso parece? A morte é isso, uma dor insuportável da qual não podemos fugir, porque chegar a isso tão cedo?

     A morte não é uma coisa doce, a morte traz dor e sofrimento. Já pensou o quanto que as pessoas que você ama vão sofrer? E as que te amam? Você acha que pode não ter, mas têm sim, você que ainda não conseguiu ver.

       Vai fazer isso porquê? Vai meter uma bala por uma namorada? Por quê? Porque ela não retorna as suas ligações, porque ela não quer saber mais de você? Meu amigo, não vá nessa, ainda há esperança, trabalhe para conquistá-la, lute! Dê flores à ela, seja gentil, ame-a como você queria ser amado, e senão der certo, aceite e parta para outra, o mundo está cheio de pessoas infelizes a busca de uma amor, acredite!
Ainda há esperança, um dia você há de encontrar uma musa igual a essa.




       Foi traído? Por sua esposa? Não vale a pena se matar por alguém que sequer se deu o respeito, ainda mais que lhe foi descortês. saia dessa vida, providencie os papéis do divorcio, e tenha certeza de sempre fazer a separação de bens.



       Dívidas? Perdeu o emprego? Não sabe o que fazer? Seja rigoroso com os seus gastos, encare de frente o problema, seja mesmo pão-duro, você não tem "dinheiro e ponto", não fique infeliz com isso, se você for nessa consciência de não tem "dinheiro e ponto" com tranquilidade, e pagar suas dívidas, num dado momento você não vai nem mais perceber o que aconteceu, e estará com dinheiro de novo. Guarde seu dinheiro e nunca faça empréstimos, a não ser que a situação seja prioritária. Na pior das alternativas, abra uma Igreja. (vai por mim, uma igreja fatura muito).

A chave está nas suas mãos, acredite




       Você está para baixo, muito bara baixo, não acha que consiga fazer nada. Converse com alguém, isso mesmo converse com alguém, nem que seja com alguém na rua... Isso mesmo, alguém na rua. Não falta gente que também seja tão tímida que não seja também triste e que queira falar com alguém, principalmente na cidade.
Isso é tão comum, é só criar coragem e falar com alguém

        Se você acredita que possa se salvar com a ajuda externa, só com ajuda externa, vá para Igreja, vá se confessar, afinal de contas o padre é um psicologo que não cobra 250 a hora e ainda te ouve sem grandes preconceitos (ele ainda cobra uma ave-maria, um salmo, uma coisa assim, sei lá, mas é só).

Se até o Homer faz isso, por que você não?


O amor, morrer sem ter amado é tristonho! AME! VIVA!









      Não seja dependente disso, LUTE! VENÇA! VIVA!









      Depressão não ajuda em nada, ande, caminhe, vá passear, vá conversar, se você está tão ruim assim, não tem como ficar pior se você sair para conversar com alguém.
Viva, meu caro, divirta-se


          Dan Quayle certa vez disse:

"O futuro será melhor amanhã!"
  
           Sim, ele será, e quero que você esteja aqui para vê-lo como todos nós todos iremos ver, amanhã é um novo dia, um novo tempo, uma nova vida. Ainda esperança, camarada, SOBREVIVA, RESISTA, LUTE, contra essa coisa que o desanima, que o consome, que o entristece. VIVA!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Róża Luksemburg

       Poucos ao redor do mundo lembram-se do aniversário de uma personalidade ilustre do Mundo Comunista, talvez seja, que mesmo em tempos de adversidades, o socialismo não seja bem a palavra utilizada pelas massas para descrever o seu futuro histórico.


       Sim, vemos hoje um certo distanciamento das massas em relação ao socialismo e aos téoricos socialistas, talvez seja pela imersão de muitos anos em uma sociedade capitalista com um grande aparato ideológico, talvez tenha sido por causa dos excessos causados por alguns regimes ditos "comunistas" ao longo da História, ou mesmo seja porque os téoricos marxistas não inspirem tanta confiança e carisma como antes (Marx podia não ser pessoalmente tão popular assim, mas o grande expoente do socialismo hoje, Hobsbawn é um velhinho caquético com Alzeimer, e o resto, o resto está muito longe do socialismo).


      Em todo caso, mesmo o socialismo não sendo a bandeira mais influente até hoje (As grandes revoltas dessa década, principalmente as de dois anos para cá, como a Primavera Árabe e os distúrbios na Inglaterra, não passaram de manifestações liberal-religiosas e mesmo simples atos de revolta sem fundo ideológico, respectivamente), a grande esperança ainda é a Grécia e talvez a França, onde os Partidos Socialistas são fortes, mas não professam a palavra "Revolução", tão fora de moda de uns tempos para cá.

      Sim, a palavra "Revolução" hoje adquiriu um vies perverso, e mesmo as massas não desejam isso, talvez por simples alienação, ou por medo/ preguiça de enfrentar os aparatos estatais vingentes.

       Em todo caso, hoje é um dia para se lembrar de uma personalidade do universo socialista que trabalhou muito para transformar a Social-Democracia Européia, tão cambaleante numa era de adversidades, em um algo mais concreto e mais revolucionário: Rosa de Luxemburgo.

        Rosa Luxemburgo, em polonês Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi talvez a maior expoente marxista polonesa de sua época (até de todos os tempos).



       Judia,naturalizada alemã, Luxemburgo tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD), além de participar da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD), que acabaria desmoronando na escalada nazista.


          De família judaica, Rosa Luxemburgo nasceu num vilarejo de Zamość, perto de Lublin, no então Congresso da Polônia, controlado pelo Império Russo. Era a quinta filha de Eliasz Luxemburg, um comerciante de madeira, e Line Löwenstein. A família de Luxemburgo migrou para Varsóvia quando ela tinha dois anos de idade, em virtude de problemas financeiros

          Aos cinco anos de idade, para tratar uma aparente doença dos ossos do quadril, Luxemburgo teve a perna engessada e ficou de cama por um ano.Como resultado, uma de suas pernas cresceu menos do que a outra, o que lhe fez mancar pelo resto de sua vida, e que ela tentava esconder de toda a maneira.


         Em 1880, Luxemburgo ingressa em um ginásio, onde concluiu os estudos em 1887 e, apesar das excelentes notas obtidas, não recebeu a tradicional medalha de ouro destinada às melhores alunas devido a sua atitude rebelde diante das autoridades escolares.


        Ainda no ginásio, Luxemburgo entrou para o Partido do Proletariado, que havia sido fundado em 1882 por Ludwik Waryński, antecipando em vinte anos os primeiros partidos socialistas russos. Ela se iniciou na vida política organizando uma greve geral, que resultou na morte de quatro líderes e na dissolução do partido. Apesar disso, Luxemburgo e outros membros do partido que escaparam da prisão continuaram a se encontrar secretamente.

         Em 1897, Luxemburgo obteve um casamento de conveniência com Gustav Lübeck a fim de obter a cidadania alemã.



           Em todo caso mudou-se de Zurique para Berlim, se juntando ao Partido Social Democrata da Alemanha. Logo após se juntar ao partido, a agitação revolucionária de Luxemburgo começou a se formar.Expressando questões centrais no debate da social democracia alemã da época, ela escreveu Reforma ou Revolução? em 1900.

            No livro, uma crítica ao revisionismo da teoria marxista feito por Eduard Bernstein (um teórico dito marxista, mas que tinha uma versão bastante liberal do materialismo histórico, sendo também criticado na mesma época por outro téorico marxista, Vladimir Lênin).

         Luxemburgo explicou que "a teoria dele tende a nos aconselhar a renunciar à transformação social, a meta final da social-democracia e, inversamente, fazer das reformas sociais, os meios da luta de classes, seu objetivo". Enquanto apoiava o reformismo (como meios da luta de classes), o objetivo final de Luxemburgo era a revolução completa.

File:Zetkin luxemburg1910.jpg
Rosa de Luxemburgo com a revolucionária Clara Zetkin


        Ela acentuou que reformas ininterruptas do capitalismo se traduziria no apoio permanente à burguesia, deixando para trás a possibilidade de contrução de uma sociedade socialista. Luxemburgo queria que os revisionistas fossem expulsos do partido. Isto não aconteceu, mas Karl Kautsky, líder do Partido Social Democrata Alemão, manteve a teoria marxista no programa do partido.Com essa polêmica, Luxemburgo torna-se conhecida e respeitada dentro do Partido Social Democrata Alemão.


              Em 1902, passado o tempo mínimo exigido pela legislação da Alemanha à época para se divorciar sem perder sua cidadania, Luxemburgo se divorciou de Lübeck.

          Em 1904, ficou presa por quase dois meses, acusada de insultar o imperador Guilherme II num discurso público (O kaiser mereceu).

File:LuxemburgSpeech.jpg
Luxemburgo discussando em público em 1907
               Durante a Revolução Russa de 1905, Luxemburgo focou sua atenção no movimento socialista no Império Russo, defendendo que, "a partir desta data, o proletariado russo estourou no cenário político como classe pela primeira vez".

        Luxemburgo defendeu a teoria marxista na Revolução, em oposição aos Mencheviques e ao Partido Socialista Revolucionário e em apoio aos Bolcheviques.  Fato que a ligou inevitavelmente aos bolcheviques até a sua morte, tanto que ela foi bastante homenageada pelos soviéticos post-mortem.

        Há historiadores que afirmam que foi a partir deste evento que Luxemburgo desenvolveu sua teoria revolucionária. Luxemburgo se mudou para Varsóvia para ajudar o levante revolucionário russo, sendo presa por três meses e ameaçada com a pena de morte.

                Em 1906, Luxemburgo começou a defender sua teoria de greve das massas como instrumento de luta revolucionária mais importante do proletariado. Esta linha de pensamento se tornou motivo de grande contenda no Partido Social Democrata da Alemanha, ganhando a oposição de August Bebel e Kautsky. Pela agitação apaixonada, Luxemburgo recebeu a alcunha de "Rosa sangrenta".

Rosa de Luxemburgo em 1910

             Em 1914, Luxemburgo foi julgada e condenada a um ano de prisão pelo Segundo Tribunal Criminal de Frankfurt por incitamento à desobediência civil, num discurso feito em setembro de 1913.

            Em 4 de agosto do mesmo ano, a bancada social-democrata do Reichstag (Parlamento Alemão) votou a favor dos créditos de guerra, o que deixou-a profundamente abalada. Em dezembro, o deputado Karl Liebknecht votou sozinho contra nova concessão de créditos de guerra. Liebknecht e Luxemburg fundaram, então, o Grupo Internationale, que logo viraria a Liga Espartaquista.


        O grupo defendia que os soldados alemães abandonassem a guerra para iniciar uma revolução no país, inicialmente teve pouco prestígio popular, mas com o tempo, enquanto a guerra arrastava-se, Luxemburgo e seu grupo foram angariando maior apoio dos soldados alemães, que em condições adversas, principalmente nas batalhas do final da Primeira Guerra Mundial (Como as destrutivas batalhas do Marne e outras) acabaram engrossando algumas de suas fileiras.


         Em 1915, Luxemburgo passou um ano na prisão por agitação anti-militarista.
Na prisão, Luxemburgo escreveu O Folheto Junius, que criou a base teórica para a Liga Espartaquista
Ainda na prisão, Luxemburgo escreveu A Revolução Russa, sobre os eventos daquele ano na Rússia, alertando para o perigo dos Bolcheviques instalarem uma ditadura totalitária no país.  Apesar disso, o livro enaltece a iniciativa revolucionária dos Bolcheviques e destaca a importância da Revolução Russa no cenário internacional, criticando, porém, a violência revolucionária. 

         Não preciso dizer que o livro: A Revolução Russa, não ajudou muito o lado de Luxemburgo ante os soviéticos

         Em 1917,a  União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (embora a URSS tenha surgido in facto em 1922, é mais didático falar assim) procurou obter paz em todos com o Império Alemão, dadas as plataformas do governo bolchevique e a reinvidicação popular, Rosa de Luxemburgo foi contra a assinatura do Tratado de Brest-Litovski, não por querer uma guerra com a Rússia, mas pelo fato de que a Rússia Revolucionária, agora um bastião revolucionário pudesse por fim ao Império Alemão que fora o seu algoz e do seu povo, e iniciar uma revolução mundial.

      Em 1917, o Partido Social Democrata expulsou não só os espartaquistas como também um grande grupo de oposição interna.

          A Liga Espartaquista, entretanto, manteve-se organizada no PSDI, conservando sua organização e programa político.Os espartaquistas permaneceram no PSDI até que este decidiu participar do governo que surgiria, a República de Weimar.
Luxemburgo


        Em 8 de novembro de 1918, o governo alemão relutantemente liberou Luxemburgo da prisão, por pressão inevitavelmente do governo soviético, que à essa altura era quase um "aliado" alemão,  e também por causa da efervecência popular que surgira logo após o fim do Império Alemão.

         Logo ela deu continuidade à agitação revolucionária, dirigindo o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha) e fundando, com Liebknecht, no dia 31 do mês seguinte, o Partido Comunista da Alemanha.



             Enquanto isso, o clima adverso na Alemanha, ocasionado pela fraqueza da República de Wermar, instaurada pela imposição dos vencedores (A Entente), iniciou um panorama social semelhante a efervecência que levou à Revolução de Outubro, conflitos armados surgiram a favor dos espartaquistas e sacudiam as ruas de Berlim.

          Em 1919 surgiu a República Soviética da Baviera, embora tenha sido curta, representou que o poder do Proletariado alemão conseguira conquistar a parte razoavelmente mais conservadora da Alemanha... Contudo, quase sem o apoio de Moscou (que desconfiava da capacidade revolucionária do Partido Comunista Alemão, que por muito tempo foi meio pelego, e também por disputas internas entre Trotsky e Stálin. Sendo que Trotsky era a favor da Revolução Mundial e o apoio aos comunistas alemães com apoio do Exército Vermelho no meio da Guerra Civil Russa), a República Soviética da Baviera foi desmembrada rapidamente com a Contra-Revolução.


            No dia 9 de janeiro de 1919, Berlim encontrava-se em estado de sítio. Luxemburgo e Liebknecht, perseguidos, sabiam que já não havia mais para onde fugir. Mudavam constantemente de esconderijo e empresários de extrema-direita ofereciam recompensas a quem os denunciasse.

            Em 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck, líderes do Partido Comunista da Alemanha, foram presos e levados para interrogatório no Hotel Eden em Berlim. 


          Os detalhes das mortes de Luxemburgo e Liebknecht são desconhecidos, mas a versão mais verossímil é de que eles foram retirados do hotel  à força por paramilitares do grupo de direita Freikorps, que mais tarde iriam integrar a SA e a SS Nazista.

             Enquanto Luxemburgo e Liebknecht eram escoltados para fora do prédio, foram espancados até ficarem inconscientes.Pieck conseguiu fugir, enquanto Luxemburgo e Liebknecht foram levados, cada um, num jipe militar.

            O primeiro jipe, com Rosa Luxemburgo, virou antes da ponte Corneliusbrücke em uma pequena rua paralela ao curso d'água conhecido como Canal do Exército (Landwehrkanal). Segundo relatos, ela foi baleada e jogada semi-morta nas águas geladas de janeiro do Landwerkanal. Seu companheiro de luta, Karl, seguiu no outro jipe, que cruzou a Corneliusbrücke e entrou em uma das ruas desertas do parque Tiergarten. Ele foi baleado pelas costas, enquanto foi induzido a caminhar. Morto, foi entregue como indigente em um posto policial.


           O corpo de Luxemburgo só foi encontrado no final de junho. Seus assassinos obviamente jamais foram condenados. Somente em 1999, uma investigação do governo alemão concluiu que as tropas de assalto haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para matar Luxemburgo e Liebknecht.

           Os corpos de Luxemburgo e Liebknecht foram enterrados no Cemitério Central de Freidrichsfelde em Berlim.

          Luxemburgo foi forte, uma das mulheres mais fortes de sua época, uma mulher que não tremeu diante ao perigo, diante a morte, e lutou até o fim pela causa marxista, e morreu em prol da causa. Ela deve ser honrada e lembrada como a todos os revolucionários que morreram pela árdua luta na construção de uma sociedade comum e igualitária.

        Luxemburgo hoje é muito usada como ícone trotskista, em verdade, até que ela poderia ter um pouco disso, mas em verdade, ela deve ser respeitada por ser um grande expoente revolucionário marxista, que ao contrário de Trotsky, não era arrogante, e tinha seus pés no chão.

        Em 1919, Bertolt Brecht, grande expoente do teatro contemporâneo, escreveu um epitáfio poético em homenagem a Luxemburgo, que recebeu música de Kurt Weill em 1928, sendo renomeado como O Réquiem de Berlim:
Aqui jaz
Rosa Luxemburgo,
judia da Polônia,
vanguarda dos operários alemães,
morta por ordem dos opressores.
Oprimidos,
enterrai vossas desavenças!
             Também sobre Luxemburgo, o escritor e historiador britânico trotskysta Isaac Deutscher, expoente da Nova Esquerda, escreveu: "Com o seu assassinato, a Alemanha dos Hohenzollern celebra o último triunfo e a Alemanha nazi, o primeiro".



Para ver mais sobre a morte de Rosa de Luxemburgo, ver Aqui:

Haber e o uso da ciência para o "bem" e para o "mal"

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